Crime contra a mulher é o mais grave para 60% do Brasil, revela pesquisa
Violência. Seis em cada dez brasileiros consideram as agressões contra as mulheres o crime mais grave do país. Os dados constam em uma pesquisa inédita do Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (1), em parceria com o Movimento Mulher 360, organização voltada à promoção da equidade de gênero. O levantamento mostra que os ataques contra mulheres aparecem […]
PORRedação SRzd1/6/2026|
3 min de leitura
Mulher mostra a mão. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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Violência. Seis em cada dez brasileiros consideram as agressões contra as mulheres o crime mais grave do país.
Os dados constam em uma pesquisa inédita do Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (1), em parceria com o Movimento Mulher 360, organização voltada à promoção da equidade de gênero.
O levantamento mostra que os ataques contra mulheres aparecem à frente de crimes como o tráfico de drogas, citado por 16% dos entrevistados, e os assaltos à mão armada em vias públicas, mencionados por 10%.
+ agressões
Entre as 857 mulheres que responderam ao módulo específico da pesquisa, 74% relataram ter vivenciado ao menos uma situação de violência de gênero ao longo da vida.
Em média, cada entrevistada afirmou ter passado por três episódios distintos de violência. As ocorrências mais frequentes foram insultos e xingamentos, registrados por 59% das participantes.
Também foram relatados casos de ameaças de agressão física, empurrões ou chutes, mencionados por 45% das mulheres, além de perseguição ou intimidação, apontadas por 43%.
O estudo mostrou ainda que 89% dos brasileiros acreditam que os casos de violência contra a mulher aumentaram no último ano. A percepção é ainda mais elevada entre as mulheres, chegando a 94%, contra 83% entre os homens.
+ violência sexual
Os resultados revelam ainda números expressivos relacionados à violência sexual. Quatro em cada dez mulheres, equivalente a 38% das entrevistadas, afirmaram já ter sido tocadas ou agarradas sem consentimento.
Além disso, uma em cada quatro mulheres declarou ter sido espancada ou vítima de tentativa de enforcamento. Outros 22% relataram já ter sido ameaçadas com armas de fogo ou facas.
Os dados reforçam a dimensão do problema e os desafios enfrentados para prevenir e combater a violência de gênero em diferentes contextos.
+ contradição
Grande parte dos brasileiros e brasileiras não vê violência em situações de abuso psicológico, como exigir que a parceira troque de roupa ou controlar suas finanças.
Segundo os dados, 45% dos entrevistados afirmam que impedir uma mulher de sair de casa para participar de uma comemoração não é necessariamente uma forma de violência.
Para 42% dos entrevistados, o ato de o companheiro controlar o salário da parceira não é considerado necessariamente uma agressão. Já 41% entendem que controlar as amizades da parceira também não configura agressão.
+ desafio
A confiança nas instituições responsáveis pela proteção das mulheres também aparece como um desafio.
Apenas 19% das mulheres afirmam confiar muito na atuação da polícia para protegê-las em situações de violência.
Entre os homens, o percentual sobe para 31%. Além disso, enquanto 55% dos homens consideram adequadas as leis de proteção às mulheres, o mesmo índice de entrevistadas demonstra insatisfação com a legislação e sua aplicação prática.
O cenário evidencia uma percepção de distância entre os mecanismos legais existentes e a efetiva proteção das vítimas.
+ mais sobre a pesquisa
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em capitais e regiões metropolitanas de todas as regiões do Brasil. As entrevistas ocorreram entre os dias 6 e 11 de abril de 2026, por meio de questionário estruturado.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Violência. Seis em cada dez brasileiros consideram as agressões contra as mulheres o crime mais grave do país.
Os dados constam em uma pesquisa inédita do Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (1), em parceria com o Movimento Mulher 360, organização voltada à promoção da equidade de gênero.
O levantamento mostra que os ataques contra mulheres aparecem à frente de crimes como o tráfico de drogas, citado por 16% dos entrevistados, e os assaltos à mão armada em vias públicas, mencionados por 10%.
+ agressões
Entre as 857 mulheres que responderam ao módulo específico da pesquisa, 74% relataram ter vivenciado ao menos uma situação de violência de gênero ao longo da vida.
Em média, cada entrevistada afirmou ter passado por três episódios distintos de violência. As ocorrências mais frequentes foram insultos e xingamentos, registrados por 59% das participantes.
Também foram relatados casos de ameaças de agressão física, empurrões ou chutes, mencionados por 45% das mulheres, além de perseguição ou intimidação, apontadas por 43%.
O estudo mostrou ainda que 89% dos brasileiros acreditam que os casos de violência contra a mulher aumentaram no último ano. A percepção é ainda mais elevada entre as mulheres, chegando a 94%, contra 83% entre os homens.
+ violência sexual
Os resultados revelam ainda números expressivos relacionados à violência sexual. Quatro em cada dez mulheres, equivalente a 38% das entrevistadas, afirmaram já ter sido tocadas ou agarradas sem consentimento.
Além disso, uma em cada quatro mulheres declarou ter sido espancada ou vítima de tentativa de enforcamento. Outros 22% relataram já ter sido ameaçadas com armas de fogo ou facas.
Os dados reforçam a dimensão do problema e os desafios enfrentados para prevenir e combater a violência de gênero em diferentes contextos.
+ contradição
Grande parte dos brasileiros e brasileiras não vê violência em situações de abuso psicológico, como exigir que a parceira troque de roupa ou controlar suas finanças.
Segundo os dados, 45% dos entrevistados afirmam que impedir uma mulher de sair de casa para participar de uma comemoração não é necessariamente uma forma de violência.
Para 42% dos entrevistados, o ato de o companheiro controlar o salário da parceira não é considerado necessariamente uma agressão. Já 41% entendem que controlar as amizades da parceira também não configura agressão.
+ desafio
A confiança nas instituições responsáveis pela proteção das mulheres também aparece como um desafio.
Apenas 19% das mulheres afirmam confiar muito na atuação da polícia para protegê-las em situações de violência.
Entre os homens, o percentual sobe para 31%. Além disso, enquanto 55% dos homens consideram adequadas as leis de proteção às mulheres, o mesmo índice de entrevistadas demonstra insatisfação com a legislação e sua aplicação prática.
O cenário evidencia uma percepção de distância entre os mecanismos legais existentes e a efetiva proteção das vítimas.
+ mais sobre a pesquisa
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em capitais e regiões metropolitanas de todas as regiões do Brasil. As entrevistas ocorreram entre os dias 6 e 11 de abril de 2026, por meio de questionário estruturado.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.