Eleições 2020: Falta de dinheiro nas campanhas estimula criatividade de candidatos
Em uma eleição impactada pela pandemia da Covid-19 e pela falta de recursos financeiros, não só pela nova legislação eleitoral que limita a forma das doações para campanha, mas principalmente pela retração econômica devido ao tombo da atividade, partidos e candidatos estão se desdobrando para manterem os objetivos eleitorais vivos. Entre as saídas apresentadas, destaque […]
PORRedação SRzd9/11/2020|
3 min de leitura
Panfletagem em rua. Foto: Reprodução de Internet
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Em uma eleição impactada pela pandemia da Covid-19 e pela falta de recursos financeiros, não só pela nova legislação eleitoral que limita a forma das doações para campanha, mas principalmente pela retração econômica devido ao tombo da atividade, partidos e candidatos estão se desdobrando para manterem os objetivos eleitorais vivos.
Entre as saídas apresentadas, destaque para jingles e modelos de cartazes, santinhos e adesivos na internet. Esses itens podem ser baixados gratuitamente nos portais das agremiações, bastando ao filiado incluir foto, nome e número. Uma das legendas, o DEM, chegou a criar uma central de apoio numa página da rede social da sigla destinada à distribuição de material, criação de identidade visual, fornecer informações técnicas e dicas de como impulsionar o conteúdo.
Outro partido, o PT, criou uma página especial na internet voltada somente para as eleições municipais. No espaço é possível encontrar uma ferramenta que permite editar o material sugerido, focando para a realidade de cada candidato ou região. Já o partido Novo tem apostado na campanha visual reforçando a identidade com uma determinada cor específica, padronizando a campanha em todo o país.
Campanha eleitoral na internet. Foto: Reprodução de Internet
Desde o início do período eleitoral de 2020, é fácil perceber que os candidatos entenderam a nova realidade e também encontraram soluções. As campanhas estão bem mais simples, sem grandes recursos de marketing e com mensagens mais diretas.
Para alguns estrategistas de campanhas eleitorais, essa limitação está abrindo caminho para a criatividade dos postulantes. Toda campanha sempre apresentou grandes tiradas, como no caso do então candidato à presidência em 1989, Enéas Carneiro, que driblou a limitação de tempo com o famoso jargão “Meu nome é Enéas!”. Essa expressão funcionou tanto que virou “meme” no Brasil numa época em que não existia internet, muito menos rede social.
Porém, em 2020 o recurso criativo passou a ser a ferramenta principal. Um exemplo é o candidato a vereador pelo PDT no Rio de Janeiro, o radialista Toninho Bondade, que criou a própria forma de fazer campanha.
Candidato pela primeira vez, ele acionou os parentes para serem cabos eleitorais, criou e montou em casa um cash sound, uma espécie de caixa de som móvel, para fazer a comunicação nas vias públicas e produz o próprio conteúdo nas mídias eletrônicas, sem qualquer apoio financeiro do partido.
No fim de semana anterior ao pleito, Toninho Bondade colocou à prova a forma simples de fazer a comunicação com o eleitor e convocou uma carreata pelo bairro onde reside somente pelas mídias sociais. Dezenas de moradores aderiram ao chamamento espontaneamente e realizaram uma grande carreata que mobilizou boa parte da região, sem qualquer tipo de estímulo financeiro, nem mesmo para o combustível.
Cientistas políticos dizem que esta nova forma de fazer campanhas eleitorais vem afastando, aos poucos, o peso do poder econômico nas eleições e que isso ficou mais nítido em 2020.
Em uma eleição impactada pela pandemia da Covid-19 e pela falta de recursos financeiros, não só pela nova legislação eleitoral que limita a forma das doações para campanha, mas principalmente pela retração econômica devido ao tombo da atividade, partidos e candidatos estão se desdobrando para manterem os objetivos eleitorais vivos.
Entre as saídas apresentadas, destaque para jingles e modelos de cartazes, santinhos e adesivos na internet. Esses itens podem ser baixados gratuitamente nos portais das agremiações, bastando ao filiado incluir foto, nome e número. Uma das legendas, o DEM, chegou a criar uma central de apoio numa página da rede social da sigla destinada à distribuição de material, criação de identidade visual, fornecer informações técnicas e dicas de como impulsionar o conteúdo.
Outro partido, o PT, criou uma página especial na internet voltada somente para as eleições municipais. No espaço é possível encontrar uma ferramenta que permite editar o material sugerido, focando para a realidade de cada candidato ou região. Já o partido Novo tem apostado na campanha visual reforçando a identidade com uma determinada cor específica, padronizando a campanha em todo o país.
Campanha eleitoral na internet. Foto: Reprodução de Internet
Desde o início do período eleitoral de 2020, é fácil perceber que os candidatos entenderam a nova realidade e também encontraram soluções. As campanhas estão bem mais simples, sem grandes recursos de marketing e com mensagens mais diretas.
Para alguns estrategistas de campanhas eleitorais, essa limitação está abrindo caminho para a criatividade dos postulantes. Toda campanha sempre apresentou grandes tiradas, como no caso do então candidato à presidência em 1989, Enéas Carneiro, que driblou a limitação de tempo com o famoso jargão “Meu nome é Enéas!”. Essa expressão funcionou tanto que virou “meme” no Brasil numa época em que não existia internet, muito menos rede social.
Porém, em 2020 o recurso criativo passou a ser a ferramenta principal. Um exemplo é o candidato a vereador pelo PDT no Rio de Janeiro, o radialista Toninho Bondade, que criou a própria forma de fazer campanha.
Candidato pela primeira vez, ele acionou os parentes para serem cabos eleitorais, criou e montou em casa um cash sound, uma espécie de caixa de som móvel, para fazer a comunicação nas vias públicas e produz o próprio conteúdo nas mídias eletrônicas, sem qualquer apoio financeiro do partido.
No fim de semana anterior ao pleito, Toninho Bondade colocou à prova a forma simples de fazer a comunicação com o eleitor e convocou uma carreata pelo bairro onde reside somente pelas mídias sociais. Dezenas de moradores aderiram ao chamamento espontaneamente e realizaram uma grande carreata que mobilizou boa parte da região, sem qualquer tipo de estímulo financeiro, nem mesmo para o combustível.
Cientistas políticos dizem que esta nova forma de fazer campanhas eleitorais vem afastando, aos poucos, o peso do poder econômico nas eleições e que isso ficou mais nítido em 2020.