Alerta! O que muda na vida de quem tem pressão 12 por 8?
Mudou de patamar. Uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passa a considerar a aferição de 120/80mmHH, popularmente conhecida como 12 por 8, não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão. O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão. […]
PORRedação SRzd27/9/2025|
4 min de leitura
Aferição de pressão arterial. Foto: Pikist
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Mudou de patamar. Uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passa a considerar a aferição de 120/80mmHH, popularmente conhecida como 12 por 8, não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão.
O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes.
A mudança vai ao encontro de novas diretrizes internacionais divulgadas no Congresso Europeu de Cardiologia, em 2024. À época, a pressão 12 por 8 passou a ser classificada como “pressão arterial elevada” nos padrões europeus.
A partir de agora, portanto, para que a aferição passe a ser considerada pressão normal, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.
Aqui no Brasil, outra alteração é a meta de tratamento. Até agora, aceitava-se que manter a pressão a partir de 14 por 9 (140/90 mmHg) era suficiente.
A nova diretriz endurece a recomendação: o alvo passa a ser abaixo de 13 por 8 (<130/80 mmHg) para todos os hipertensos, independentemente da idade, sexo ou presença de outras doenças.
Esfigmomanômetro. Foto: Pikist
+ Sinais no corpo
A pressão arterial é a força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia e é medida em dois valores: sistólica (número maior), que representa a pressão durante a contração do coração e diastólica (número menor), que indica a pressão quando o coração está relaxado entre os batimentos.
A pressão alta, também conhecida como hipertensão, é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados de pressão nas artérias, causando sintomas como:
– Dor de cabeça
– Tontura
– Zumbido no ouvido
– Dores na nuca
– Fraqueza
– Visão embaçada
– Sangramento nasal
Afinal, por que a meta para o tratamento da pressão alta ficou mais rígida? A medida é fundamental para reduzir riscos de complicações como infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e insuficiência renal.
Caso esteja com algum dos sintomas ou suspeite ser hipertensivo, a ida ao médico é recomendada.
+ O que fazer se a pressão estiver 12 por 8?
Segundo o doutor Thiago Piccirillo, especialista em insuficiência cardíaca pelo InCor, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, após a aferição de 12 por 8 é necessário iniciar mudanças no estilo de vida.
“Isso não é diagnóstico de doença, mas um alerta para agir antes que a pressão suba ainda mais. Não espere a pressão subir para agir. É preciso agir cedo e cuidar do coração”, afirmou o profissional ao destacar pontos positivos das novas diretrizes.
– Atividade física regular: pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos, além de treinos de força duas vezes por semana;
– Controle do peso: cada quilo perdido reduz, em média, 1 mmHg da pressão arterial;
– Alimentação balanceada: redução do sal, aumento do consumo de potássio por meio de frutas e verduras, e adoção da dieta DASH, rica em alimentos naturais e frescos, como frutas, vegetais, leguminosas, cereais integrais, laticínios desnatados, peixes, aves e oleaginosas.
– Evitar tabaco e excesso de álcool;
– Praticar técnicas para controle do estresse, como meditação e exercícios de respiração.
Mudou de patamar. Uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passa a considerar a aferição de 120/80mmHH, popularmente conhecida como 12 por 8, não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão.
O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes.
A mudança vai ao encontro de novas diretrizes internacionais divulgadas no Congresso Europeu de Cardiologia, em 2024. À época, a pressão 12 por 8 passou a ser classificada como “pressão arterial elevada” nos padrões europeus.
A partir de agora, portanto, para que a aferição passe a ser considerada pressão normal, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.
Aqui no Brasil, outra alteração é a meta de tratamento. Até agora, aceitava-se que manter a pressão a partir de 14 por 9 (140/90 mmHg) era suficiente.
A nova diretriz endurece a recomendação: o alvo passa a ser abaixo de 13 por 8 (<130/80 mmHg) para todos os hipertensos, independentemente da idade, sexo ou presença de outras doenças.
Esfigmomanômetro. Foto: Pikist
+ Sinais no corpo
A pressão arterial é a força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia e é medida em dois valores: sistólica (número maior), que representa a pressão durante a contração do coração e diastólica (número menor), que indica a pressão quando o coração está relaxado entre os batimentos.
A pressão alta, também conhecida como hipertensão, é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados de pressão nas artérias, causando sintomas como:
– Dor de cabeça
– Tontura
– Zumbido no ouvido
– Dores na nuca
– Fraqueza
– Visão embaçada
– Sangramento nasal
Afinal, por que a meta para o tratamento da pressão alta ficou mais rígida? A medida é fundamental para reduzir riscos de complicações como infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e insuficiência renal.
Caso esteja com algum dos sintomas ou suspeite ser hipertensivo, a ida ao médico é recomendada.
+ O que fazer se a pressão estiver 12 por 8?
Segundo o doutor Thiago Piccirillo, especialista em insuficiência cardíaca pelo InCor, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, após a aferição de 12 por 8 é necessário iniciar mudanças no estilo de vida.
“Isso não é diagnóstico de doença, mas um alerta para agir antes que a pressão suba ainda mais. Não espere a pressão subir para agir. É preciso agir cedo e cuidar do coração”, afirmou o profissional ao destacar pontos positivos das novas diretrizes.
– Atividade física regular: pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos, além de treinos de força duas vezes por semana;
– Controle do peso: cada quilo perdido reduz, em média, 1 mmHg da pressão arterial;
– Alimentação balanceada: redução do sal, aumento do consumo de potássio por meio de frutas e verduras, e adoção da dieta DASH, rica em alimentos naturais e frescos, como frutas, vegetais, leguminosas, cereais integrais, laticínios desnatados, peixes, aves e oleaginosas.
– Evitar tabaco e excesso de álcool;
– Praticar técnicas para controle do estresse, como meditação e exercícios de respiração.