Ciclovia Tim Maia negligenciou as forças das intempéries

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Estive hoje de manhã na ciclovia da Av. Niemeyer no trecho que ruiu. Eu mesmo tirei as fotos postadas. Impressionante como a chuva provocou uma enxurrada que arrastou a vegetação e a terra da encosta, levando primeira a mureta de concreto da Avenida, depois uma antiga tubulação metálica (desativada) da CEDAE e por fim derrubando […]

POR Redação SRzd 8/2/2019| 2 min de leitura

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Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires

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Estive hoje de manhã na ciclovia da Av. Niemeyer no trecho que ruiu. Eu mesmo tirei as fotos postadas. Impressionante como a chuva provocou uma enxurrada que arrastou a vegetação e a terra da encosta, levando primeira a mureta de concreto da Avenida, depois uma antiga tubulação metálica (desativada) da CEDAE e por fim derrubando no mar um pedaço da ciclo via.

É bom frisar que não foi na altura da comunidade do Vidigal, no trecho a encosta era desocupada e bem vegetada. É a natureza mostrando também seu poder.

Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires
Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires

A ciclovia inaugurada em 2016 no ritmo das olimpíadas negligenciou as forças das intempéries em um local de fortes ondas, ventos e com grande potencial de deslizamento em uma encosta íngreme. Mas isso não era novidade para nenhum carioca.

Construída com seu tabuleiro apenas apoiado, sem amarração no restante da estrutura (vigas e pilares), desconsiderou outros esforços além do esforço normal, isto é, o peso de cima para baixo. Temos engenharia suficiente para edificar uma estrutura resistente naquele local, porém se fazia necessário estudos mais intensos.

Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires
Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires

O estudo deveria dimensiona-la para resistir também solicitações de baixo para cima devido a ondas, como a que causou o primeiro desastre em 2016 e lateralmente devido a rajadas de ventos e impactos oriundos de desbarrancamento de encostas, como a que a derrubou ontem.

Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires
Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires

Estudos de clima de ondas e ventos para se chegar a uma onda e uma rajada de vento de projeto (valores máximos a qual a estrutura seria capaz de resistir), bem como simulações para solicitações à impactos laterais como o de ontem, deveriam ter sido realizados. Mas claro demandariam mais tempo e dinheiro.

A triste história recente desta obra que não reflete a imagem alegre dos shows de quem a batiza com seu nome.

Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires
Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires

* Artigo escrito por Cezar L. F. Pires, professor de Engenharia Ambiental

Estive hoje de manhã na ciclovia da Av. Niemeyer no trecho que ruiu. Eu mesmo tirei as fotos postadas. Impressionante como a chuva provocou uma enxurrada que arrastou a vegetação e a terra da encosta, levando primeira a mureta de concreto da Avenida, depois uma antiga tubulação metálica (desativada) da CEDAE e por fim derrubando no mar um pedaço da ciclo via.

É bom frisar que não foi na altura da comunidade do Vidigal, no trecho a encosta era desocupada e bem vegetada. É a natureza mostrando também seu poder.

Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires
Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires

A ciclovia inaugurada em 2016 no ritmo das olimpíadas negligenciou as forças das intempéries em um local de fortes ondas, ventos e com grande potencial de deslizamento em uma encosta íngreme. Mas isso não era novidade para nenhum carioca.

Construída com seu tabuleiro apenas apoiado, sem amarração no restante da estrutura (vigas e pilares), desconsiderou outros esforços além do esforço normal, isto é, o peso de cima para baixo. Temos engenharia suficiente para edificar uma estrutura resistente naquele local, porém se fazia necessário estudos mais intensos.

Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires
Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires

O estudo deveria dimensiona-la para resistir também solicitações de baixo para cima devido a ondas, como a que causou o primeiro desastre em 2016 e lateralmente devido a rajadas de ventos e impactos oriundos de desbarrancamento de encostas, como a que a derrubou ontem.

Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires
Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires

Estudos de clima de ondas e ventos para se chegar a uma onda e uma rajada de vento de projeto (valores máximos a qual a estrutura seria capaz de resistir), bem como simulações para solicitações à impactos laterais como o de ontem, deveriam ter sido realizados. Mas claro demandariam mais tempo e dinheiro.

A triste história recente desta obra que não reflete a imagem alegre dos shows de quem a batiza com seu nome.

Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires
Ciclovia Tim Maia. Foto: Cezar L. F. Pires

* Artigo escrito por Cezar L. F. Pires, professor de Engenharia Ambiental

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