PF: Adilsinho pode ter sido mandante da morte de Macalé, envolvido no caso Marielle

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Rio. Um dos citados durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) dos mandantes dos homicídios da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes foi o de Edmilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé. Miliciano, ele é apontado pelo delator e assassino confesso Ronnie Lessa como intermediário na contratação do crime, e  estaria no banco dos […]

POR Redação SRzd 27/2/2026| 3 min de leitura

Polícia do Rio e PF divulgam vídeo da prisão de Adilsinho, patrono do Salgueiro

Polícia do Rio e PF divulgam vídeo da prisão de Adilsinho, patrono do Salgueiro. Foto: Polícia Civil do Rio de Janeiro

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Rio. Um dos citados durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) dos mandantes dos homicídios da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes foi o de Edmilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé.

Miliciano, ele é apontado pelo delator e assassino confesso Ronnie Lessa como intermediário na contratação do crime, e  estaria no banco dos réus se não tivesse sido executado, no dia 6 de novembro de 2021.

Investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) indicam que Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, pode ter sido o mandante da morte de Macalé. O contraventor foi preso ontem pelas polícias Federal e Civil do Rio de Janeiro, numa mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

O relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, afirmou no julgamento que condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão — conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) e ex-deputado federal, respectivamente — que Macalé foi vítima de queima de arquivo:

“Macalé foi morto em queima de arquivo, foi assassinado, executado. Não teve infarto, tropeçou na rua, bateu a cabeça e morreu. Foi executado em clara demonstração de queima de arquivo, clássica, histórica e tradicional de organizações criminosas. E como atuam também, infelizmente, as milícias no Rio de Janeiro”, considerou Moraes.

Segundo o delator Ronnie Lessa, Macalé “conhecia muita gente”.

No acordo de colaboração firmado com a Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, Lessa relatou que ele, Macalé e Chiquinho se conheceram em um criatório de pássaros na Praça Seca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

De acordo com as investigações da PF, teria sido Macalé quem apresentou a Lessa a proposta dos irmãos Brazão para matar a vereadora. O ex-PM afirmou que o miliciano, cujo reduto ficava em Osvaldo Cruz, na Zona Norte, chegou a acompanhá-lo no monitoramento da vereadora. Em uma ocasião, segundo o delator, os dois estiveram prestes a executar a parlamentar, mas Macalé teria desistido.

Mesmo assim, Lessa acertou com ele a divisão do que receberia como recompensa pela morte. Segundo o colaborador, ele, o miliciano e os irmãos Brazão seriam sócios em um loteamento na Praça Seca, com cerca de mil unidades. Metade ficaria com os irmãos; a outra parte, com ele e Macalé.

Investigadores buscam esclarecer qual teria sido o interesse de Adilsinho em mandar matar Macalé. Uma das hipóteses é disputa territorial ou rivalidade no comércio ilegal de cigarros paraguaios.

Segundo investigadores, Adilsinho não tolera divisão de lucros nem aproximação de subordinados com rivais. As mortes dos sócios Fabrício Alves Martins de Oliveira e Fábio Alamar Leite, em outubro de 2022, são apontadas como exemplo. Fábio foi assassinado logo após o enterro de Fabrício. A suspeita é que ambos tenham sido executados por transportarem carga de cigarros para um adversário do bicheiro.

Em 20 de dezembro do ano passado, a DHC indiciou Adilsinho e Sem Alma pela morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição, ocorrida em 2023, que também atuava no comércio ilegal de cigarros.

O matador de Adilsinho, Sem Alma, continua foragido da justiça.

Rodapé - brasil

Rio. Um dos citados durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) dos mandantes dos homicídios da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes foi o de Edmilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé.

Miliciano, ele é apontado pelo delator e assassino confesso Ronnie Lessa como intermediário na contratação do crime, e  estaria no banco dos réus se não tivesse sido executado, no dia 6 de novembro de 2021.

Investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) indicam que Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, pode ter sido o mandante da morte de Macalé. O contraventor foi preso ontem pelas polícias Federal e Civil do Rio de Janeiro, numa mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

O relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, afirmou no julgamento que condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão — conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) e ex-deputado federal, respectivamente — que Macalé foi vítima de queima de arquivo:

“Macalé foi morto em queima de arquivo, foi assassinado, executado. Não teve infarto, tropeçou na rua, bateu a cabeça e morreu. Foi executado em clara demonstração de queima de arquivo, clássica, histórica e tradicional de organizações criminosas. E como atuam também, infelizmente, as milícias no Rio de Janeiro”, considerou Moraes.

Segundo o delator Ronnie Lessa, Macalé “conhecia muita gente”.

No acordo de colaboração firmado com a Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, Lessa relatou que ele, Macalé e Chiquinho se conheceram em um criatório de pássaros na Praça Seca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

De acordo com as investigações da PF, teria sido Macalé quem apresentou a Lessa a proposta dos irmãos Brazão para matar a vereadora. O ex-PM afirmou que o miliciano, cujo reduto ficava em Osvaldo Cruz, na Zona Norte, chegou a acompanhá-lo no monitoramento da vereadora. Em uma ocasião, segundo o delator, os dois estiveram prestes a executar a parlamentar, mas Macalé teria desistido.

Mesmo assim, Lessa acertou com ele a divisão do que receberia como recompensa pela morte. Segundo o colaborador, ele, o miliciano e os irmãos Brazão seriam sócios em um loteamento na Praça Seca, com cerca de mil unidades. Metade ficaria com os irmãos; a outra parte, com ele e Macalé.

Investigadores buscam esclarecer qual teria sido o interesse de Adilsinho em mandar matar Macalé. Uma das hipóteses é disputa territorial ou rivalidade no comércio ilegal de cigarros paraguaios.

Segundo investigadores, Adilsinho não tolera divisão de lucros nem aproximação de subordinados com rivais. As mortes dos sócios Fabrício Alves Martins de Oliveira e Fábio Alamar Leite, em outubro de 2022, são apontadas como exemplo. Fábio foi assassinado logo após o enterro de Fabrício. A suspeita é que ambos tenham sido executados por transportarem carga de cigarros para um adversário do bicheiro.

Em 20 de dezembro do ano passado, a DHC indiciou Adilsinho e Sem Alma pela morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição, ocorrida em 2023, que também atuava no comércio ilegal de cigarros.

O matador de Adilsinho, Sem Alma, continua foragido da justiça.

Rodapé - brasil

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