O jornalista Claufe Rodrigues conversa com poetas e realiza programas especiais para o Canal Brasil. Chegou o Palavrão.
POR Redação SRzd 4/7/2006| 3 min de leitura
O jornalista Claufe Rodrigues conversa com poetas e realiza programas especiais para o Canal Brasil. Chegou o Palavrão.
POR Redação SRzd 4/7/2006| 3 min de leitura
Começou a segunda temporada do Palavrão (todo sábado, às 19h45m, no Canal Brasil). Desta vez, saímos do teatro e fomos encontrar os poetas em suas cidadelas. No Rio, gravei em três livrarias: na Argumento, tive um encontro agradabilíssimo com Olga Savary e Reynaldo Valinho Alvarez; na Travessa, entrevistei Afonso Henriques Neto, meu ex-professor da UFF e grande poeta, e Marcelo Diniz, com participação do cantor e compositor Fred Martins; e na Da Conde, estive com Domício Proença Filho e Sylvio Back, dois extremos de nosso vasto e rico mundo literário.
Para gravar em São Paulo, conseguimos um apoio cultural da Interamericana, através do poeta e publicitário Mauro Salles. Gravamos quatro programas na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos. Roberto Piva e Claudio Willler chegaram juntos.
Apesar do Mal de Parkinson, Piva me pareceu muito bem, articulado e vivaz como sempre. Na seqüência, uma conversa aberta com Glauco Mattoso, o poeta que, desde que ficou cego, há quase dez anos, já escreveu mais de mil sonetos. O poeta, jornalista e editor José Nêumanne Pinto, atarefado em seus compromissos, ficou para o final.
No dia seguinte, à noite, fomos ao Boteco do Zé Batidão, conhecer o trabalho da Cooperifa, uma cooperativa de poetas que vem movimento a periferia de São Paulo com saraus de poesia.
São motoristas de táxi, operários, office-boys. Uma prova de que, se a poesia é para poucos, é também para todos.
Foram conversas ótimas, que vieram se juntar a outras realizadas esporadicamente, a partir de eventos em outras cidades. Na ida à Bienal de Pernambuco, aproveitei para visitar César Leal, que estava convalescendo de uma cirurgia no coração; no Festival de Poesia de Goyaz, entrevistei Gilberto Mendonça Teles e a paranaense
Alice Ruiz, que mora atualmente em São Paulo; no Encontro Iberoamericano de Poesia, em Tabasco, no México, conversei com Waldo Leyva, uma espécie de Vinicius de Moraes cubano.
Deixei para o final a cereja do bolo: a entrevista, em dois programas especiais, que fiz no ano 2000 com Eugénio de Andrade, o maior poeta português das últimas décadas, que morreu há um ano. Uma cortesia das produtoras BPC e Conexão,
que realizavam, à época, um documentário sobre Fernando Pessoa.
Veja a programação das primeiras semanas:
08/07/2006 – Gilberto Mendonça Teles
15/07/2006 – César Leal
22/07/2006 – Alice Ruiz
29/07/2006 – Eugénio de Andrade 1
05/08/2006 – Eugénio de Andrade 2
Claufe Rodrigues é jornalista e poeta.
Começou a segunda temporada do Palavrão (todo sábado, às 19h45m, no Canal Brasil). Desta vez, saímos do teatro e fomos encontrar os poetas em suas cidadelas. No Rio, gravei em três livrarias: na Argumento, tive um encontro agradabilíssimo com Olga Savary e Reynaldo Valinho Alvarez; na Travessa, entrevistei Afonso Henriques Neto, meu ex-professor da UFF e grande poeta, e Marcelo Diniz, com participação do cantor e compositor Fred Martins; e na Da Conde, estive com Domício Proença Filho e Sylvio Back, dois extremos de nosso vasto e rico mundo literário.
Para gravar em São Paulo, conseguimos um apoio cultural da Interamericana, através do poeta e publicitário Mauro Salles. Gravamos quatro programas na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos. Roberto Piva e Claudio Willler chegaram juntos.
Apesar do Mal de Parkinson, Piva me pareceu muito bem, articulado e vivaz como sempre. Na seqüência, uma conversa aberta com Glauco Mattoso, o poeta que, desde que ficou cego, há quase dez anos, já escreveu mais de mil sonetos. O poeta, jornalista e editor José Nêumanne Pinto, atarefado em seus compromissos, ficou para o final.
No dia seguinte, à noite, fomos ao Boteco do Zé Batidão, conhecer o trabalho da Cooperifa, uma cooperativa de poetas que vem movimento a periferia de São Paulo com saraus de poesia.
São motoristas de táxi, operários, office-boys. Uma prova de que, se a poesia é para poucos, é também para todos.
Foram conversas ótimas, que vieram se juntar a outras realizadas esporadicamente, a partir de eventos em outras cidades. Na ida à Bienal de Pernambuco, aproveitei para visitar César Leal, que estava convalescendo de uma cirurgia no coração; no Festival de Poesia de Goyaz, entrevistei Gilberto Mendonça Teles e a paranaense
Alice Ruiz, que mora atualmente em São Paulo; no Encontro Iberoamericano de Poesia, em Tabasco, no México, conversei com Waldo Leyva, uma espécie de Vinicius de Moraes cubano.
Deixei para o final a cereja do bolo: a entrevista, em dois programas especiais, que fiz no ano 2000 com Eugénio de Andrade, o maior poeta português das últimas décadas, que morreu há um ano. Uma cortesia das produtoras BPC e Conexão,
que realizavam, à época, um documentário sobre Fernando Pessoa.
Veja a programação das primeiras semanas:
08/07/2006 – Gilberto Mendonça Teles
15/07/2006 – César Leal
22/07/2006 – Alice Ruiz
29/07/2006 – Eugénio de Andrade 1
05/08/2006 – Eugénio de Andrade 2
Claufe Rodrigues é jornalista e poeta.
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