Sabe-se que a experiência de aperfeiçoar seus conhecimentos em outro país tem um custo. Com um pouco de planejamento esse sonho pode virar realidade!
POR Redação SRzd 18/2/2005| 5 min de leitura
Sabe-se que a experiência de aperfeiçoar seus conhecimentos em outro país tem um custo. Com um pouco de planejamento esse sonho pode virar realidade!
POR Redação SRzd 18/2/2005| 5 min de leitura
SÉO PAULO – Estudar no exterior é sempre uma ótima alternativa para
quem busca um diferencial para o seu currículo. A chance de
acumular experiência, conhecer novas culturas e se aperfeiçoar em
um novo idioma é bem vista tanto para quem procura um emprego
quanto para quem disponibiliza uma vaga.
Porém, sabe-se que tudo isso tem um custo e a realização deste
sonho precisa ser planejada. Por onde começar?
Avalie seus objetivos
A concretização de qualquer objetivo requer certo trabalho e muita
força de vontade. Por isso, comece a organizar o seu sonho. Qual a
sua meta? Que idioma tem interesse de aprender, ou aperfeiçoar? Por
quanto tempo pretende ficar? Que país lhe desperta maior
interesse?
Respondendo a estas tantas perguntas, você terá enfim um ponto de
partida. Uma dica: não comece já pensando que seu sonho parece
grande demais. É claro que será difícil realizar suas metas do dia
para a noite; por isso, você deve se organizar, ser firme em seu
propósito e, desta forma, conquistar também o apoio de seus
familiares e amigos nesta experiência.
Existem várias alternativas para a realização deste intercâmbio
cultural, ou seja, esta oportunidade de trocar conhecimentos e
costumes com pessoas diferentes. Você pode optar por se hospedar em
casas de família ou, se preferir, ficar instalado em alojamentos de
estudantes, muitas vezes na própria instituição de ensino.
Em geral, um programa de intercâmbio de um ano não sai por menos de
R$ 15 mil, incluindo passagem aérea, item que costuma ser o mais
caro da viagem. Mas, com o real valorizado frente ao dólar esse
pode ser um bom momento para ir ao exterior.
Estados Unidos: preferência pelo país continua
Embora exista hoje maior procura por países como Nova Zelândia,
Austrália e Canadá, os EUA continuam como o país preferido dos
jovens que pretendem estudar fora do Brasil.
O fato pode ser explicado pela afinidade com a cultura e,
principalmente, pelos custos do intercâmbio. Passar uma temporada
numa High School (colégios norte-americanos) é bem mais barato do
que optar por uma escola na Europa ou na Oceania. Nos Estados
Unidos, ao contrário das outras localidades, as escolas não cobram
mensalidades de estrangeiros, em razão de um programa de subsídios
governamentais.
Para se ter uma idéia, passar um semestre de estudos nos EUA fica
em torno de US$ 4.230, sem a passagem aérea, enquanto o mesmo
período na Nova Zelândia e na Austrália sai em média por US$ 7.626
e US$ 9.675, respectivamente.
No caso norte-americano, a vantagem financeira fica ainda mais
evidente para o pacote de um ano, que é pouco mais caro que o
semestral (US$ 4.995). Já nos demais países, ele quase dobra em
relação ao formato de seis meses.
Para quem prefere a Europa
Se você tiver a intenção de conhecer a cultura européia, terá que
gastar um pouco mais. Patrícia Alves, jornalista, vivencia agora
esta experiência, programando sua viagem para Londres, agendada
para daqui a dois meses. “Neste caso, o custo é mais alto por causa
da Libra (libra esterlina, moeda local). Mas é possível encontrar
escolas com preços mais acessíveis”, declara.
Em sua viagem, até agora, foram gastos cerca de R$ 6 mil para
quitar um ano de curso, e garantir um mês de acomodação. Isso sem
contar a passagem, que custou quase R$ 3 mil, incluindo aí todas as
taxas. Já para poder passar os primeiros meses, pretende levar
cerca de 1200 libras, o que equivale a aproximadamente mais R$ 6
mil.
Para sua garantia, a jornalista tem mantido contato com estudantes
instalados em Londres, para obter o máximo possível de informações.
Desta forma, sabe que um estudante gasta, por mês, cerca de 400 ou
500 libras com acomodação, transporte e alimentação. “É uma vida
sem luxos, mas também sem grandes apuros”, define.
Patrícia alerta ainda para a possibilidade que o estudante tem de
trabalhar 20 horas semanais (com remuneração média de 400 libras),
segundo as leis do Reino Unido. Porém, deixa bastante claro:
“trata-se de uma concessão, e não uma condição para conseguir
estudar lá”. Prova disso é que, antes da viagem, o estudante deve
comprovar que alguém (familiar ou responsável) lhe garantirá o
sustento durante sua permanência no país, deixando claro que o seu
objetivo será mesmo de estudar.
Como concretizar este sonho?
Para realizar um intercâmbio, a dica é procurar a opção mais
adequada para o seu bolso e os seus objetivos. É claro que será
preciso muito planejamento e certo tempo de economia.
Ainda no caso de Patrícia, ela acabou vendendo o seu carro e
poupando por mais de um ano para conseguir arcar com os custos da
viagem. A idéia de morar no exterior por um ano não aconteceu de
repente. Foi algo planejado durante muito tempo. Por isso, a
alternativa para quem pretende fazer o mesmo, é começar hoje mesmo
a se programar para esta realização.
Neste ponto, não espere que seus pais façam tudo por você. Garanta
algumas economias e ajude-os no orçamento, o dinheiro economizado
deve ser colocado em um fundo de reserva para a viagem. Isso
significa abrir mão de alguns hábitos por um tempo. Deixe de lado
as viagens com os amigos, as baladas mais caras e o consumo sem
controle, por exemplo. Caso esteja quase “caindo na tentação”,
lembre-se que o esforço é temporário e que o resultado será
inesquecível!
