Ministro diz que classe média financia crime consumindo drogas

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Ao tomar posse nesta terça-feira (27), em cerimônia no Palácio do Planalto, no Ministério Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann declarou que a nova pasta vai “combater duramente o crime organizado” sem desrespeitar a democracia e os direitos humanos. Jungmann criticou a classe média que pede segurança, mas, ao mesmo tempo, consome as drogas ilícitas […]

POR Redação SRzd 27/2/2018| 2 min de leitura

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Posse do Ministro de Estado Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann. Foto: Beto Barata/PR

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Ao tomar posse nesta terça-feira (27), em cerimônia no Palácio do Planalto, no Ministério Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann declarou que a nova pasta vai “combater duramente o crime organizado” sem desrespeitar a democracia e os direitos humanos.

Jungmann criticou a classe média que pede segurança, mas, ao mesmo tempo, consome as drogas ilícitas que financiam o crime organizado.

“Me impressiona no Rio de Janeiro, onde vejo as pessoas durante o dia clamarem pela segurança, contra o crime, e à noite financiarem esse crime pelo consumo de drogas. Não é possível! São pontas que se ligam e precisam de estratégias diversas para serem combatidas”, declarou

A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, teve a participação do presidente Michel Temer, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e de outros ministros do governo.

Posse do Ministro de Estado Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann. Foto: Beto Barata/PR
Posse do Ministro de Estado Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann. Foto: Beto Barata/PR

Em seu longo discurso de posse, Jungmann apresentou dados estatísticos da violência e da superlotação do sistema carcerário.

De acordo com o ministro, é no sistema prisional “que surgiram as grandes quadrilhas que nos aterrorizam”, defendendo que o sistema penitenciário deveria ter a “máxima presença do Estado”. O ministro ainda falou que o sistema se tornou um “home office” do crime organizado.

Para assumir a pasta, Raul Jungmann deixou o Ministério da Defesa. Quem assume em seu lugar é o general da reserva Joaquim Silva e Luna, secretário-geral da pasta. Pela primeira vez, em 19 anos, a titularidade do ministério será de um militar.

Uma das funções de Jungmann será gerenciar o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) que, junto com a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional passarão a ser coordenadas pela nova pasta e não mais pelo Ministério da Justiça.

Leia também:

– Interventor diz que não há previsão de ocupação permanente em favelas

Ao tomar posse nesta terça-feira (27), em cerimônia no Palácio do Planalto, no Ministério Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann declarou que a nova pasta vai “combater duramente o crime organizado” sem desrespeitar a democracia e os direitos humanos.

Jungmann criticou a classe média que pede segurança, mas, ao mesmo tempo, consome as drogas ilícitas que financiam o crime organizado.

“Me impressiona no Rio de Janeiro, onde vejo as pessoas durante o dia clamarem pela segurança, contra o crime, e à noite financiarem esse crime pelo consumo de drogas. Não é possível! São pontas que se ligam e precisam de estratégias diversas para serem combatidas”, declarou

A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, teve a participação do presidente Michel Temer, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e de outros ministros do governo.

Posse do Ministro de Estado Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann. Foto: Beto Barata/PR
Posse do Ministro de Estado Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann. Foto: Beto Barata/PR

Em seu longo discurso de posse, Jungmann apresentou dados estatísticos da violência e da superlotação do sistema carcerário.

De acordo com o ministro, é no sistema prisional “que surgiram as grandes quadrilhas que nos aterrorizam”, defendendo que o sistema penitenciário deveria ter a “máxima presença do Estado”. O ministro ainda falou que o sistema se tornou um “home office” do crime organizado.

Para assumir a pasta, Raul Jungmann deixou o Ministério da Defesa. Quem assume em seu lugar é o general da reserva Joaquim Silva e Luna, secretário-geral da pasta. Pela primeira vez, em 19 anos, a titularidade do ministério será de um militar.

Uma das funções de Jungmann será gerenciar o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) que, junto com a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional passarão a ser coordenadas pela nova pasta e não mais pelo Ministério da Justiça.

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