Governo do Rio bloqueia mais de R$ 65 mi em operação contra rede de apostas e lavagem de dinheiro

  • Icon instagram_blue
  • Icon youtube_blue
  • Icon x_blue
  • Icon facebook_blue
  • Icon google_blue

Rio. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Polícia Civil, deflagrou, nesta quinta-feira (16), a Operação Banca Suja, para desarticular uma organização criminosa responsável por um esquema milionário de apostas on-line, fraudes e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 130 milhões em três anos. […]

POR Redação SRzd 16/10/2025| 3 min de leitura

Polícia Civil. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Polícia Civil. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

| Siga-nos Google News

Rio. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Polícia Civil, deflagrou, nesta quinta-feira (16), a Operação Banca Suja, para desarticular uma organização criminosa responsável por um esquema milionário de apostas on-line, fraudes e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 130 milhões em três anos. A ação determinou o bloqueio de R$ 65 milhões em contas bancárias e na apreensão de R$ 2,2 milhões em bens, incluindo oito automóveis. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital, em Duque de Caxias e Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

“O combate ao crime organizado é prioridade absoluta. Quando o Estado age com inteligência, tecnologia e integração, ele consegue enfraquecer a base financeira das facções e impedir que o dinheiro do crime continue circulando”, disse o governador Cláudio Castro.

De acordo com a Polícia Civil, a operação integra a política institucional de seguir o dinheiro (“follow the money”), estratégia que visa atacar os alicerces econômicos das organizações criminosas, interromper fluxos financeiros ilícitos e recuperar ativos para o Estado. O foco é proteger consumidores de fraudes, descapitalizar facções e enfraquecer o financiamento de atividades ilegais na Baixada e na capital.

“Ao seguir o dinheiro e atacar os fluxos financeiros, a Polícia Civil vai além da repressão direta e enfraquece as estruturas econômicas que sustentam redes criminosas. Isso corrige desequilíbrios e protege as empresas que atuam de forma legal”, explica o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

As investigações identificaram vínculos entre o grupo e a máfia do cigarro, além de conexões com uma das maiores facções criminosas que atuam no estado. Também foi identificado que as empresas que comercializam filtros de cigarro recebiam transferências suspeitas de pessoas jurídicas ligadas ao núcleo principal. O esquema demonstrava um alto nível de articulação interestadual e nacional, incomum no estado.

“Operações como esta, que resultam no bloqueio de dezenas de milhões de reais, têm papel fundamental: o dinheiro recuperado pode ser revertido em favor da própria Polícia Civil, fortalecendo o combate ao crime organizado e enfraquecendo as facções”, ressalta o diretor do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), delegado Henrique Damasceno.

De acordo com os investigadores, o grupo utilizava empresas de fachada, transações fracionadas e operações simuladas para mascarar a origem ilícita dos valores. Além dos crimes financeiros, há indícios de envolvimento dos investigados em homicídios de desafetos e concorrentes, como forma de manter o controle sobre territórios e negócios ilegais.

“Identificamos empresas que movimentaram milhões em poucos meses, com o objetivo de dar aparência de legalidade a recursos criminosos. Essa distorção prejudica o mercado legítimo e distorce a concorrência”, explicou o delegado Renan Mello, da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD).

Rodapé - brasil

Rio. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Polícia Civil, deflagrou, nesta quinta-feira (16), a Operação Banca Suja, para desarticular uma organização criminosa responsável por um esquema milionário de apostas on-line, fraudes e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 130 milhões em três anos. A ação determinou o bloqueio de R$ 65 milhões em contas bancárias e na apreensão de R$ 2,2 milhões em bens, incluindo oito automóveis. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital, em Duque de Caxias e Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

“O combate ao crime organizado é prioridade absoluta. Quando o Estado age com inteligência, tecnologia e integração, ele consegue enfraquecer a base financeira das facções e impedir que o dinheiro do crime continue circulando”, disse o governador Cláudio Castro.

De acordo com a Polícia Civil, a operação integra a política institucional de seguir o dinheiro (“follow the money”), estratégia que visa atacar os alicerces econômicos das organizações criminosas, interromper fluxos financeiros ilícitos e recuperar ativos para o Estado. O foco é proteger consumidores de fraudes, descapitalizar facções e enfraquecer o financiamento de atividades ilegais na Baixada e na capital.

“Ao seguir o dinheiro e atacar os fluxos financeiros, a Polícia Civil vai além da repressão direta e enfraquece as estruturas econômicas que sustentam redes criminosas. Isso corrige desequilíbrios e protege as empresas que atuam de forma legal”, explica o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

As investigações identificaram vínculos entre o grupo e a máfia do cigarro, além de conexões com uma das maiores facções criminosas que atuam no estado. Também foi identificado que as empresas que comercializam filtros de cigarro recebiam transferências suspeitas de pessoas jurídicas ligadas ao núcleo principal. O esquema demonstrava um alto nível de articulação interestadual e nacional, incomum no estado.

“Operações como esta, que resultam no bloqueio de dezenas de milhões de reais, têm papel fundamental: o dinheiro recuperado pode ser revertido em favor da própria Polícia Civil, fortalecendo o combate ao crime organizado e enfraquecendo as facções”, ressalta o diretor do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), delegado Henrique Damasceno.

De acordo com os investigadores, o grupo utilizava empresas de fachada, transações fracionadas e operações simuladas para mascarar a origem ilícita dos valores. Além dos crimes financeiros, há indícios de envolvimento dos investigados em homicídios de desafetos e concorrentes, como forma de manter o controle sobre territórios e negócios ilegais.

“Identificamos empresas que movimentaram milhões em poucos meses, com o objetivo de dar aparência de legalidade a recursos criminosos. Essa distorção prejudica o mercado legítimo e distorce a concorrência”, explicou o delegado Renan Mello, da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD).

Rodapé - brasil

Notícias Relacionadas

Ver tudo
AeroFla termina em confusão entre torcedores do Fla e polícia; bombas de efeito moral e tiros de borracha

Rio. Centenas de torcedores do Flamengo acompanharam, nesta quarta-feira (26), o embarque da delegação para a final da Copa Libertadores. Na reta final da concentração popular, confusão. Policiais militares atiraram balas de borracha e bombas de efeito moral e lançaram gás de pimenta. Os ônibus saíram do Ninho do Urubu, em Vargem Grande, às 14h15 […]

AeroFla termina em confusão entre torcedores do Fla e polícia; bombas de efeito moral e tiros de borracha

2 min de leitura