SÉO PAULO – Estudar no exterior é sempre uma ótima alternativa para
quem busca um diferencial para o seu currículo. A chance de
acumular experiência, conhecer novas culturas e se aperfeiçoar em
um novo idioma é bem vista tanto para quem procura um emprego
quanto para quem disponibiliza uma vaga.
Porém, sabe-se que tudo isso tem um custo e a realização deste
sonho precisa ser planejada. Por onde começar?
Avalie seus objetivos
A concretização de qualquer objetivo requer certo trabalho e muita
força de vontade. Por isso, comece a organizar o seu sonho. Qual a
sua meta? Que idioma tem interesse de aprender, ou aperfeiçoar? Por
quanto tempo pretende ficar? Que país lhe desperta maior
interesse?
Respondendo a estas tantas perguntas, você terá enfim um ponto de
partida. Uma dica: não comece já pensando que seu sonho parece
grande demais. É claro que será difícil realizar suas metas do dia
para a noite; por isso, você deve se organizar, ser firme em seu
propósito e, desta forma, conquistar também o apoio de seus
familiares e amigos nesta experiência.
Existem várias alternativas para a realização deste intercâmbio
cultural, ou seja, esta oportunidade de trocar conhecimentos e
costumes com pessoas diferentes. Você pode optar por se hospedar em
casas de família ou, se preferir, ficar instalado em alojamentos de
estudantes, muitas vezes na própria instituição de ensino.
Em geral, um programa de intercâmbio de um ano não sai por menos de
R$ 15 mil, incluindo passagem aérea, item que costuma ser o mais
caro da viagem. Mas, com o real valorizado frente ao dólar esse
pode ser um bom momento para ir ao exterior.
Estados Unidos: preferência pelo país continua
Embora exista hoje maior procura por países como Nova Zelândia,
Austrália e Canadá, os EUA continuam como o país preferido dos
jovens que pretendem estudar fora do Brasil.
O fato pode ser explicado pela afinidade com a cultura e,
principalmente, pelos custos do intercâmbio. Passar uma temporada
numa High School (colégios norte-americanos) é bem mais barato do
que optar por uma escola na Europa ou na Oceania. Nos Estados
Unidos, ao contrário das outras localidades, as escolas não cobram
mensalidades de estrangeiros, em razão de um programa de subsídios
governamentais.
Para se ter uma idéia, passar um semestre de estudos nos EUA fica
em torno de US$ 4.230, sem a passagem aérea, enquanto o mesmo
período na Nova Zelândia e na Austrália sai em média por US$ 7.626
e US$ 9.675, respectivamente.
No caso norte-americano, a vantagem financeira fica ainda mais
evidente para o pacote de um ano, que é pouco mais caro que o
semestral (US$ 4.995). Já nos demais países, ele quase dobra em
relação ao formato de seis meses.
Para quem prefere a Europa
Se você tiver a intenção de conhecer a cultura européia, terá que
gastar um pouco mais. Patrícia Alves, jornalista, vivencia agora
esta experiência, programando sua viagem para Londres, agendada
para daqui a dois meses. “Neste caso, o custo é mais alto por causa
da Libra (libra esterlina, moeda local). Mas é possível encontrar
escolas com preços mais acessíveis”, declara.
Em sua viagem, até agora, foram gastos cerca de R$ 6 mil para
quitar um ano de curso, e garantir um mês de acomodação. Isso sem
contar a passagem, que custou quase R$ 3 mil, incluindo aí todas as
taxas. Já para poder passar os primeiros meses, pretende levar
cerca de 1200 libras, o que equivale a aproximadamente mais R$ 6
mil.
Para sua garantia, a jornalista tem mantido contato com estudantes
instalados em Londres, para obter o máximo possível de informações.
Desta forma, sabe que um estudante gasta, por mês, cerca de 400 ou
500 libras com acomodação, transporte e alimentação. “É uma vida
sem luxos, mas também sem grandes apuros”, define.
Patrícia alerta ainda para a possibilidade que o estudante tem de
trabalhar 20 horas semanais (com remuneração média de 400 libras),
segundo as leis do Reino Unido. Porém, deixa bastante claro:
“trata-se de uma concessão, e não uma condição para conseguir
estudar lá”. Prova disso é que, antes da viagem, o estudante deve
comprovar que alguém (familiar ou responsável) lhe garantirá o
sustento durante sua permanência no país, deixando claro que o seu
objetivo será mesmo de estudar.
Como concretizar este sonho?
Para realizar um intercâmbio, a dica é procurar a opção mais
adequada para o seu bolso e os seus objetivos. É claro que será
preciso muito planejamento e certo tempo de economia.
Ainda no caso de Patrícia, ela acabou vendendo o seu carro e
poupando por mais de um ano para conseguir arcar com os custos da
viagem. A idéia de morar no exterior por um ano não aconteceu de
repente. Foi algo planejado durante muito tempo. Por isso, a
alternativa para quem pretende fazer o mesmo, é começar hoje mesmo
a se programar para esta realização.
Neste ponto, não espere que seus pais façam tudo por você. Garanta
algumas economias e ajude-os no orçamento, o dinheiro economizado
deve ser colocado em um fundo de reserva para a viagem. Isso
significa abrir mão de alguns hábitos por um tempo. Deixe de lado
as viagens com os amigos, as baladas mais caras e o consumo sem
controle, por exemplo. Caso esteja quase “caindo na tentação”,
lembre-se que o esforço é temporário e que o resultado será
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