Viagens pagas e cargos estratégicos: PF detalha relação entre Castro e Vorcaro
Caso Master. A Polícia Federal apontou que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro mantinha um “vínculo pessoal estreito” com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a investigação, a relação entre os dois teria facilitado aportes bilionários do Rioprevidência ao conglomerado financeiro. De acordo com a PF, além de encontros frequentes, […]
PORRedação SRzd26/5/2026|
3 min de leitura
Cláudio Castro. Foto: Governo do Rio de Janeiro/Divulgação
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Caso Master. A Polícia Federal apontou que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro mantinha um “vínculo pessoal estreito” com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a investigação, a relação entre os dois teria facilitado aportes bilionários do Rioprevidência ao conglomerado financeiro.
De acordo com a PF, além de encontros frequentes, Vorcaro também bancava despesas de Castro em viagens ao exterior. Os investigadores afirmam que a proximidade entre o político e o banqueiro foi determinante para o alinhamento necessário à liberação dos investimentos.
Ainda segundo as investigações, a relação entre os dois também teria influenciado a nomeação de dirigentes do Rioprevidência para cargos estratégicos, como presidência, diretoria de investimentos e gerência de investimentos.
Os indicados, segundo a PF, seriam responsáveis por garantir decisões de aplicação de recursos previdenciários em desacordo com normas regulatórias e políticas de investimento, mas alinhadas aos interesses do Banco Master.
Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, destacou que os aportes continuaram mesmo após alertas de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis.
“Os indícios apontam, ainda, para a continuidade das aplicações mesmo diante de alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis”, afirma trecho da decisão.
A investigação faz parte de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura possíveis transferências de recursos públicos do estado do Rio para fundos ligados ao Banco Master. Segundo a PF, cerca de R$ 3 bilhões teriam sido direcionados ao conglomerado financeiro por meio de operações envolvendo o Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentados e pensionistas do estado.
Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que Cláudio Castro é alvo de buscas da Polícia Federal. Em 15 de maio, durante a Operação Sem Refino, agentes apreenderam um celular e um tablet do ex-governador.
Ao todo, a PF cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Entre os alvos está a cobertura de luxo onde Castro mora, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.
Em nota, a defesa de Cláudio Castro informou que as buscas ocorreram “sem qualquer intercorrência” e afirmou que o ex-governador colaborou com os agentes durante toda a operação. Segundo o advogado Carlo Luchione, a defesa ainda analisa a decisão do STF para definir quais medidas serão adotadas.
Caso Master. A Polícia Federal apontou que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro mantinha um “vínculo pessoal estreito” com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a investigação, a relação entre os dois teria facilitado aportes bilionários do Rioprevidência ao conglomerado financeiro.
De acordo com a PF, além de encontros frequentes, Vorcaro também bancava despesas de Castro em viagens ao exterior. Os investigadores afirmam que a proximidade entre o político e o banqueiro foi determinante para o alinhamento necessário à liberação dos investimentos.
Ainda segundo as investigações, a relação entre os dois também teria influenciado a nomeação de dirigentes do Rioprevidência para cargos estratégicos, como presidência, diretoria de investimentos e gerência de investimentos.
Os indicados, segundo a PF, seriam responsáveis por garantir decisões de aplicação de recursos previdenciários em desacordo com normas regulatórias e políticas de investimento, mas alinhadas aos interesses do Banco Master.
Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, destacou que os aportes continuaram mesmo após alertas de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis.
“Os indícios apontam, ainda, para a continuidade das aplicações mesmo diante de alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis”, afirma trecho da decisão.
A investigação faz parte de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura possíveis transferências de recursos públicos do estado do Rio para fundos ligados ao Banco Master. Segundo a PF, cerca de R$ 3 bilhões teriam sido direcionados ao conglomerado financeiro por meio de operações envolvendo o Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentados e pensionistas do estado.
Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que Cláudio Castro é alvo de buscas da Polícia Federal. Em 15 de maio, durante a Operação Sem Refino, agentes apreenderam um celular e um tablet do ex-governador.
Ao todo, a PF cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Entre os alvos está a cobertura de luxo onde Castro mora, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.
Em nota, a defesa de Cláudio Castro informou que as buscas ocorreram “sem qualquer intercorrência” e afirmou que o ex-governador colaborou com os agentes durante toda a operação. Segundo o advogado Carlo Luchione, a defesa ainda analisa a decisão do STF para definir quais medidas serão adotadas.