Caso Henry Borel: mãe e padrasto vão a júri popular no Rio nesta segunda-feira
Caso Henry Borel. Serão julgados nesta segunda-feira (23), pela 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, pela morte de Henry Borel, encontrado morto há cinco anos com sinais de violência em um apartamento na Barra da Tijuca. Os […]
PORRedação SRzd23/3/2026|
3 min de leitura
Henry Borel. Foto: Reprodução/Youtube/ Agência Senado
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Caso Henry Borel. Serão julgados nesta segunda-feira (23), pela 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, pela morte de Henry Borel, encontrado morto há cinco anos com sinais de violência em um apartamento na Barra da Tijuca.
Os dois, mãe e padrastro do garoto, são réus pelo assassinato. As defesas sustentam que Henry morreu por acidente e alegam haver erros nos laudos no corpo do menino.
Presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro, a audiência acontece às 9h, no centro da cidade e julgará ação de homicídio qualificado, além de crimes de tortura e falsidade ideológica.
A acusação quer condená-los a 35 anos de prisão. A expectativa é que a sessão dure no mínimo dez dias, pois só de depoimentos estão previstos os das 26 testemunhas e os dos 2 réus.
A denúncia aponta que, na madrugada do dia 8 de março de 2021, Jairo teria causado, de forma consciente, lesões corporais que resultaram na morte de Henry. Ele responde por homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Ainda segundo o documento, Monique Medeiros teria se omitido de sua responsabilidade, também qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa, contribuindo para a consumação do homicídio do próprio filho.
Em ambos os casos, há agravante pelo fato de a vítima ter menos de 14 anos. Os dois também são acusados de coação no curso do processo.
De acordo com o Ministério Público, um mês antes do crime, que gerou grande repercusão nacional, em três ocasiões diferentes, Jairo submeteu o menino a sofrimento físico e mental com o uso de violência.
De acordo com laudo do Instituto Médico Legal, Henry deu entrada já sem vida em um hospital com múltiplas lesões, incluindo hemorragia interna causada por ação contundente. Segundo o laudo de necropsia, a criança sofreu 23 lesões na madrugada em que morreu.
A Polícia Civil indiciou Jairinho por tortura e o responsabilizou pela morte do enteado. Assim como Jairinho, ela alega ser inocente.
O Ministério Público sustenta que o padrasto foi o autor das agressões e que a mãe tinha conhecimento dos fatos, mas não agiu para impedir.
A defesa dos réus nega as acusações. Jairinho afirma que a morte foi acidental, enquanto a defesa de Monique alega que ela vivia um relacionamento abusivo.
Ambos estão presos no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Monique está detida no Instituto Penal Talavera Bruce, uma das maiores unidades prisionais femininas do estado. Já Jairo está no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8.
Em entrevista à Itatiaia, o advogado Fabiano Lopes, um dos responsáveis pela defesa de Dr. Jairinho, disse ter “total convicção” da inocência do cliente e ter uma nova versão para a morte de Henry.
“Eu tenho total convicção que o Jairinho é inocente. A gente sabe porque essa criança morreu. Nós não vamos adiantar agora porque é a única coisa que nós ainda não levamos ao processo”, disse.
Caso Henry Borel. Serão julgados nesta segunda-feira (23), pela 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, pela morte de Henry Borel, encontrado morto há cinco anos com sinais de violência em um apartamento na Barra da Tijuca.
Os dois, mãe e padrastro do garoto, são réus pelo assassinato. As defesas sustentam que Henry morreu por acidente e alegam haver erros nos laudos no corpo do menino.
Presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro, a audiência acontece às 9h, no centro da cidade e julgará ação de homicídio qualificado, além de crimes de tortura e falsidade ideológica.
A acusação quer condená-los a 35 anos de prisão. A expectativa é que a sessão dure no mínimo dez dias, pois só de depoimentos estão previstos os das 26 testemunhas e os dos 2 réus.
A denúncia aponta que, na madrugada do dia 8 de março de 2021, Jairo teria causado, de forma consciente, lesões corporais que resultaram na morte de Henry. Ele responde por homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Ainda segundo o documento, Monique Medeiros teria se omitido de sua responsabilidade, também qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa, contribuindo para a consumação do homicídio do próprio filho.
Em ambos os casos, há agravante pelo fato de a vítima ter menos de 14 anos. Os dois também são acusados de coação no curso do processo.
De acordo com o Ministério Público, um mês antes do crime, que gerou grande repercusão nacional, em três ocasiões diferentes, Jairo submeteu o menino a sofrimento físico e mental com o uso de violência.
De acordo com laudo do Instituto Médico Legal, Henry deu entrada já sem vida em um hospital com múltiplas lesões, incluindo hemorragia interna causada por ação contundente. Segundo o laudo de necropsia, a criança sofreu 23 lesões na madrugada em que morreu.
A Polícia Civil indiciou Jairinho por tortura e o responsabilizou pela morte do enteado. Assim como Jairinho, ela alega ser inocente.
O Ministério Público sustenta que o padrasto foi o autor das agressões e que a mãe tinha conhecimento dos fatos, mas não agiu para impedir.
A defesa dos réus nega as acusações. Jairinho afirma que a morte foi acidental, enquanto a defesa de Monique alega que ela vivia um relacionamento abusivo.
Ambos estão presos no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Monique está detida no Instituto Penal Talavera Bruce, uma das maiores unidades prisionais femininas do estado. Já Jairo está no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8.
Em entrevista à Itatiaia, o advogado Fabiano Lopes, um dos responsáveis pela defesa de Dr. Jairinho, disse ter “total convicção” da inocência do cliente e ter uma nova versão para a morte de Henry.
“Eu tenho total convicção que o Jairinho é inocente. A gente sabe porque essa criança morreu. Nós não vamos adiantar agora porque é a única coisa que nós ainda não levamos ao processo”, disse.