Mãe relata ter sido impedida de amamentar em exposição no Shopping JK Iguatemi; ONG nega
A médica obstetra Michelle Chechter relatou que foi impedida de amamentar durante visita a uma exposição que acontece no Shopping JK Iguatemi, na Zona Sul de São Paulo. Em publicação feita no Facebook, Michelle afirmou que ao amamentar seu filho durante uma visita à exposição “Mickey Mouse 90 anos”, teria sido interpelada de forma grosseira […]
PORRedação SRzd25/3/2019|
4 min de leitura
Shopping JK Iguatemi. Foto: Reprodução de Internet
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A médica obstetra Michelle Chechter relatou que foi impedida de amamentar durante visita a uma exposição que acontece no Shopping JK Iguatemi, na Zona Sul de São Paulo.
Em publicação feita no Facebook, Michelle afirmou que ao amamentar seu filho durante uma visita à exposição “Mickey Mouse 90 anos”, teria sido interpelada de forma grosseira por uma funcionária que disse ser proibido tal ato naquele lugar. “Ela disse que eu deveria sair da exposição e ir para o ‘local do shopping destinado para amamentação”, conta.
Ainda na mesma postagem, ela diz que os problemas começaram já na entrada, quando soube que não poderia transitar com o carrinho da filha, sendo necessário levá-lo no colo. “Achei um absurdo por se tratar de uma exposição destinada ao público infantil, mas entendo que o local não comporta, então acredito que deveriam avisar isso previamente.”
Leia na íntegra:
“Amigos e amigas, peço que compartilhem esse texto. Visitei a exposição do Mickey no shopping JK Iguatemi, o shopping é lindo, com lojas finas e restaurantes maravilhosos. Ao entrar nessa exposição destinada à crianças, já solicitaram para que deixássemos o carrinho da minha filha (uma bebê de 4 meses) na entrada no “local destinado para carrinhos”. Achei um absurdo por se tratar de uma exposição destinada ao público infantil, mas entendo que o local não comporta os carrinhos, então acredito que deveriam avisar isso previamente. Eu poderia ter levado o meu sling naquele dia. Ok. Acessibilidade zero. Durante a exposição, precisei amamentar a minha filha em um local reservado. Uma funcionária extremamente grosseira me informou que não era permitido amamentar ali. Que eu deveria sair da exposição e ir para o “local do shopping destinado para amamentação”. Me senti desrespeitada e acho que é um despreparo de um shopping tão “chique”. Por sorte eu já estava terminando de amamentar quando ela me abordou”.
Exposição Mickey Mouse 90 anos. Foto: Reprodução de Internet
ONG desmente o ocorrido
A ONG Orientavida, responsável pela organização da mostra, negou que tenha havido proibição e desmentiu a versão dada pela mãe. Em nota, a organização explicou que o pedido aconteceu devido a médica amamentar em uma poltrona que fazia parte da cenografia. O tom também seria de sugestão, com a oferta de duas possibilidades. Confira abaixo o texto na íntegra.
“Sobre a mãe que alega ter sido impedida de amamentar, a exposição informa que ao parar dentro da mostra para amamentar o filho, ela utilizou uma, literalmente, a poltrona do Mickey, peça que compõe o cenário. A organização da exposição entendendo a necessidade da mãe e do bebê, sugeriu a ela duas possibilidades: uma poltrona dentro da loja, ao final da exposição, ou o fraldário do shopping, localizado há pouco mais de 10 metros do local da exposição. Assim, reforça que não é verdade que ela tenha sido proibida ou convidada a se retirar da exposição, mas apenas orientada a não utilizar um elemento do cenário que, assim como em museus, não pode ser utilizado para nenhum outro fim que não a exposição ao público. Exposição Mickey 90 Anos”.
Ao G1, Michelle negou ter recebido a orientação sobre a peça e disse que nenhuma alternativa foi oferecida além do fraldário: “Eu não estava atrapalhando ninguém. Não havia nenhuma sinalização ou funcionário que indicasse que a cadeira não poderia ser usada. Eu só soube que era parte do cenário quando se manifestaram pela nota. Mesmo assim, era só terem me informado na hora que eu trocava de local. Mas não me ofereceram nada. A funcionária só disse que era proibido e que tinha que me dirigir ao fraldário”.
Vale lembrar que o direito ao aleitamento materno nos estabelecimentos de uso coletivo (públicos ou privados) é garantido por lei em São Paulo, sob pena de multa para quem desrespeitar. Segundo a regra, “independentemente da existência de áreas segregadas para o aleitamento, a amamentação é o ato livre entre mãe e filho.”
