Humorista diz que campeões brasileiros, só depois de 71; mas Copa Libertadores prova o contrário
Futebol. Após a conquista do tetracampeonato da Copa libertadores pelo Flamengo no último sábado (29) em Lima, no Peru, contra o Palmeiras, por 1 a 0, a maior torcida do país está em êxtase. E as discussões nas redes sociais seguem frenéticas mesmo com o fim da temporada chegando, mas com um Brasileirão para ser […]
PORRedação SRzd2/12/2025|
4 min de leitura
Pelé. Reprodução de vídeo
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Futebol. Após a conquista do tetracampeonato da Copa libertadores pelo Flamengo no último sábado (29) em Lima, no Peru, contra o Palmeiras, por 1 a 0, a maior torcida do país está em êxtase.
E as discussões nas redes sociais seguem frenéticas mesmo com o fim da temporada chegando, mas com um Brasileirão para ser sacramentado.
O humorista Antônio Tabet foi um dos autores de postagem que ganhou repercussão e acendeu de novo o debate: quantos são os campeões brasileiros?
O Fla pode chegar ao 8º título de sua história nesta quarta. O clube recebe o Ceará no estádio do Maracanã, às 21h30. Somente um desastre muda o destino da competição.
A lista do comediante conta apenas títulos conquistados a partir de 1971. Os vencidos antes (entre 1959 e 1970) foram unificados pela CBF posteriormente e ficaram de fora pela ótica de Tabet.
A mesma lista, ainda tem um erro (não menos polêmico) de direito. O Fla não é reconhecido campeão de 1987. O caso, inclusive, foi decidido após longa batalha jurídica pelo Supremo Tribunal Federal, mantendo o Sport como o vencedor daquele ano.
Lista dos campeões brasileiros de verdade (ou seja, desde 1971, no campo, sem fax ou canetada de advogado):
1971 – Atlético-MG
1972 – Palmeiras
1973 – Palmeiras
1974 – Vasco
1975 – Internacional
1976 – Internacional
1977 – São Paulo
1978 – Guarani
1979 – Internacional
1980 –… https://t.co/PjwiPh7dYJ
O argumento para não considerar os títulos de 1959-1970 como campeonatos brasileiros se prende ao nome, a fórmula ou na quantidade de equipes. Mas o fato é que, mesmo após 1971, a competição passou pela mesma metamorfose.
Antes de receber oficialmente sua designação atual, o Brasileirão também foi chamado de Copa Brasil, Taça de Ouro, Taça de Prata e Copa União (nome fantasia), e posteriormente, em 2000, foi denominado Copa João Havelange. De 1971 a 2002 o campeonato teve 32 edições e 32 fórmulas diferentes. Desde 2003, as equipes se enfrentam em turno e returno por pontos corridos, sistema inspirado no futebol da Europa.
E aí entra a Copa Libertadores, criada em 1960.
A organização, em ofício enviado às confederações na época, determinava que cada país indicasse os respectivos campeões nacional e os vices para participarem do torneio, critério seguido até a expansão da Copa que hoje conta com um maior número de equipes. E assim aconteceu.
Na primeira edição, em 1960, apenas os campeões nacionais participaram, por questões de logística. No caso brasileiro, o Bahia, campeão de 1959.
Depois, sempre o campeão brasileiro e o vice. Em 1961, ganharam esse direito o Palmeiras (campeão/1960) e o Fortaleza (vice/1960). Aliás, o Palmeiras foi o primeiro clube brasileiro a chegar numa decisão, exatamente em 1962, contra o Peñarol do Uruguai.
Para além das questões técnicas e discursos apaixonados, os que defendem os títulos oficialmente contabilizados pela CBF, ou seja, desde 1959, a decisão de unificação é também uma celebração ao futebol nacional e reconhecimento aos craques daquela era de ouro.
Isso, pelo fato de que foi justamente esse o período mais vitorioso da história da Seleção Brasileira, conquistando três Copas do Mundo: 1958, 1962 e 1970, além de ter desfilando pelos campos do país craques campeões destas edições do Brasileirão como Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Zagallo, Didi, Djalma Santos, Servílio, Vavá, Ademir da Guia, entre tantos outros. Mas, como quase tudo o que acontece no Brasil, o que deveria ser motivo de orgulho, é alvo de uma eterna discussão e criação de narrativas, nesse caso em específico, por corações fanatizados.
