Fachin vai levar caso Lollapalooza ‘imediatamente’ ao plenário do TSE

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O ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que pretende levar “imediatamente” ao plenário da Corte a decisão do ministro Raul Araújo, que proibiu a realização de manifestações políticas durante o festival Lollapalooza, que terminou neste domingo (27), em São Paulo. Na decisão, Araújo também estipulou o pagamento de uma multa de […]

POR Redação SRzd 28/3/2022| 2 min de leitura

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Frase 'Fora Bolsonaro' no telão de show realizado no Lollapalooza. Foto: Reprodução/Twitter/tracklist

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O ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que pretende levar “imediatamente” ao plenário da Corte a decisão do ministro Raul Araújo, que proibiu a realização de manifestações políticas durante o festival Lollapalooza, que terminou neste domingo (27), em São Paulo.

Na decisão, Araújo também estipulou o pagamento de uma multa de R$ 50 mil a ser paga pela organização do evento toda vez que a decisão fosse descumprida. O Lollapalooza, porém, não foi intimado a tempo e recorreu da decisão.

Segundo documento encaminhado à Corte eleitoral, a organização do evento diz não ter como cumprir a determinação que “veda manifestações de preferência política” durante a apresentação dos artistas, tampouco controlar e proibir o conteúdo das falas, visto que o show não foi contratado com o objetivo de “promover qualquer candidato ou influenciar na campanha eleitoral”.

Assim que o relator liberar para a pauta, irei incluir imediatamente”, disse Fachin à jornalista Ana Flor, do G1. “A posição do tribunal será a decisão majoritária da Corte, cujo histórico é o da defesa intransigente da liberdade de expressão”, completou em seguida.

O ministro do TSE proibiu as manifestações no Lollapalooza após o PL, partido de Jair Bolsonaro, ingressar com uma ação alegando que a manifestação da artista Pabllo Vittar, no palco do festival, a favor do ex-presidente Lula configurava propaganda eleitoral antecipada. Além de os artistas considerarem a decisão como censura, a posição do ministro intensificou as manifestações contra o governo Jair Bolsonaro  nas redes sociais.

Nesta segunda-feira (28), professores de Direito e juristas divulgaram nota em que apontam que a decisão do ministro Raul Araújo vai contra a Constituição Federal, além de ressaltar que propaganda eleitoral não pode ser confundida com manifestação de opinião. “A manutenção de uma decisão com este conteúdo pode representar um precedente perigosíssimo para a nossa jovem e ameaçada democracia”, diz um trecho do comunicado.

+ Sem censura: Lollapalooza tem ‘Fora, Bolsonaro’ neste domingo

O ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que pretende levar “imediatamente” ao plenário da Corte a decisão do ministro Raul Araújo, que proibiu a realização de manifestações políticas durante o festival Lollapalooza, que terminou neste domingo (27), em São Paulo.

Na decisão, Araújo também estipulou o pagamento de uma multa de R$ 50 mil a ser paga pela organização do evento toda vez que a decisão fosse descumprida. O Lollapalooza, porém, não foi intimado a tempo e recorreu da decisão.

Segundo documento encaminhado à Corte eleitoral, a organização do evento diz não ter como cumprir a determinação que “veda manifestações de preferência política” durante a apresentação dos artistas, tampouco controlar e proibir o conteúdo das falas, visto que o show não foi contratado com o objetivo de “promover qualquer candidato ou influenciar na campanha eleitoral”.

Assim que o relator liberar para a pauta, irei incluir imediatamente”, disse Fachin à jornalista Ana Flor, do G1. “A posição do tribunal será a decisão majoritária da Corte, cujo histórico é o da defesa intransigente da liberdade de expressão”, completou em seguida.

O ministro do TSE proibiu as manifestações no Lollapalooza após o PL, partido de Jair Bolsonaro, ingressar com uma ação alegando que a manifestação da artista Pabllo Vittar, no palco do festival, a favor do ex-presidente Lula configurava propaganda eleitoral antecipada. Além de os artistas considerarem a decisão como censura, a posição do ministro intensificou as manifestações contra o governo Jair Bolsonaro  nas redes sociais.

Nesta segunda-feira (28), professores de Direito e juristas divulgaram nota em que apontam que a decisão do ministro Raul Araújo vai contra a Constituição Federal, além de ressaltar que propaganda eleitoral não pode ser confundida com manifestação de opinião. “A manutenção de uma decisão com este conteúdo pode representar um precedente perigosíssimo para a nossa jovem e ameaçada democracia”, diz um trecho do comunicado.

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