Cerca de 4 milhões de moradores do Grande Rio vivem sob controle ou influência de grupos armados
Rio. O Instituto Fogo Cruzado, em parceria com o GENI/UFF, lançou a atualização mais ambiciosa do Mapa Histórico dos Grupos Armados no Rio de Janeiro. O estudo traz dados inéditos sobre a evolução do crime organizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro entre os anos de 2007 e 2024. Os números revelam uma realidade […]
PORRedação SRzd8/12/2025|
2 min de leitura
Governos Federal e do Rio anunciam escritório emergencial de combate ao crime organizado
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Rio. O Instituto Fogo Cruzado, em parceria com o GENI/UFF, lançou a atualização mais ambiciosa do Mapa Histórico dos Grupos Armados no Rio de Janeiro.
O estudo traz dados inéditos sobre a evolução do crime organizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro entre os anos de 2007 e 2024.
Os números revelam uma realidade urgente: hoje, cerca de 4 milhões de moradores do Grande Rio vivem sob controle ou influência de grupos armados.
Isso representa 35% da população da região e 18% de toda a sua superfície urbanizada habitada. Em dezoito anos, a área submetida a algum tipo de domínio armado cresceu 130%.
Para entender a complexidade atual, o novo Mapa inova ao classificar a presença desses grupos em dois níveis: controle (domínio consolidado, onde o grupo dita condutas e extrai recursos) e influência (presença parcial ou intermitente).
Essa distinção nos permitiu identificar uma mudança na segurança pública. Durante anos, as milícias cresceram através da “colonização” de áreas menos densas. Os dados mais atuais mostram que os grupos têm se valido mais da “conquista” para crescer, que é quando uma facção ou milícia precisa tomar a área do outro na base da força. O resultado prático dessa mudança é o aumento de tiroteios e da insegurança em áreas densamente povoadas.
O cenário de 2024 mostra uma divisão clara:
Em território: as milícias mantêm a maior extensão, com controle ou influência sobre 49,4% das áreas dominadas;
Em população: o Comando Vermelho lidera, dominando cerca de 1,6 milhão de habitantes (47,2% da população sob controle armado).
O relatório também escancara as desigualdades estruturais, porque pela primeira vez cruzamos controle armado com dados do Censo Demográfico de 2022.
O resultado confirmou uma intuição antiga das periferias, agora com números precisos. Na capital, por exemplo, a renda média de quem vive em áreas sob controle armado (R$ 1.267) é quase três vezes menor do que a de moradores de áreas sem controle (R$ 3.521).
Rio. O Instituto Fogo Cruzado, em parceria com o GENI/UFF, lançou a atualização mais ambiciosa do Mapa Histórico dos Grupos Armados no Rio de Janeiro.
O estudo traz dados inéditos sobre a evolução do crime organizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro entre os anos de 2007 e 2024.
Os números revelam uma realidade urgente: hoje, cerca de 4 milhões de moradores do Grande Rio vivem sob controle ou influência de grupos armados.
Isso representa 35% da população da região e 18% de toda a sua superfície urbanizada habitada. Em dezoito anos, a área submetida a algum tipo de domínio armado cresceu 130%.
Para entender a complexidade atual, o novo Mapa inova ao classificar a presença desses grupos em dois níveis: controle (domínio consolidado, onde o grupo dita condutas e extrai recursos) e influência (presença parcial ou intermitente).
Essa distinção nos permitiu identificar uma mudança na segurança pública. Durante anos, as milícias cresceram através da “colonização” de áreas menos densas. Os dados mais atuais mostram que os grupos têm se valido mais da “conquista” para crescer, que é quando uma facção ou milícia precisa tomar a área do outro na base da força. O resultado prático dessa mudança é o aumento de tiroteios e da insegurança em áreas densamente povoadas.
O cenário de 2024 mostra uma divisão clara:
Em território: as milícias mantêm a maior extensão, com controle ou influência sobre 49,4% das áreas dominadas;
Em população: o Comando Vermelho lidera, dominando cerca de 1,6 milhão de habitantes (47,2% da população sob controle armado).
O relatório também escancara as desigualdades estruturais, porque pela primeira vez cruzamos controle armado com dados do Censo Demográfico de 2022.
O resultado confirmou uma intuição antiga das periferias, agora com números precisos. Na capital, por exemplo, a renda média de quem vive em áreas sob controle armado (R$ 1.267) é quase três vezes menor do que a de moradores de áreas sem controle (R$ 3.521).