Para além dos fatos históricos, existem ainda os registros oficiais, feitos pela própria imprensa, sobre os campeonatos daquele período:
Futebol. Após a conquista do tetracampeonato da Copa libertadores pelo Flamengo no último sábado (29) em Lima, no Peru, contra o Palmeiras, por 1 a 0, a maior torcida do país está em êxtase.
E as discussões nas redes sociais seguem frenéticas mesmo com o fim da temporada chegando, mas com um Brasileirão para ser sacramentado.
O humorista Antônio Tabet foi um dos autores de postagem que ganhou repercussão e acendeu de novo o debate: quantos são os campeões brasileiros?
O Fla pode chegar ao 8º título de sua história nesta quarta. O clube recebe o Ceará no estádio do Maracanã, às 21h30. Somente um desastre muda o destino da competição.
A lista do comediante conta apenas títulos conquistados a partir de 1971. Os vencidos antes (entre 1959 e 1970) foram unificados pela CBF posteriormente e ficaram de fora pela ótica de Tabet.
A mesma lista, ainda tem um erro (não menos polêmico) de direito. O Fla não é reconhecido campeão de 1987. O caso, inclusive, foi decidido após longa batalha jurídica pelo Supremo Tribunal Federal, mantendo o Sport como o vencedor daquele ano.
Lista dos campeões brasileiros de verdade (ou seja, desde 1971, no campo, sem fax ou canetada de advogado):
1971 – Atlético-MG
1972 – Palmeiras
1973 – Palmeiras
1974 – Vasco
1975 – Internacional
1976 – Internacional
1977 – São Paulo
1978 – Guarani
1979 – Internacional
1980 –… https://t.co/PjwiPh7dYJ
O argumento para não considerar os títulos de 1959-1970 como campeonatos brasileiros se prende ao nome, a fórmula ou na quantidade de equipes. Mas o fato é que, mesmo após 1971, a competição passou pela mesma metamorfose.
Antes de receber oficialmente sua designação atual, o Brasileirão também foi chamado de Copa Brasil, Taça de Ouro, Taça de Prata e Copa União (nome fantasia), e posteriormente, em 2000, foi denominado Copa João Havelange. De 1971 a 2002 o campeonato teve 32 edições e 32 fórmulas diferentes. Desde 2003, as equipes se enfrentam em turno e returno por pontos corridos, sistema inspirado no futebol da Europa.
E aí entra a Copa Libertadores, criada em 1960.
A organização, em ofício enviado às confederações na época, determinava que cada país indicasse os respectivos campeões nacional e os vices para participarem do torneio, critério seguido até a expansão da Copa que hoje conta com um maior número de equipes. E assim aconteceu.
Na primeira edição, em 1960, apenas os campeões nacionais participaram, por questões de logística. No caso brasileiro, o Bahia, campeão de 1959.
Depois, sempre o campeão brasileiro e o vice. Em 1961, ganharam esse direito o Palmeiras (campeão/1960) e o Fortaleza (vice/1960). Aliás, o Palmeiras foi o primeiro clube brasileiro a chegar numa decisão, exatamente em 1962, contra o Peñarol do Uruguai.
Para além das questões técnicas e discursos apaixonados, os que defendem os títulos oficialmente contabilizados pela CBF, ou seja, desde 1959, a decisão de unificação é também uma celebração ao futebol nacional e reconhecimento aos craques daquela era de ouro.
Isso, pelo fato de que foi justamente esse o período mais vitorioso da história da Seleção Brasileira, conquistando três Copas do Mundo: 1958, 1962 e 1970, além de ter desfilando pelos campos do país craques campeões destas edições do Brasileirão como Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Zagallo, Didi, Djalma Santos, Servílio, Vavá, Ademir da Guia, entre tantos outros. Mas, como quase tudo o que acontece no Brasil, o que deveria ser motivo de orgulho, é alvo de uma eterna discussão e criação de narrativas, nesse caso em específico, por corações fanatizados.
Para além dos fatos históricos, existem ainda os registros oficiais, feitos pela própria imprensa, sobre os campeonatos daquele período: