Hytalo Santos e marido são condenados por exploração sexual; defesa aponta discriminação
Justiça da Paraíba. O influenciador Hytalo Santos e o seu marido Israel Vicente foram condenados neste domingo (22), por exploração sexual de adolescentes. A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa, e se tornou pública neste domingo (22), apontando que adolescentes foram expostos a […]
PORRedação SRzd23/2/2026|
5 min de leitura
Hytalo Santos e Israel Vicente. Foto: Reprodução de TV
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Justiça da Paraíba. O influenciador Hytalo Santos e o seu marido Israel Vicente foram condenados neste domingo (22), por exploração sexual de adolescentes.
A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa, e se tornou pública neste domingo (22), apontando que adolescentes foram expostos a um ambiente de “reality show” artificial, com permissividade, álcool e negligência alimentar e escolar.
O magistrado ressaltou que os crimes foram praticados explorando-se a vulnerabilidade das vítimas, que não tinham condições de compreender ou resistir às práticas ilícitas.
Hytalo Santos foi condenado a onze anos e quatro meses de prisão, e Israel Vicente, a oito anos, por produção de conteúdo pornográfico.
Além da prisão, a Justiça fixou uma indenização de R$ 500 mil por danos morais e manteve a prisão preventiva dos condenados.
+ relembre o caso
Hytalo e Israel são investigados desde 2024, sob a acusação de promover vídeos e fotografias com exploração de crianças e adolescentes em um condomínio de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa.
O caso ganhou repercussão nacional após vídeo viral do youtuber Felca, em que denunciou adultização infantil nas redes sociais.
Segundo a denúncia apresentada à Justiça, menores de idade eram integrados a um grupo conhecido como “crias”, “filhas” e “genros”, que viviam na casa sob a tutela informal de Hytalo.
O documento apontou que o influenciador praticava a adultização dos adolescentes, incentivando comportamentos e performances de caráter sexualizado como forma de engajamento digital e rentabilização econômica.
Durante as diligências, Hytalo negou as acusações, afirmando que os pais autorizaram que ele tivesse a tutela dos menores que participavam das gravações. Disse, ainda, que matriculava os adolescentes em escolas particulares e arcava com os gastos educacionais em troca dos conteúdos produzidos.
Presos desde agosto, eles prestaram depoimentos em audiência de instrução e julgamento no processo que investiga a divulgação de conteúdo pornográfico envolvendo menores de idade.
Hytalo Santos e marido são presos em SP. Foto: Reprodução de vídeo
+ o outro lado
Nas redes sociais, a defesa deles afirmou que vai recorrer da decisão de condenação e que a sentença apresenta erros ao ignorar provas dos autos.
Segundo os advogados, durante toda a instrução processual foram apresentados argumentos que afastariam a tese da acusação.
“A sentença decidiu ignorar todas as provas dos autos, com base em opiniões pessoais. Tudo o que foi produzido, tudo o que foi desconstruído, tudo o que trouxe a verdade dos fatos foi ignorado pela sentença”, disse Sean Kompier Abib.
A defesa afirma que a Justiça ignorou provas como: testemunhas que teriam dito o oposto ao que foi dito no começo do julgamento, assim como aquelas que relataram relações positivas dos influenciadores.
Além disso, Sean afirma que na sentença há indícios de discriminação contra o influenciar em questão da sua orientação sexual e sua cor.
“Quando a sentença escolhe discutir a questão da personalidade do Hytalo, ela diz que somente pelo fato de ele ser negro e gay, isso não poderia significar um momento de pena. Dando a entender que o fato de ele ter uma orientação sexual que não é normal, e o fato de ele ser de origem negra seria um tipo de indicativo de que ele teria uma personalidade desviante. Esse argumento é um absurdo. É uma forma preconceituosa e discriminatória”, continua ele.
Hytalo Santos e marido foram presos em São Paulo no dia 15 de agosto do ano passado. Depois, foram transferidos para o Presídio do Róger, em João Pessoa, onde estavam detidos de forma preventiva desde o dia 28 do mesmo mês.
O Tribunal de Justiça da Paraíba tem em curso o julgamento de um pedido de habeas corpus, que deve ter a análise retomada na terça-feira (24).
“A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, convicta de que as instâncias competentes restabelecerão a justiça”, afirmam os advogados em nota.
+ racismo e homofobia
A influenciadora Kamyla Maria, conhecida como Kamylinha, filha adotiva de Hytalo, alegou em seu perfil do Instagram, onde compartilhou um vídeo do advogado Sean Kompier Abib, que a condenação é fruto de racismo e homofobia.
