Ex-presidente do INSS é preso em operação da Polícia Federal
Esquema de fraudes. O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto foi preso em Brasília na manhã nesta quinta-feira (13). Detido em sua casa, ele é alvo de uma operação que investiga um esquema bilionário de descontos ilegais na folha de aposentados e pensionistas. Demitido do cargo em abril, após ser afastado […]
PORRedação SRzd13/11/2025|
3 min de leitura
Polícia Federal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Esquema de fraudes. O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto foi preso em Brasília na manhã nesta quinta-feira (13).
Detido em sua casa, ele é alvo de uma operação que investiga um esquema bilionário de descontos ilegais na folha de aposentados e pensionistas.
Demitido do cargo em abril, após ser afastado da função quando o escândalo de irregularidades ligadas ao órgão se tornou público, Stefanutto é alvo de um dos dez mandados de prisão que estão sendo cumpridos na nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
As investigações apontam que o grupo criminoso atuou entre 2019 e 2024, desviando valores que podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Oliveira, que comandou o Ministério da Previdência Social durante o governo Jair Bolsonaro, também é alvo de um mandado judicial que ordena a instalação de tornozeleira eletrônica nele, de acordo com fontes da Polícia Federal.
Alessandro Stefanutto. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Os suspeitos são investigados pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Ao todo, as forças de segurança cumprem 63 mandados de buscas e outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados: Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Euclydes Pettersen, do Republicanos, e contra o ex-ministro da Previdência Social José Carlos Oliveira.
Em 26 de agosto, o Congresso Nacional instalou a CPMI do INSS, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre o esquema. O governo implementou um plano de ressarcimento para aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos.
Defesa de Stefanutto se pronuncia
A defesa de Alessandro Stefanutto afirmou que a prisão dele é irregular e que provará inocência, destacando que mão teve acesso ao teor da decisão que decretou a prisão do ex-presidente do órgão.
“Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação. Irá buscar as informações que fundamentaram o decreto para tomar as providências necessárias. Segue confiante, diante dos fatos, de que comprovará a
inocência dele ao final dos procedimentos relacionados ao caso”, diz a nota.
Esquema de fraudes. O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto foi preso em Brasília na manhã nesta quinta-feira (13).
Detido em sua casa, ele é alvo de uma operação que investiga um esquema bilionário de descontos ilegais na folha de aposentados e pensionistas.
Demitido do cargo em abril, após ser afastado da função quando o escândalo de irregularidades ligadas ao órgão se tornou público, Stefanutto é alvo de um dos dez mandados de prisão que estão sendo cumpridos na nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
As investigações apontam que o grupo criminoso atuou entre 2019 e 2024, desviando valores que podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Oliveira, que comandou o Ministério da Previdência Social durante o governo Jair Bolsonaro, também é alvo de um mandado judicial que ordena a instalação de tornozeleira eletrônica nele, de acordo com fontes da Polícia Federal.
Alessandro Stefanutto. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Os suspeitos são investigados pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Ao todo, as forças de segurança cumprem 63 mandados de buscas e outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados: Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Euclydes Pettersen, do Republicanos, e contra o ex-ministro da Previdência Social José Carlos Oliveira.
Em 26 de agosto, o Congresso Nacional instalou a CPMI do INSS, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre o esquema. O governo implementou um plano de ressarcimento para aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos.
Defesa de Stefanutto se pronuncia
A defesa de Alessandro Stefanutto afirmou que a prisão dele é irregular e que provará inocência, destacando que mão teve acesso ao teor da decisão que decretou a prisão do ex-presidente do órgão.
“Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação. Irá buscar as informações que fundamentaram o decreto para tomar as providências necessárias. Segue confiante, diante dos fatos, de que comprovará a
inocência dele ao final dos procedimentos relacionados ao caso”, diz a nota.