PF: Mensagens em celular de Vorcaro citam ameaças de agressão para intimidar jornalista Lauro Jardim
Operação Compliance Zero. Na decisão que mandou prender o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou haver indícios de que o banqueiro determinou que se forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para “prejudicar violentamente” o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Havia um mandado de […]
PORRedação SRzd4/3/2026|
3 min de leitura
Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução/RecordTV
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Operação Compliance Zero. Na decisão que mandou prender o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou haver indícios de que o banqueiro determinou que se forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para “prejudicar violentamente” o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Vorcaro chegou a ser preso preventivamente no dia 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai, mas foi solto no dia 29 de novembro do mesmo ano.
A corporação encontrou no celular do empresário mensagens que citam uma tentativa de assalto contra o jornalista como forma de intimidação.
“A ideia explicitada na troca de mensagens era primeiro me monitorar, me seguir, descobrir coisas ruins contra mim. Em segundo lugar, simular um assalto e, segundo o próprio Vorcaro, quebrar meus dentes. Foi planejado e dado OK do Vorcaro para que fosse seguido”, disse Jardim à rádio CBN.
Segundo o jornal O Globo, as mensagens apontam que o agressor seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado como “Felipe Mourão” e apelidado de “Sicário”.
Segundo a investigação, ele seria responsável pela coordenação operacional de atividades de vigilância, levantamento de informações e monitoramento de pessoas ligadas a investigações ou críticas ao Banco Master.
O jornalista revelou no ano passado a viagem do ministro Dias Toffoli com um advogado ligado ao caso Master para ver a final da Libertadores no Peru.
A coluna de Jardim também mostrou que, de 2023 a 2024, o patrimônio da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, saltou de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões.
No suposto esquema de ameaça ao jornalista, não há indício de envolvimento dos advogados de Vorcaro, nem a menção a ligações do banqueiro com Toffoli ou Moraes.
Segundo as investigações, mensagens interceptadas revelam um grupo chamado de “A Turma”, liderada por uma pessoa com o apelido “Sicário”, que fez ameaças a integridade física também de outras pessoas.
+ nota na íntegra do jornal O Globo:
“O GLOBO repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público.”
+ Operação Compliance Zero
A medida faz parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que tem como objetivo, investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e quinze de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.
A Justiça também determinou o cumprimento de medidas cautelares, como tornozeleiras eletrônicas, contra outros nomes.
Operação Compliance Zero. Na decisão que mandou prender o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou haver indícios de que o banqueiro determinou que se forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para “prejudicar violentamente” o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Vorcaro chegou a ser preso preventivamente no dia 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai, mas foi solto no dia 29 de novembro do mesmo ano.
A corporação encontrou no celular do empresário mensagens que citam uma tentativa de assalto contra o jornalista como forma de intimidação.
“A ideia explicitada na troca de mensagens era primeiro me monitorar, me seguir, descobrir coisas ruins contra mim. Em segundo lugar, simular um assalto e, segundo o próprio Vorcaro, quebrar meus dentes. Foi planejado e dado OK do Vorcaro para que fosse seguido”, disse Jardim à rádio CBN.
Segundo o jornal O Globo, as mensagens apontam que o agressor seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado como “Felipe Mourão” e apelidado de “Sicário”.
Segundo a investigação, ele seria responsável pela coordenação operacional de atividades de vigilância, levantamento de informações e monitoramento de pessoas ligadas a investigações ou críticas ao Banco Master.
O jornalista revelou no ano passado a viagem do ministro Dias Toffoli com um advogado ligado ao caso Master para ver a final da Libertadores no Peru.
A coluna de Jardim também mostrou que, de 2023 a 2024, o patrimônio da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, saltou de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões.
No suposto esquema de ameaça ao jornalista, não há indício de envolvimento dos advogados de Vorcaro, nem a menção a ligações do banqueiro com Toffoli ou Moraes.
Segundo as investigações, mensagens interceptadas revelam um grupo chamado de “A Turma”, liderada por uma pessoa com o apelido “Sicário”, que fez ameaças a integridade física também de outras pessoas.
+ nota na íntegra do jornal O Globo:
“O GLOBO repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público.”
+ Operação Compliance Zero
A medida faz parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que tem como objetivo, investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e quinze de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.
A Justiça também determinou o cumprimento de medidas cautelares, como tornozeleiras eletrônicas, contra outros nomes.