Morte de tio pode deixar Suzane von Richthofen milionária?
Disputa. Suzane Von Richthofen voltou ao centro das atenções ao ingressar na Justiça para ter direito a herança estimada em cerca de R$ 5 milhões deixada por seu tio, o médico Miguel Abdala Netto, encontrado morto em sua residência na Zona Sul de São Paulo. A ação envolve também uma prima, que afirma ter convivido […]
PORRedação SRzd21/1/2026|
3 min de leitura
Suzane von Richthofen. Foto: Reprodução da TV
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Disputa. Suzane Von Richthofen voltou ao centro das atenções ao ingressar na Justiça para ter direito a herança estimada em cerca de R$ 5 milhões deixada por seu tio, o médico Miguel Abdala Netto, encontrado morto em sua residência na Zona Sul de São Paulo.
A ação envolve também uma prima, que afirma ter convivido com o médico por mais de uma década e já vinha administrando questões relacionadas ao falecimento.
O patrimônio inclui imóveis, aplicações financeiras e outros bens acumulados ao longo da carreira de Miguel, que não deixou filhos, cônjuge ou pais vivos, nem testamento conhecido até o momento.
Diante desse cenário, a definição de quem terá direito à herança passou a depender da ordem legal de sucessão prevista no Código Civil.
A disputa ganhou novos contornos após Suzane tentar assumir a condução do inventário e reivindicar a liberação do corpo do tio, pedido que foi negado pelas autoridades.
A partir disso, o conflito familiar migrou definitivamente para a esfera judicial, onde será analisado o grau de parentesco e a legitimidade dos herdeiros.
+ relembre o caso de Suzane Von Richthofen
Suzane Von Richthofen foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, crime ocorrido em 2002 e que chocou o país.
O caso se tornou um dos mais emblemáticos da história criminal brasileira, especialmente pela motivação financeira apontada na época.
Suzane em entrevista ao Fantástico. Foto: Reprodução/TV Globo
Após cumprir parte da pena em regime fechado, Suzane obteve progressão para o semiaberto e, posteriormente, para o regime aberto, passando a reconstruir sua vida fora do sistema prisional.
Mesmo após mais de duas décadas do crime, seu nome segue associado a controvérsias judiciais e forte repercussão pública.
+ disputas por herança no Brasil
Barbara Heliodora, advogada com atuação em direito de família, explica ao SRzd que o direito à herança no Brasil segue uma ordem legal definida pelo Código Civil, conhecida como vocação hereditária.
“A lei estabelece quem são os herdeiros legítimos e em qual sequência eles são chamados, priorizando descendentes, cônjuge e ascendentes, e, na ausência deles, outros parentes colaterais, como irmãos e sobrinhos”, afirma.
A especialista em alienação parental também ressalta que a condenação criminal de Suzane não impede automaticamente seu direito à herança do tio.
“A exclusão por indignidade só ocorre quando o herdeiro pratica crime contra a própria pessoa de quem pretende herdar, o que não se aplica quando o delito foi cometido contra terceiros, ainda que sejam familiares próximos”, comenta.
Com a ausência de testamento conhecido, caberá ao Judiciário analisar a documentação, os vínculos familiares e a legislação aplicável para definir a partilha dos bens, em um processo que pode se estender por meses até uma decisão final.
Disputa. Suzane Von Richthofen voltou ao centro das atenções ao ingressar na Justiça para ter direito a herança estimada em cerca de R$ 5 milhões deixada por seu tio, o médico Miguel Abdala Netto, encontrado morto em sua residência na Zona Sul de São Paulo.
A ação envolve também uma prima, que afirma ter convivido com o médico por mais de uma década e já vinha administrando questões relacionadas ao falecimento.
O patrimônio inclui imóveis, aplicações financeiras e outros bens acumulados ao longo da carreira de Miguel, que não deixou filhos, cônjuge ou pais vivos, nem testamento conhecido até o momento.
Diante desse cenário, a definição de quem terá direito à herança passou a depender da ordem legal de sucessão prevista no Código Civil.
A disputa ganhou novos contornos após Suzane tentar assumir a condução do inventário e reivindicar a liberação do corpo do tio, pedido que foi negado pelas autoridades.
A partir disso, o conflito familiar migrou definitivamente para a esfera judicial, onde será analisado o grau de parentesco e a legitimidade dos herdeiros.
+ relembre o caso de Suzane Von Richthofen
Suzane Von Richthofen foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, crime ocorrido em 2002 e que chocou o país.
O caso se tornou um dos mais emblemáticos da história criminal brasileira, especialmente pela motivação financeira apontada na época.
Suzane em entrevista ao Fantástico. Foto: Reprodução/TV Globo
Após cumprir parte da pena em regime fechado, Suzane obteve progressão para o semiaberto e, posteriormente, para o regime aberto, passando a reconstruir sua vida fora do sistema prisional.
Mesmo após mais de duas décadas do crime, seu nome segue associado a controvérsias judiciais e forte repercussão pública.
+ disputas por herança no Brasil
Barbara Heliodora, advogada com atuação em direito de família, explica ao SRzd que o direito à herança no Brasil segue uma ordem legal definida pelo Código Civil, conhecida como vocação hereditária.
“A lei estabelece quem são os herdeiros legítimos e em qual sequência eles são chamados, priorizando descendentes, cônjuge e ascendentes, e, na ausência deles, outros parentes colaterais, como irmãos e sobrinhos”, afirma.
A especialista em alienação parental também ressalta que a condenação criminal de Suzane não impede automaticamente seu direito à herança do tio.
“A exclusão por indignidade só ocorre quando o herdeiro pratica crime contra a própria pessoa de quem pretende herdar, o que não se aplica quando o delito foi cometido contra terceiros, ainda que sejam familiares próximos”, comenta.
Com a ausência de testamento conhecido, caberá ao Judiciário analisar a documentação, os vínculos familiares e a legislação aplicável para definir a partilha dos bens, em um processo que pode se estender por meses até uma decisão final.