Mãe de morto questiona operação no Rio: ‘Arrancaram o braço dele’

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Rio. A cena dos corpos enfileirados na Praça São Lucas, no complexo da Penha, na manhã de quarta-feira (29), correram o Brasil e o mundo. Ao lado das dezenas de homens mortos durante a Operação Contenção, realizada pelas polícias Civil e Militar, estavam familiares, em sua maioria mulheres. Mães, irmãs e esposas que choravam ao […]

POR Redação SRzd 30/10/2025| 3 min de leitura

Moradora protesta na comunidade da Vila da Penha. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Moradora protesta na comunidade da Vila da Penha. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Rio. A cena dos corpos enfileirados na Praça São Lucas, no complexo da Penha, na manhã de quarta-feira (29), correram o Brasil e o mundo.

Ao lado das dezenas de homens mortos durante a Operação Contenção, realizada pelas polícias Civil e Militar, estavam familiares, em sua maioria mulheres. Mães, irmãs e esposas que choravam ao redor dos corpos e questionavam a ação do Estado.

Uma delas era Elieci Santana, 58 anos, dona de casa. Ela conta que o filho Fábio Francisco Santana, de 36 anos, mandou mensagem dizendo que estava se entregando e compartilhando sua localização.

“Meu filho se entregou, saiu algemado. E arrancaram o braço dele no lugar da algema”, disse ela para a reportagem da Agência Brasil.

O relato de que muitos foram mortos mesmo depois de terem sido rendidos era comum entre as famílias que acompanhavam a movimentação na praça. Os corpos foram trazidos pelos próprios moradores, na caçamba dos carros, durante a madrugada.

O Instituto Médico Legal montou uma força tarefa para realizar a identificação dos corpos.

Moradores protestam contra execuções na comunidade da Vila da Penha. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Moradores protestam contra execuções na comunidade da Vila da Penha. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Quando uma chora, todas choram”

Mães de mortos na operação realizaram um protesto, nesta quarta-feira (29), em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul da cidade, sede do Governo do Estado, como forma de prestar solidariedade.

O ato contou com outras mulheres de comunidades do Rio, algumas ainda buscando informações sobre familiares que estiveram envolvidos na ação policial.

Mais cedo, o governador Cláudio Castro solidarizou-se apenas com as famílias dos quatro policiais mortos durante a operação, que superou as operações anteriores no Jacarezinho (2021), com 28 mortos, e na Vila Cruzeiro (2022), com 24 óbitos, ambas realizadas no governo Castro.

Ação policial mais letal da história

A megaoperação, que aconteceu nos complexos da Penha e do Alemão, tinha como objetivo conter o avanço do Comando Vermelho (CV) no estado. Até a publicação desta reportagem, foram contabilizados 121 óbitos.

O Governo do Rio considerou a ação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência à operação, e aqueles que se entregaram foram presos. No total, 113 pessoas foram detidas.

+ Governos anunciam escritório emergencial de combate ao crime organizado

Rodapé - brasil

Rio. A cena dos corpos enfileirados na Praça São Lucas, no complexo da Penha, na manhã de quarta-feira (29), correram o Brasil e o mundo.

Ao lado das dezenas de homens mortos durante a Operação Contenção, realizada pelas polícias Civil e Militar, estavam familiares, em sua maioria mulheres. Mães, irmãs e esposas que choravam ao redor dos corpos e questionavam a ação do Estado.

Uma delas era Elieci Santana, 58 anos, dona de casa. Ela conta que o filho Fábio Francisco Santana, de 36 anos, mandou mensagem dizendo que estava se entregando e compartilhando sua localização.

“Meu filho se entregou, saiu algemado. E arrancaram o braço dele no lugar da algema”, disse ela para a reportagem da Agência Brasil.

O relato de que muitos foram mortos mesmo depois de terem sido rendidos era comum entre as famílias que acompanhavam a movimentação na praça. Os corpos foram trazidos pelos próprios moradores, na caçamba dos carros, durante a madrugada.

O Instituto Médico Legal montou uma força tarefa para realizar a identificação dos corpos.

Moradores protestam contra execuções na comunidade da Vila da Penha. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Moradores protestam contra execuções na comunidade da Vila da Penha. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Quando uma chora, todas choram”

Mães de mortos na operação realizaram um protesto, nesta quarta-feira (29), em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul da cidade, sede do Governo do Estado, como forma de prestar solidariedade.

O ato contou com outras mulheres de comunidades do Rio, algumas ainda buscando informações sobre familiares que estiveram envolvidos na ação policial.

Mais cedo, o governador Cláudio Castro solidarizou-se apenas com as famílias dos quatro policiais mortos durante a operação, que superou as operações anteriores no Jacarezinho (2021), com 28 mortos, e na Vila Cruzeiro (2022), com 24 óbitos, ambas realizadas no governo Castro.

Ação policial mais letal da história

A megaoperação, que aconteceu nos complexos da Penha e do Alemão, tinha como objetivo conter o avanço do Comando Vermelho (CV) no estado. Até a publicação desta reportagem, foram contabilizados 121 óbitos.

O Governo do Rio considerou a ação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência à operação, e aqueles que se entregaram foram presos. No total, 113 pessoas foram detidas.

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