A mesma exposição já havia sido alvo de polêmica na semana passada. No dia 20, uma excursão de alunos de escolas públicas da zona rural de Guaratinguetá foi barrada por uma funcionária que afirmou que o local “é um espaço de elite”. A diretora de uma das escolas afirmou que houve discriminação.
A médica obstetra Michelle Chechter relatou que foi impedida de amamentar durante visita a uma exposição que acontece no Shopping JK Iguatemi, na Zona Sul de São Paulo.
Em publicação feita no Facebook, Michelle afirmou que ao amamentar seu filho durante uma visita à exposição “Mickey Mouse 90 anos”, teria sido interpelada de forma grosseira por uma funcionária que disse ser proibido tal ato naquele lugar. “Ela disse que eu deveria sair da exposição e ir para o ‘local do shopping destinado para amamentação”, conta.
Ainda na mesma postagem, ela diz que os problemas começaram já na entrada, quando soube que não poderia transitar com o carrinho da filha, sendo necessário levá-lo no colo. “Achei um absurdo por se tratar de uma exposição destinada ao público infantil, mas entendo que o local não comporta, então acredito que deveriam avisar isso previamente.”
Leia na íntegra:
“Amigos e amigas, peço que compartilhem esse texto. Visitei a exposição do Mickey no shopping JK Iguatemi, o shopping é lindo, com lojas finas e restaurantes maravilhosos. Ao entrar nessa exposição destinada à crianças, já solicitaram para que deixássemos o carrinho da minha filha (uma bebê de 4 meses) na entrada no “local destinado para carrinhos”. Achei um absurdo por se tratar de uma exposição destinada ao público infantil, mas entendo que o local não comporta os carrinhos, então acredito que deveriam avisar isso previamente. Eu poderia ter levado o meu sling naquele dia. Ok. Acessibilidade zero. Durante a exposição, precisei amamentar a minha filha em um local reservado. Uma funcionária extremamente grosseira me informou que não era permitido amamentar ali. Que eu deveria sair da exposição e ir para o “local do shopping destinado para amamentação”. Me senti desrespeitada e acho que é um despreparo de um shopping tão “chique”. Por sorte eu já estava terminando de amamentar quando ela me abordou”.
Exposição Mickey Mouse 90 anos. Foto: Reprodução de Internet
ONG desmente o ocorrido
A ONG Orientavida, responsável pela organização da mostra, negou que tenha havido proibição e desmentiu a versão dada pela mãe. Em nota, a organização explicou que o pedido aconteceu devido a médica amamentar em uma poltrona que fazia parte da cenografia. O tom também seria de sugestão, com a oferta de duas possibilidades. Confira abaixo o texto na íntegra.
“Sobre a mãe que alega ter sido impedida de amamentar, a exposição informa que ao parar dentro da mostra para amamentar o filho, ela utilizou uma, literalmente, a poltrona do Mickey, peça que compõe o cenário. A organização da exposição entendendo a necessidade da mãe e do bebê, sugeriu a ela duas possibilidades: uma poltrona dentro da loja, ao final da exposição, ou o fraldário do shopping, localizado há pouco mais de 10 metros do local da exposição. Assim, reforça que não é verdade que ela tenha sido proibida ou convidada a se retirar da exposição, mas apenas orientada a não utilizar um elemento do cenário que, assim como em museus, não pode ser utilizado para nenhum outro fim que não a exposição ao público. Exposição Mickey 90 Anos”.
Ao G1, Michelle negou ter recebido a orientação sobre a peça e disse que nenhuma alternativa foi oferecida além do fraldário: “Eu não estava atrapalhando ninguém. Não havia nenhuma sinalização ou funcionário que indicasse que a cadeira não poderia ser usada. Eu só soube que era parte do cenário quando se manifestaram pela nota. Mesmo assim, era só terem me informado na hora que eu trocava de local. Mas não me ofereceram nada. A funcionária só disse que era proibido e que tinha que me dirigir ao fraldário”.
Vale lembrar que o direito ao aleitamento materno nos estabelecimentos de uso coletivo (públicos ou privados) é garantido por lei em São Paulo, sob pena de multa para quem desrespeitar. Segundo a regra, “independentemente da existência de áreas segregadas para o aleitamento, a amamentação é o ato livre entre mãe e filho.”
A mesma exposição já havia sido alvo de polêmica na semana passada. No dia 20, uma excursão de alunos de escolas públicas da zona rural de Guaratinguetá foi barrada por uma funcionária que afirmou que o local “é um espaço de elite”. A diretora de uma das escolas afirmou que houve discriminação.