CPI: Barroso suspende quebras de sigilo de servidores do Ministério da Saúde
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (14) as quebras dos sigilos telefônico e de mensagem aprovadas pela CPI da Covid-19 para acessar dados de dois servidores do Ministério da Saúde. Com a decisão, a CPI não poderá levantar dados de Flávio Werneck, que foi assessor de Relações Internacionais […]
PORRedação SRzd14/6/2021|
2 min de leitura
Ministro Roberto Barroso. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
| Siga-nos
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (14) as quebras dos sigilos telefônico e de mensagem aprovadas pela CPI da Covid-19 para acessar dados de dois servidores do Ministério da Saúde.
Com a decisão, a CPI não poderá levantar dados de Flávio Werneck, que foi assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde na gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello, e de Camile Giaretta Sachetti, ex-diretora do departamento de Ciência e Tecnologia.
O ministro atendeu pedidos feitos pela defesa dos dois servidores, afirmando que a retirada dos sigilos nos dois casos não foi devidamente justificado pela CPI.
“Não identifico a indicação de situações concretas referentes aos impetrantes que justifiquem suspeitas fundadas da prática de atos ilícitos por eles. O fato de terem ocupado cargos relevantes no Ministério da Saúde no período da pandemia de Covid-19 não implica, por si só, que sua atuação tenha se revestido de ilicitude”, escreveu.
Para o ministro, os requerimentos da CPI não deixam claro como o acesso ao conteúdo de conversas privadas dos servidores, como arquivos de foto, áudio e vídeo, seus históricos de pesquisa, suas informações de localização e suas atividades em redes sociais teria utilidade para a verificação das ações e omissões de autoridades do governo federal no enfrentamento à pandemia, já que esse é o foco dos trabalhos da comissão.
No final de semana, decisões dos ministros Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski mantiveram as quebras de sigilo telefônico e telemático aprovadas pela CPI da Covid-19. Moraes manteve a quebra de sigilo de Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores, e de Francieli Fontana, secretária do Ministério da Saúde.
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (14) as quebras dos sigilos telefônico e de mensagem aprovadas pela CPI da Covid-19 para acessar dados de dois servidores do Ministério da Saúde.
Com a decisão, a CPI não poderá levantar dados de Flávio Werneck, que foi assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde na gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello, e de Camile Giaretta Sachetti, ex-diretora do departamento de Ciência e Tecnologia.
O ministro atendeu pedidos feitos pela defesa dos dois servidores, afirmando que a retirada dos sigilos nos dois casos não foi devidamente justificado pela CPI.
“Não identifico a indicação de situações concretas referentes aos impetrantes que justifiquem suspeitas fundadas da prática de atos ilícitos por eles. O fato de terem ocupado cargos relevantes no Ministério da Saúde no período da pandemia de Covid-19 não implica, por si só, que sua atuação tenha se revestido de ilicitude”, escreveu.
Para o ministro, os requerimentos da CPI não deixam claro como o acesso ao conteúdo de conversas privadas dos servidores, como arquivos de foto, áudio e vídeo, seus históricos de pesquisa, suas informações de localização e suas atividades em redes sociais teria utilidade para a verificação das ações e omissões de autoridades do governo federal no enfrentamento à pandemia, já que esse é o foco dos trabalhos da comissão.
No final de semana, decisões dos ministros Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski mantiveram as quebras de sigilo telefônico e telemático aprovadas pela CPI da Covid-19. Moraes manteve a quebra de sigilo de Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores, e de Francieli Fontana, secretária do Ministério da Saúde.