Arthur Lira descarta impeachment e diz que Bolsonaro precisa parar de questionar legitimidade das urnas
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, voltou a afastar a possibilidade de impeachment de Jair Bolsonaro e disse que não crê que militares apoiem um golpe contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram feitas à “Globonews” na noite desta terça-feira (24). Lira lidera o grupo de direita apelidado de […]
PORRedação SRzd25/8/2021|
3 min de leitura
Arthur Lira. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, voltou a afastar a possibilidade de impeachment de Jair Bolsonaro e disse que não crê que militares apoiem um golpe contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).
As declarações foram feitas à “Globonews” na noite desta terça-feira (24). Lira lidera o grupo de direita apelidado de “centrão” e dá sustentação parlamentar ao governo de extrema direita de Jair Bolsonaro.
Mais de 130 pedidos de impeachment de Bolsonaro já foram protocolados na Câmara. Arthur Lira, aliado de Bolsonaro, é a figura a quem cabe fazer uma primeira análise dos pedidos, podendo aceitá-los ou rejeitá-los. Na entrevista, Lira afastou a possibilidade de levar o assunto adiante no Congresso.
“São temas sensíveis. Eu acho que o impeachment é uma ruptura traumática no sistema democrático. Estamos a um ano das eleições” … “O momento agora é o de apaziguar. É de colocar água nessa fervura, definitivamente”, enfatizou.
Questionado se enxerga a possibilidade de golpe, Lira foi enfático ao responder que não vê nenhuma chance de golpe: “Estamos absolutamente tranquilos. Nós não acreditamos em nenhum tipo de ruptura da democracia do país. Os militares são conscientes, eles são protetores da nação, e não de qualquer presidente. Nós temos que ter paciência, muita conversa. Mas é absolutamente normal o clima. Não há qualquer especulação nesse sentido.”
O presidente da Câmara também destacou que o presidente Jair Bolsonaro precisa parar de questionar a legitimidade das urnas eletrônicas.
“O Legislativo precisava ter se colocado de maneira mais rápida, o Judiciário precisa demonstrar boa vontade e claramente mostrar que as urnas são confiáveis, alargando os sistemas de transparência e o presidente, definitivamente, precisa deixar de questionar essa legitimidade. É importante que todos se sentem à mesa”, respondeu Lira.
Bolsonaro tem constantemente questionado a lisura das eleições e colocado em dúvida a credibilidade das urnas eletrônicas, mesmo depois que a Câmara rejeitou a proposta de implementar o voto impresso.
Lira disse acreditar que esses “desencontros” vão se ajustar com diálogo e ressaltou que o país perde com essa situação, inclusive economicamente. O parlamentar citou a alta nos juros futuros e a volatilidade do dólar.
“Acho que nós vamos chegar rapidamente num bom termo e ajustarmos esses desencontros que não fazem bem ao país, se gasta muita energia com assuntos que deveriam ser tratados de outra maneira”, finalizou o deputado.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, voltou a afastar a possibilidade de impeachment de Jair Bolsonaro e disse que não crê que militares apoiem um golpe contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).
As declarações foram feitas à “Globonews” na noite desta terça-feira (24). Lira lidera o grupo de direita apelidado de “centrão” e dá sustentação parlamentar ao governo de extrema direita de Jair Bolsonaro.
Mais de 130 pedidos de impeachment de Bolsonaro já foram protocolados na Câmara. Arthur Lira, aliado de Bolsonaro, é a figura a quem cabe fazer uma primeira análise dos pedidos, podendo aceitá-los ou rejeitá-los. Na entrevista, Lira afastou a possibilidade de levar o assunto adiante no Congresso.
“São temas sensíveis. Eu acho que o impeachment é uma ruptura traumática no sistema democrático. Estamos a um ano das eleições” … “O momento agora é o de apaziguar. É de colocar água nessa fervura, definitivamente”, enfatizou.
Questionado se enxerga a possibilidade de golpe, Lira foi enfático ao responder que não vê nenhuma chance de golpe: “Estamos absolutamente tranquilos. Nós não acreditamos em nenhum tipo de ruptura da democracia do país. Os militares são conscientes, eles são protetores da nação, e não de qualquer presidente. Nós temos que ter paciência, muita conversa. Mas é absolutamente normal o clima. Não há qualquer especulação nesse sentido.”
O presidente da Câmara também destacou que o presidente Jair Bolsonaro precisa parar de questionar a legitimidade das urnas eletrônicas.
“O Legislativo precisava ter se colocado de maneira mais rápida, o Judiciário precisa demonstrar boa vontade e claramente mostrar que as urnas são confiáveis, alargando os sistemas de transparência e o presidente, definitivamente, precisa deixar de questionar essa legitimidade. É importante que todos se sentem à mesa”, respondeu Lira.
Bolsonaro tem constantemente questionado a lisura das eleições e colocado em dúvida a credibilidade das urnas eletrônicas, mesmo depois que a Câmara rejeitou a proposta de implementar o voto impresso.
Lira disse acreditar que esses “desencontros” vão se ajustar com diálogo e ressaltou que o país perde com essa situação, inclusive economicamente. O parlamentar citou a alta nos juros futuros e a volatilidade do dólar.
“Acho que nós vamos chegar rapidamente num bom termo e ajustarmos esses desencontros que não fazem bem ao país, se gasta muita energia com assuntos que deveriam ser tratados de outra maneira”, finalizou o deputado.