Paulo Guedes diz que propôs auxílio de R$ 200 por ser o valor pago ao ‘pobre nordestino’
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, nesta quinta-feira (29), que propôs um auxílio emergencial de R$ 200 por ser esse o valor pago ao “pobre nordestino”. Para ele, seria um “ultraje a quem já recebia assistência social” propor valor maior do que o pago a essa população. As declarações foram dadas durante audiência pública […]
PORRedação SRzd29/10/2020|
3 min de leitura
Paulo Guedes. Foto: Fernando Frazão - Agência Brasil
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, nesta quinta-feira (29), que propôs um auxílio emergencial de R$ 200 por ser esse o valor pago ao “pobre nordestino”. Para ele, seria um “ultraje a quem já recebia assistência social” propor valor maior do que o pago a essa população.
As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão Mista de Orçamento do Congresso que debateu as medidas relacionadas à pandemia do novo Coronavírus.
“Prudentemente, eu lancei R$ 200 no auxílio emergencial. Eu não podia fazer um ultraje a quem já recebia assistência social”, afirmou.
“Como é que alguém do Nordeste ia aceitar se, a partir de amanhã, só porque alguém vive no Sul e ganhava R$ 800 – não confirmados, porque é um mercado informal, ela pode autodeclarar que ganhava esse valor – por que ela [o trabalhador do Sul] vai receber R$ 800 [de assistência do governo] agora se um irmão pobre nordestino ganha R$ 200? Então eu tinha que botar R$ 200 [para todo mundo]”, disse Guedes.
Guedes: Se o pobre nordestino vive com R$ 200, por que pagar mais de auxílio emergencial?. Foto: Reprodução de Internet
A fala foi dada em resposta a uma pergunta do deputado federal Francisco Jr. (PSD-GO), que questionou o que seria feito se houver uma segunda onda da Covid-19 no Brasil.
Guedes disse que a decisão do valor inicial também foi “pensando, e se essa crise durar dois anos? A gente aguenta, a gente tem fôlego. Com R$ 200, R$ 250, R$ 300, nós conseguimos estender essa cobertura por mais tempo”, afirmou Guedes. E prosseguiu: “Então dado o grau de incerteza que havia naquele momento, eu [defendi], por uma questão condicionante ética, que é não pagar mais a alguém que está em necessidade se você paga a outro esses R$ 200, então coloca igual”.
O auxílio emergencial foi aprovado pelo Congresso, após pressão de deputados da oposição, no valor de R$ 600 a parcela. Ele foi estendido até o final do ano, mas com prestações de R$ 300.
Sobre a capacidade de pagar um auxílio em uma eventual segunda onda, Guedes disse que ela dependeria da aprovação das reformas do governo Bolsonaro. No entanto, o ministro afirmou que o governo não trabalha com a hipótese de segunda onda da pandemia: “Nós só estaremos livres desse pesadelo quando a vacina surgir”.
Veja a audiência completa:
SUS
O ministro negou nesta quinta-feira (29) que o intuito do Decreto nº 10.530/20 era privatizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Ele classificou a situação como “guerra ideológica de narrativas”.
Guedes disse que há cerca de 4 mil unidades básicas de saúde (UBS) com obras atrasadas e que a intenção do governo era colocar a iniciativa privada para finalizá-las. “Jamais esteve sob análise privatizar o SUS, seria insanidade falar isso. Seria uma chance de colocar o capital privado a serviço da saúde brasileira”, frisou.
Segundo o ministro, a ideia foi trazida pela secretária especial do PPI, Martha Seiller, para aumentar a capacidade de atendimento do sistema de saúde.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, nesta quinta-feira (29), que propôs um auxílio emergencial de R$ 200 por ser esse o valor pago ao “pobre nordestino”. Para ele, seria um “ultraje a quem já recebia assistência social” propor valor maior do que o pago a essa população.
As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão Mista de Orçamento do Congresso que debateu as medidas relacionadas à pandemia do novo Coronavírus.
“Prudentemente, eu lancei R$ 200 no auxílio emergencial. Eu não podia fazer um ultraje a quem já recebia assistência social”, afirmou.
“Como é que alguém do Nordeste ia aceitar se, a partir de amanhã, só porque alguém vive no Sul e ganhava R$ 800 – não confirmados, porque é um mercado informal, ela pode autodeclarar que ganhava esse valor – por que ela [o trabalhador do Sul] vai receber R$ 800 [de assistência do governo] agora se um irmão pobre nordestino ganha R$ 200? Então eu tinha que botar R$ 200 [para todo mundo]”, disse Guedes.
Guedes: Se o pobre nordestino vive com R$ 200, por que pagar mais de auxílio emergencial?. Foto: Reprodução de Internet
A fala foi dada em resposta a uma pergunta do deputado federal Francisco Jr. (PSD-GO), que questionou o que seria feito se houver uma segunda onda da Covid-19 no Brasil.
Guedes disse que a decisão do valor inicial também foi “pensando, e se essa crise durar dois anos? A gente aguenta, a gente tem fôlego. Com R$ 200, R$ 250, R$ 300, nós conseguimos estender essa cobertura por mais tempo”, afirmou Guedes. E prosseguiu: “Então dado o grau de incerteza que havia naquele momento, eu [defendi], por uma questão condicionante ética, que é não pagar mais a alguém que está em necessidade se você paga a outro esses R$ 200, então coloca igual”.
O auxílio emergencial foi aprovado pelo Congresso, após pressão de deputados da oposição, no valor de R$ 600 a parcela. Ele foi estendido até o final do ano, mas com prestações de R$ 300.
Sobre a capacidade de pagar um auxílio em uma eventual segunda onda, Guedes disse que ela dependeria da aprovação das reformas do governo Bolsonaro. No entanto, o ministro afirmou que o governo não trabalha com a hipótese de segunda onda da pandemia: “Nós só estaremos livres desse pesadelo quando a vacina surgir”.
Veja a audiência completa:
SUS
O ministro negou nesta quinta-feira (29) que o intuito do Decreto nº 10.530/20 era privatizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Ele classificou a situação como “guerra ideológica de narrativas”.
Guedes disse que há cerca de 4 mil unidades básicas de saúde (UBS) com obras atrasadas e que a intenção do governo era colocar a iniciativa privada para finalizá-las. “Jamais esteve sob análise privatizar o SUS, seria insanidade falar isso. Seria uma chance de colocar o capital privado a serviço da saúde brasileira”, frisou.
Segundo o ministro, a ideia foi trazida pela secretária especial do PPI, Martha Seiller, para aumentar a capacidade de atendimento do sistema de saúde.