20 de novembro: Antirracismo é projeto de país, não calendário

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Por Tiago Santana, secretário da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo (SEPAR), do Ministério da igualdade Racial. Consciência Negra. O Brasil celebra o 20 de novembro porque, por muito tempo, tentou silenciar a própria história. A abolição inconclusa, a ilusão da democracia racial e a ausência de políticas de reparação […]

POR Redação SRzd 19/11/2025| 3 min de leitura

Consciência Negra. Foto: Arte

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Por Tiago Santana, secretário da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo (SEPAR), do Ministério da igualdade Racial.

Consciência Negra. O Brasil celebra o 20 de novembro porque, por muito tempo, tentou silenciar a própria história. A abolição inconclusa, a ilusão da democracia racial e a ausência de políticas de reparação moldaram um país em que a cor da pele ainda define acesso à renda, educação, moradia e oportunidades.

Por isso, o Dia da Consciência Negra não é apenas uma data comemorativa. É um alerta estruturante sobre quem tem pleno direito ao bem viver no Brasil. E também celebra a data que virou feriado por frutos do trabalho do M inistério da Igualdade Racial aliado com luta dos movimentos negros.

O enfrentamento ao racismo, porém, não pode ficar restrito a um mês. Em novembro, o país se lembra de desigualdades que persistem o ano inteiro. Nos demais meses, essas desigualdades seguem presentes nas estatísticas e nas trajetórias da população negra. É por isso que antirracismo não pode ser tratado como evento ou campanha. Antirracismo exige continuidade, planejamento, orçamento e participação ativa da população negra nas decisões do Estado.

No Governo Lula, o Ministério da Igualdade Racial, conduzido pela ministra Anielle Franco, trabalha para transformar esse compromisso em políticas concretas. O Plano Juventude Negra Viva é uma dessas ações estruturantes. A entrada dos novos agentes territoriais amplia a presença institucional nos estados e municípios, fortalecendo a pactuação local e garantindo que o direito à vida e ao bem viver da juventude negra seja prioridade em todo o território nacional.

Outra frente essencial é a ampliação de horizontes educacionais. O programa Caminhos Amefricanos já permite que jovens estudantes brasileiros vivenciem experiências acadêmicas em países do continente africano, e sua nova etapa, Caminhos do Sul Global, enviará mais jovens profissionais à China. São iniciativas que rompem barreiras históricas e aproximam a juventude negra de possibilidades que antes não chegavam aos seus territórios. As políticas de ações afirmativas também avançam com a lei de cotas no serviço público e a consolidação das cotas nas universidades. O programa Pé de Meia complementa esse esforço ao reduzir a evasão escolar e apoiar estudantes que enfrentam vulnerabilidades, especialmente jovens negros.

O país não pode continuar desperdiçando o talento e a criatividade da juventude que move a cultura, a inovação e a ciência, mas que ainda enfrenta obstáculos desproporcionais para estudar, trabalhar e ocupar espaços de decisão. A consciência negra, nesse sentido, funciona como diagnóstico nacional: sem a plena participação da juventude negra, a democracia permanece incompleta.

O 20 de novembro afirma que cidadania não é concessão e que vidas negras precisam ser prioridade permanente. A data só terá sentido se o compromisso político for contínuo. Novembro é marco simbólico, mas o ano inteiro é construção. Antirracismo sem continuidade é homenagem vazia. Antirracismo com metas, orçamento e políticas públicas é futuro. O 20 de novembro não olha apenas para o passado. Ele projeta o país que podemos ser quando a população negra é reconhecida como protagonista do desenvolvimento nacional e do direito ao bem viver.

Rodapé - brasil

Por Tiago Santana, secretário da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo (SEPAR), do Ministério da igualdade Racial.

Consciência Negra. O Brasil celebra o 20 de novembro porque, por muito tempo, tentou silenciar a própria história. A abolição inconclusa, a ilusão da democracia racial e a ausência de políticas de reparação moldaram um país em que a cor da pele ainda define acesso à renda, educação, moradia e oportunidades.

Por isso, o Dia da Consciência Negra não é apenas uma data comemorativa. É um alerta estruturante sobre quem tem pleno direito ao bem viver no Brasil. E também celebra a data que virou feriado por frutos do trabalho do M inistério da Igualdade Racial aliado com luta dos movimentos negros.

O enfrentamento ao racismo, porém, não pode ficar restrito a um mês. Em novembro, o país se lembra de desigualdades que persistem o ano inteiro. Nos demais meses, essas desigualdades seguem presentes nas estatísticas e nas trajetórias da população negra. É por isso que antirracismo não pode ser tratado como evento ou campanha. Antirracismo exige continuidade, planejamento, orçamento e participação ativa da população negra nas decisões do Estado.

No Governo Lula, o Ministério da Igualdade Racial, conduzido pela ministra Anielle Franco, trabalha para transformar esse compromisso em políticas concretas. O Plano Juventude Negra Viva é uma dessas ações estruturantes. A entrada dos novos agentes territoriais amplia a presença institucional nos estados e municípios, fortalecendo a pactuação local e garantindo que o direito à vida e ao bem viver da juventude negra seja prioridade em todo o território nacional.

Outra frente essencial é a ampliação de horizontes educacionais. O programa Caminhos Amefricanos já permite que jovens estudantes brasileiros vivenciem experiências acadêmicas em países do continente africano, e sua nova etapa, Caminhos do Sul Global, enviará mais jovens profissionais à China. São iniciativas que rompem barreiras históricas e aproximam a juventude negra de possibilidades que antes não chegavam aos seus territórios. As políticas de ações afirmativas também avançam com a lei de cotas no serviço público e a consolidação das cotas nas universidades. O programa Pé de Meia complementa esse esforço ao reduzir a evasão escolar e apoiar estudantes que enfrentam vulnerabilidades, especialmente jovens negros.

O país não pode continuar desperdiçando o talento e a criatividade da juventude que move a cultura, a inovação e a ciência, mas que ainda enfrenta obstáculos desproporcionais para estudar, trabalhar e ocupar espaços de decisão. A consciência negra, nesse sentido, funciona como diagnóstico nacional: sem a plena participação da juventude negra, a democracia permanece incompleta.

O 20 de novembro afirma que cidadania não é concessão e que vidas negras precisam ser prioridade permanente. A data só terá sentido se o compromisso político for contínuo. Novembro é marco simbólico, mas o ano inteiro é construção. Antirracismo sem continuidade é homenagem vazia. Antirracismo com metas, orçamento e políticas públicas é futuro. O 20 de novembro não olha apenas para o passado. Ele projeta o país que podemos ser quando a população negra é reconhecida como protagonista do desenvolvimento nacional e do direito ao bem viver.

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