“Todo mundo sabe que o Brasil é um país injusto, mas só quem vive a dor do preconceito sabe o que é. Fiquei muito abalada quando vi isso, porque sei de toda a dor e sofrimento que uma pessoa negra e gay sofre no Brasil, mas sei que a justiça não fechará os olhos para isso’, alega Kamylinha.
Justiça da Paraíba. O influenciador Hytalo Santos e o seu marido Israel Vicente foram condenados neste domingo (22), por exploração sexual de adolescentes.
A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa, e se tornou pública neste domingo (22), apontando que adolescentes foram expostos a um ambiente de “reality show” artificial, com permissividade, álcool e negligência alimentar e escolar.
O magistrado ressaltou que os crimes foram praticados explorando-se a vulnerabilidade das vítimas, que não tinham condições de compreender ou resistir às práticas ilícitas.
Hytalo Santos foi condenado a onze anos e quatro meses de prisão, e Israel Vicente, a oito anos, por produção de conteúdo pornográfico.
Além da prisão, a Justiça fixou uma indenização de R$ 500 mil por danos morais e manteve a prisão preventiva dos condenados.
+ relembre o caso
Hytalo e Israel são investigados desde 2024, sob a acusação de promover vídeos e fotografias com exploração de crianças e adolescentes em um condomínio de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa.
O caso ganhou repercussão nacional após vídeo viral do youtuber Felca, em que denunciou adultização infantil nas redes sociais.
Segundo a denúncia apresentada à Justiça, menores de idade eram integrados a um grupo conhecido como “crias”, “filhas” e “genros”, que viviam na casa sob a tutela informal de Hytalo.
O documento apontou que o influenciador praticava a adultização dos adolescentes, incentivando comportamentos e performances de caráter sexualizado como forma de engajamento digital e rentabilização econômica.
Durante as diligências, Hytalo negou as acusações, afirmando que os pais autorizaram que ele tivesse a tutela dos menores que participavam das gravações. Disse, ainda, que matriculava os adolescentes em escolas particulares e arcava com os gastos educacionais em troca dos conteúdos produzidos.
Presos desde agosto, eles prestaram depoimentos em audiência de instrução e julgamento no processo que investiga a divulgação de conteúdo pornográfico envolvendo menores de idade.
Hytalo Santos e marido são presos em SP. Foto: Reprodução de vídeo
+ o outro lado
Nas redes sociais, a defesa deles afirmou que vai recorrer da decisão de condenação e que a sentença apresenta erros ao ignorar provas dos autos.
Segundo os advogados, durante toda a instrução processual foram apresentados argumentos que afastariam a tese da acusação.
“A sentença decidiu ignorar todas as provas dos autos, com base em opiniões pessoais. Tudo o que foi produzido, tudo o que foi desconstruído, tudo o que trouxe a verdade dos fatos foi ignorado pela sentença”, disse Sean Kompier Abib.
A defesa afirma que a Justiça ignorou provas como: testemunhas que teriam dito o oposto ao que foi dito no começo do julgamento, assim como aquelas que relataram relações positivas dos influenciadores.
Além disso, Sean afirma que na sentença há indícios de discriminação contra o influenciar em questão da sua orientação sexual e sua cor.
“Quando a sentença escolhe discutir a questão da personalidade do Hytalo, ela diz que somente pelo fato de ele ser negro e gay, isso não poderia significar um momento de pena. Dando a entender que o fato de ele ter uma orientação sexual que não é normal, e o fato de ele ser de origem negra seria um tipo de indicativo de que ele teria uma personalidade desviante. Esse argumento é um absurdo. É uma forma preconceituosa e discriminatória”, continua ele.
Hytalo Santos e marido foram presos em São Paulo no dia 15 de agosto do ano passado. Depois, foram transferidos para o Presídio do Róger, em João Pessoa, onde estavam detidos de forma preventiva desde o dia 28 do mesmo mês.
O Tribunal de Justiça da Paraíba tem em curso o julgamento de um pedido de habeas corpus, que deve ter a análise retomada na terça-feira (24).
“A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, convicta de que as instâncias competentes restabelecerão a justiça”, afirmam os advogados em nota.
+ racismo e homofobia
A influenciadora Kamyla Maria, conhecida como Kamylinha, filha adotiva de Hytalo, alegou em seu perfil do Instagram, onde compartilhou um vídeo do advogado Sean Kompier Abib, que a condenação é fruto de racismo e homofobia.
“Todo mundo sabe que o Brasil é um país injusto, mas só quem vive a dor do preconceito sabe o que é. Fiquei muito abalada quando vi isso, porque sei de toda a dor e sofrimento que uma pessoa negra e gay sofre no Brasil, mas sei que a justiça não fechará os olhos para isso’, alega Kamylinha.