Hytalo Santos: Justiça suspende acesso às redes e proíbe contato com menores

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Investigação. A Justiça da Paraíba determinou a suspensão de todos os perfis nas redes sociais do influenciador paraibano Hytalo Santos, além do afastamento imediato dos menores que vivem com ele e o bloqueio da monetização de seus conteúdos. A decisão liminar foi tomada a partir do pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio […]

POR Redação SRzd 13/8/2025| 3 min de leitura

Hytalo Santos. Foto: Reprodução de vídeo

Hytalo Santos. Foto: Reprodução de vídeo

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Investigação. A Justiça da Paraíba determinou a suspensão de todos os perfis nas redes sociais do influenciador paraibano Hytalo Santos, além do afastamento imediato dos menores que vivem com ele e o bloqueio da monetização de seus conteúdos.

A decisão liminar foi tomada a partir do pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da promotora de Bayeux, Ana Maria França.

A ação civil pública, protocolada na segunda-feira (11), se baseia em denúncias de “adultização” e exposição de adolescentes em conteúdos com conotação sexual para obtenção de lucro.

A recomendação do MP é que a suspensão dos perfis permaneça até a conclusão da ação civil pública ou até o encerramento das condutas irregulares, com a proteção
dos direitos de crianças e adolescentes envolvidos.

Sem suas redes sociais ativas, Hytalo, que pode recorrer da decisão, ainda não se pronunciou oficialmente. Antes de sua conta no Instagram sair do ar, ele chegou a dizer que colocaria sua assessoria jurídica para trabalhar.

Quem é Hytalo Santos?

Hitalo José Santos Silva, mais conhecido apenas como Hytalo Santos, tem 27 anos e é natural de Cajazeiras, no interior da Paraíba.

Ele começou na internet em 2018 publicando vídeos de dança, especialmente de brega funk, ritmo que estava estourado na época e tornou-se um dos influenciadores mais populares do Brasil ao produzir vídeos que mostram a convivência de jovens, incluindo crianças e adolescentes, em uma casa que ele chama de “mansão”.

Nos últimos dias, seu nome voltou ao centro das atenções após ser denunciado publicamente pelo youtuber e humorista Felca, que o acusou de possível exploração de menores na produção de vídeos. O caso também é alvo de investigações pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) desde 2024.

Em sua defesa, Hytalo sempre afirmou que os menores de idade participaram com o consentimento dos seus pais.

Casa de aposta

Além da ação civil pública, o Ministério Público e outras autoridades, o Grupo de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Ministério Público do Trabalho e Polícia Civil, enviaram uma recomendação ao estado para que suspenda em 48 horas a licença estadual da Fartura Premiações, casa de aposta de propriedade de Hytalo, durante o curso das investigações.

Desdobramento

Nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados decidiu criar um grupo de trabalho destinado a elaborar um projeto de lei (PL) para combater a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Um dos textos sugeridos como base para o novo texto é o PL 2.628 de 2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O projeto exige que as empresas de redes sociais criem mecanismos para evitar conteúdos com erotização de crianças.

O texto prevê multas para as plataformas de até 10% do faturamento da companhia em caso de descumprir o que determina a legislação.

Rodapé - brasil

Investigação. A Justiça da Paraíba determinou a suspensão de todos os perfis nas redes sociais do influenciador paraibano Hytalo Santos, além do afastamento imediato dos menores que vivem com ele e o bloqueio da monetização de seus conteúdos.

A decisão liminar foi tomada a partir do pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da promotora de Bayeux, Ana Maria França.

A ação civil pública, protocolada na segunda-feira (11), se baseia em denúncias de “adultização” e exposição de adolescentes em conteúdos com conotação sexual para obtenção de lucro.

A recomendação do MP é que a suspensão dos perfis permaneça até a conclusão da ação civil pública ou até o encerramento das condutas irregulares, com a proteção
dos direitos de crianças e adolescentes envolvidos.

Sem suas redes sociais ativas, Hytalo, que pode recorrer da decisão, ainda não se pronunciou oficialmente. Antes de sua conta no Instagram sair do ar, ele chegou a dizer que colocaria sua assessoria jurídica para trabalhar.

Quem é Hytalo Santos?

Hitalo José Santos Silva, mais conhecido apenas como Hytalo Santos, tem 27 anos e é natural de Cajazeiras, no interior da Paraíba.

Ele começou na internet em 2018 publicando vídeos de dança, especialmente de brega funk, ritmo que estava estourado na época e tornou-se um dos influenciadores mais populares do Brasil ao produzir vídeos que mostram a convivência de jovens, incluindo crianças e adolescentes, em uma casa que ele chama de “mansão”.

Nos últimos dias, seu nome voltou ao centro das atenções após ser denunciado publicamente pelo youtuber e humorista Felca, que o acusou de possível exploração de menores na produção de vídeos. O caso também é alvo de investigações pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) desde 2024.

Em sua defesa, Hytalo sempre afirmou que os menores de idade participaram com o consentimento dos seus pais.

Casa de aposta

Além da ação civil pública, o Ministério Público e outras autoridades, o Grupo de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Ministério Público do Trabalho e Polícia Civil, enviaram uma recomendação ao estado para que suspenda em 48 horas a licença estadual da Fartura Premiações, casa de aposta de propriedade de Hytalo, durante o curso das investigações.

Desdobramento

Nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados decidiu criar um grupo de trabalho destinado a elaborar um projeto de lei (PL) para combater a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Um dos textos sugeridos como base para o novo texto é o PL 2.628 de 2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O projeto exige que as empresas de redes sociais criem mecanismos para evitar conteúdos com erotização de crianças.

O texto prevê multas para as plataformas de até 10% do faturamento da companhia em caso de descumprir o que determina a legislação.

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