Eduardo Cunha mencionou 120 políticos em proposta de delação não aceita
Preso há três anos, o ex-deputado Eduardo Cunha mencionou cerca de 120 políticos em uma tentativa fracassada de fechar um acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Além disso, ele afirmou ter arrecadado R$ 270 milhões, em cinco anos, para dividir com correligionários e aliados, sendo 70% via caixa dois, de acordo com reportagem assinada […]
PORRaul Machado26/12/2019|
2 min de leitura
Preso há três anos, o ex-deputado Eduardo Cunha mencionou cerca de 120 políticos em uma tentativa fracassada de fechar um acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Além disso, ele afirmou ter arrecadado R$ 270 milhões, em cinco anos, para dividir com correligionários e aliados, sendo 70% via caixa dois, de acordo com reportagem assinada […]
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Preso há três anos, o ex-deputado Eduardo Cunha mencionou cerca de 120 políticos em uma tentativa fracassada de fechar um acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Além disso, ele afirmou ter arrecadado R$ 270 milhões, em cinco anos, para dividir com correligionários e aliados, sendo 70% via caixa dois, de acordo com reportagem assinada por Felipe Bächtold, do jornal “Folha de São Paulo”, e Rafael Neves, de “The Intercept Brasil”.
A proposta de delação foi entregue em meados de 2017. O acordo não foi homologado por que os procuradores consideraram os relatos superficiais demais.
Um dos documentos que mostram a proposta foi compartilhado entre procuradores em um chat do aplicativo Telegram, em julho de 2017. Michel Temer (MDB) está entre um dos principais alvos dos relatos, como também o ex-ministro Moreira Franco (MDB) e o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (sem partido).
Figura principal do processo de afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, Cunha atribui papel de destaque ao empresário Joesley Batista, da JBS, na articulação pela chegada de Temer ao poder. Ele declarou ter arrecadado R$ 148,6 milhões em 2015, repassados a mais de 60 deputados.
As fontes listadas desses recursos são empreiteiras, como a Odebrecht “empresas de ônibus”, “montadoras de veículos”, JBS, além de doações oficiais de bancos. Como contrapartida, foram citadas aprovações de medidas de interesse desses grupos no Congresso.
Preso há três anos, o ex-deputado Eduardo Cunha mencionou cerca de 120 políticos em uma tentativa fracassada de fechar um acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Além disso, ele afirmou ter arrecadado R$ 270 milhões, em cinco anos, para dividir com correligionários e aliados, sendo 70% via caixa dois, de acordo com reportagem assinada por Felipe Bächtold, do jornal “Folha de São Paulo”, e Rafael Neves, de “The Intercept Brasil”.
A proposta de delação foi entregue em meados de 2017. O acordo não foi homologado por que os procuradores consideraram os relatos superficiais demais.
Um dos documentos que mostram a proposta foi compartilhado entre procuradores em um chat do aplicativo Telegram, em julho de 2017. Michel Temer (MDB) está entre um dos principais alvos dos relatos, como também o ex-ministro Moreira Franco (MDB) e o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (sem partido).
Figura principal do processo de afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, Cunha atribui papel de destaque ao empresário Joesley Batista, da JBS, na articulação pela chegada de Temer ao poder. Ele declarou ter arrecadado R$ 148,6 milhões em 2015, repassados a mais de 60 deputados.
As fontes listadas desses recursos são empreiteiras, como a Odebrecht “empresas de ônibus”, “montadoras de veículos”, JBS, além de doações oficiais de bancos. Como contrapartida, foram citadas aprovações de medidas de interesse desses grupos no Congresso.