Funaro diz que recebeu dinheiro de Joesley para ficar em silêncio e complica Temer
O operador Lúcio Bolonha Funaro, que fechou acordo de delação premiada, revelou que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, da JBS, para permanecer em silêncio. Funaro disse que foi comprado para não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país. De acordo com o jornal […]
PORRedação SRzd31/8/2017|
2 min de leitura
O operador Lúcio Bolonha Funaro, que fechou acordo de delação premiada, revelou que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, da JBS, para permanecer em silêncio. Funaro disse que foi comprado para não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país. De acordo com o jornal […]
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O operador Lúcio Bolonha Funaro, que fechou acordo de delação premiada, revelou que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, da JBS, para permanecer em silêncio. Funaro disse que foi comprado para não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país.
De acordo com o jornal “O Globo”, a delação de Funaro traz revelações importantes que devem alimentar a denúncia que o procurador-geral da República Rodrigo Janot prepara para apresentar contra o presidente Michel Temer, que é investigado por obstrução de Justiça e envolvimento em organização criminosa.
No mês passado, em depoimento à Polícia Federal, Funaro confirmou que recebia pagamentos de Joesley Batista, mas afirmou que se tratavam da quitação de uma dívida antiga. No entanto, os investigadores não acreditaram na explicação. O operador decidiu colaborar com a revisou as declarações anteriores, ratificando a narrativa do dono da JBS.
Num dos trechos de uma conversa que teve com Temer, na noite de 3 de março, no Palácio do Jaburu, Batista descreveu uma série de crimes que teria cometido. Num determinado momento disse, de forma cifrada, que vinha fazendo pagamentos regulares a Funaro e ao ex-deputado Eduardo Cunha, que até ser preso era um dos principais aliados de Temer.
Em depoimentos da delação premiada, Joesley e o executivo Ricardo Saud, também da JBS, disseram que os pagamentos eram para comprar o silêncio de Funaro e Cunha, uma forma de proteger o presidente e alguns auxiliares.
Temer, que conseguiu barrar na Câmara o prosseguimento da denúncia de corrupção passiva, deverá ser denunciado pela PGR pelos crimes de obstrução da Justiça e por envolvimento em organização criminosa, com base nas delações da JBS.
As revelações de Funaro devem permanecer em segredo mesmo após a homologação pelo STF. O procedimento é comum em delações polêmicas da Operação Lava Jato.
Normalmente, para não atrapalhar as investigações, o STF só divulga as delações após solicitação do Ministério Público Federal (MPF). No caso de Funaro, Fachin tende a levar a decisão sobre o fim do segredo de Justiça ao plenário por envolver o presidente da República.
O operador Lúcio Bolonha Funaro, que fechou acordo de delação premiada, revelou que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, da JBS, para permanecer em silêncio. Funaro disse que foi comprado para não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país.
De acordo com o jornal “O Globo”, a delação de Funaro traz revelações importantes que devem alimentar a denúncia que o procurador-geral da República Rodrigo Janot prepara para apresentar contra o presidente Michel Temer, que é investigado por obstrução de Justiça e envolvimento em organização criminosa.
No mês passado, em depoimento à Polícia Federal, Funaro confirmou que recebia pagamentos de Joesley Batista, mas afirmou que se tratavam da quitação de uma dívida antiga. No entanto, os investigadores não acreditaram na explicação. O operador decidiu colaborar com a revisou as declarações anteriores, ratificando a narrativa do dono da JBS.
Num dos trechos de uma conversa que teve com Temer, na noite de 3 de março, no Palácio do Jaburu, Batista descreveu uma série de crimes que teria cometido. Num determinado momento disse, de forma cifrada, que vinha fazendo pagamentos regulares a Funaro e ao ex-deputado Eduardo Cunha, que até ser preso era um dos principais aliados de Temer.
Em depoimentos da delação premiada, Joesley e o executivo Ricardo Saud, também da JBS, disseram que os pagamentos eram para comprar o silêncio de Funaro e Cunha, uma forma de proteger o presidente e alguns auxiliares.
Temer, que conseguiu barrar na Câmara o prosseguimento da denúncia de corrupção passiva, deverá ser denunciado pela PGR pelos crimes de obstrução da Justiça e por envolvimento em organização criminosa, com base nas delações da JBS.
As revelações de Funaro devem permanecer em segredo mesmo após a homologação pelo STF. O procedimento é comum em delações polêmicas da Operação Lava Jato.
Normalmente, para não atrapalhar as investigações, o STF só divulga as delações após solicitação do Ministério Público Federal (MPF). No caso de Funaro, Fachin tende a levar a decisão sobre o fim do segredo de Justiça ao plenário por envolver o presidente da República.