Retrô: Paulo Guedes pede congelamento de preços nos supermercados
O ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente da República Jair Bolsonaro (PL) pediram, nesta quinta-feira (9), que empresários do setor de supermercados no Brasil congelem os preços até 2023. “Então nós contamos com essa cadeia, sabemos que vocês estão na ponta e vocês estão com a margem de lucro estreita. Não é com […]
PORRedação SRzd9/6/2022|
3 min de leitura
Carrinho de supermercado. Foto: Reprodução de vídeo
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O ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente da República Jair Bolsonaro (PL) pediram, nesta quinta-feira (9), que empresários do setor de supermercados no Brasil congelem os preços até 2023.
“Então nós contamos com essa cadeia, sabemos que vocês estão na ponta e vocês estão com a margem de lucro estreita. Não é com vocês a conversa. A conversa é o seguinte: ICMS, IPI, nós reduzimos esses impostos então, ao longo da cadeia, trégua. Nova tabela de preços? Só em 23. Trava os preços”, pediu Guedes.
Bolsonaro e o ministro participaram, por videoconferência, do Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, organizado pela ABRAS, a Associação Brasileira de Supermercados.
PAULO GUEDES ao lado do VAGABUNDO DA REPÚBLICA está com todas as letras pedindo para congelarem os preços dos alimentos até a Eleição ????pic.twitter.com/aUTU1cfOX0
— Desmentindo Bolsonaro (@desmentindobozo) June 9, 2022
“Devemos, em momentos difíceis como esse, entendo, todos nós colaborarmos. Então, o apelo que faço para os senhores, para todos vocês da cadeia produtiva para que, nos produtos da cesta básica, cada um obtenha o menor lucro possível pra gente poder dar satisfação a uma parte considerável da população, em especial os mais humildes. Eu sei que margem de lucro tem cada vez diminuído mais também, os senhores já vêm colaborando dessa forma, mas colaborem um pouco mais na margem de produtos da cesta básica. Então, esse apelo que eu faço aos senhores. Se eu for atendido, agradeço em muito. E se não for, é porque realmente não foi possível”, apelou o presidente
De volta ao passado
Entre as décadas de 1980 e 1990, durante o período de hiperinflação, o Brasil vivenciou vários episódios de congelamento de preços, durante os sucessivos planos econômicos daquele período; Plano Cruzado I e II, Plano Bresser, Plano Verão, e Plano Collor.
Na época, acreditava-se que a hiperinflação era causada pela inércia inflacionária e que, portanto, os instrumentos convencionais de combate à inflação não funcionariam.
Em fevereiro de 1986, os preços foram congelados. Os salários reais e os níveis de emprego vinham crescendo a taxas elevadas, causando forte pressão de demanda. Sendo o congelamento de preços mais efetivo para o setor oligopolizado e menos efetivo para os setores competitivos e para as pequenas empresas, a reposição das margens de lucros congelados abaixo da média do período anterior originou uma inflação residual e um crescente desequilíbrio na estrutura de preços relativos. Em janeiro de 1987, veio descongelamento.
Muitos economistas se mostram desfavoráveis as políticas de controle de preços devido aos potencias efeitos adversos que elas podem causar. Quando os governos implementam um preço máximo abaixo do preço de equilíbrio de mercado, há um excesso de demanda em relação a oferta. Como consequência, podem ocorrer crise de desabastecimento, longas filas e mercado clandestino.
O congelamento de preços também dificulta a mensuração da inflação. No Plano Cruzado, por exemplo, os produtos eram vendidos com ágio, sendo este valor adicional absorvido apenas parcialmente pelas metodologias de índices de preços. Outra situação em que o erro de coleta se manifesta é na situação de desconto generalizado, onde a existência do desconto para venda a vista decorre da tentativa de antecipação, por parte dos agentes econômicos, a um possível congelamento.
O ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente da República Jair Bolsonaro (PL) pediram, nesta quinta-feira (9), que empresários do setor de supermercados no Brasil congelem os preços até 2023.
“Então nós contamos com essa cadeia, sabemos que vocês estão na ponta e vocês estão com a margem de lucro estreita. Não é com vocês a conversa. A conversa é o seguinte: ICMS, IPI, nós reduzimos esses impostos então, ao longo da cadeia, trégua. Nova tabela de preços? Só em 23. Trava os preços”, pediu Guedes.
Bolsonaro e o ministro participaram, por videoconferência, do Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, organizado pela ABRAS, a Associação Brasileira de Supermercados.
PAULO GUEDES ao lado do VAGABUNDO DA REPÚBLICA está com todas as letras pedindo para congelarem os preços dos alimentos até a Eleição ????pic.twitter.com/aUTU1cfOX0
— Desmentindo Bolsonaro (@desmentindobozo) June 9, 2022
“Devemos, em momentos difíceis como esse, entendo, todos nós colaborarmos. Então, o apelo que faço para os senhores, para todos vocês da cadeia produtiva para que, nos produtos da cesta básica, cada um obtenha o menor lucro possível pra gente poder dar satisfação a uma parte considerável da população, em especial os mais humildes. Eu sei que margem de lucro tem cada vez diminuído mais também, os senhores já vêm colaborando dessa forma, mas colaborem um pouco mais na margem de produtos da cesta básica. Então, esse apelo que eu faço aos senhores. Se eu for atendido, agradeço em muito. E se não for, é porque realmente não foi possível”, apelou o presidente
De volta ao passado
Entre as décadas de 1980 e 1990, durante o período de hiperinflação, o Brasil vivenciou vários episódios de congelamento de preços, durante os sucessivos planos econômicos daquele período; Plano Cruzado I e II, Plano Bresser, Plano Verão, e Plano Collor.
Na época, acreditava-se que a hiperinflação era causada pela inércia inflacionária e que, portanto, os instrumentos convencionais de combate à inflação não funcionariam.
Em fevereiro de 1986, os preços foram congelados. Os salários reais e os níveis de emprego vinham crescendo a taxas elevadas, causando forte pressão de demanda. Sendo o congelamento de preços mais efetivo para o setor oligopolizado e menos efetivo para os setores competitivos e para as pequenas empresas, a reposição das margens de lucros congelados abaixo da média do período anterior originou uma inflação residual e um crescente desequilíbrio na estrutura de preços relativos. Em janeiro de 1987, veio descongelamento.
Muitos economistas se mostram desfavoráveis as políticas de controle de preços devido aos potencias efeitos adversos que elas podem causar. Quando os governos implementam um preço máximo abaixo do preço de equilíbrio de mercado, há um excesso de demanda em relação a oferta. Como consequência, podem ocorrer crise de desabastecimento, longas filas e mercado clandestino.
O congelamento de preços também dificulta a mensuração da inflação. No Plano Cruzado, por exemplo, os produtos eram vendidos com ágio, sendo este valor adicional absorvido apenas parcialmente pelas metodologias de índices de preços. Outra situação em que o erro de coleta se manifesta é na situação de desconto generalizado, onde a existência do desconto para venda a vista decorre da tentativa de antecipação, por parte dos agentes econômicos, a um possível congelamento.