RIO: Cláudio Castro vai deixar o governo para tentar fugir da cassação
Rio. O chefe da Casa Civil do governo do Estado do Rio de Janeiro, secretário Nicola Miccione, afirmou ao globo.com, nesta sexta-feira (20), que o governador Cláudio Castro (PL) vai deixar o cargo na próxima segunda-feira (23). A renúncia seria uma possível estratégia diante do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia cassá-lo e […]
PORRedação SRzd20/3/2026|
2 min de leitura
Cláudio Castro. Foto: Governo do Rio de Janeiro/Divulgação
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Rio. O chefe da Casa Civil do governo do Estado do Rio de Janeiro, secretário Nicola Miccione, afirmou ao globo.com, nesta sexta-feira (20), que o governador Cláudio Castro (PL) vai deixar o cargo na próxima segunda-feira (23).
A renúncia seria uma possível estratégia diante do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia cassá-lo e torná-lo inelegível por 8 anos. O placar estava em 2 a 0 pela perda do mandato até o pedido de vista do ministro Nunes Marques.
A chapa de Castro é investigada por abuso de poder político e econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral. As suspeitas envolvem a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com a contratação de milhares de pessoas sem concurso e o uso de programas públicos com finalidade eleitoral.
Mas Castro também já tinha manifestado a intenção de concorrer ao Senado Federal, o que o obrigaria a se desincompatibilizar até 4 de abril. Hoje, Castro exonerou 11 secretários que vão concorrer a algum cargo em outubro.
O julgamento no TSE será retomado na terça-feira (24).
A equipe jurídica do governador sustenta que, se Castro deixasse o cargo voluntariamente antes da conclusão do processo, a ação eleitoral perderia o objeto.
O advogado Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral, a renúncia não interrompe o processo caso fique comprovada a participação direta do político nas irregularidades.
“Ele não seria cassado em sentido estrito com essa renúncia, porém a inelegibilidade permaneceria hígida. Seguindo os votos que já foram proferidos, a sanção de inelegibilidade seria imposta a ele, considerando que ele teria participado direta ou ativamente dos ilícitos. O processo vai seguir tendo em vista a sanção de inelegibilidade. Então, no fim das contas, não adiantaria nada”, explica Barcelos.
Rio. O chefe da Casa Civil do governo do Estado do Rio de Janeiro, secretário Nicola Miccione, afirmou ao globo.com, nesta sexta-feira (20), que o governador Cláudio Castro (PL) vai deixar o cargo na próxima segunda-feira (23).
A renúncia seria uma possível estratégia diante do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia cassá-lo e torná-lo inelegível por 8 anos. O placar estava em 2 a 0 pela perda do mandato até o pedido de vista do ministro Nunes Marques.
A chapa de Castro é investigada por abuso de poder político e econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral. As suspeitas envolvem a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com a contratação de milhares de pessoas sem concurso e o uso de programas públicos com finalidade eleitoral.
Mas Castro também já tinha manifestado a intenção de concorrer ao Senado Federal, o que o obrigaria a se desincompatibilizar até 4 de abril. Hoje, Castro exonerou 11 secretários que vão concorrer a algum cargo em outubro.
O julgamento no TSE será retomado na terça-feira (24).
A equipe jurídica do governador sustenta que, se Castro deixasse o cargo voluntariamente antes da conclusão do processo, a ação eleitoral perderia o objeto.
O advogado Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral, a renúncia não interrompe o processo caso fique comprovada a participação direta do político nas irregularidades.
“Ele não seria cassado em sentido estrito com essa renúncia, porém a inelegibilidade permaneceria hígida. Seguindo os votos que já foram proferidos, a sanção de inelegibilidade seria imposta a ele, considerando que ele teria participado direta ou ativamente dos ilícitos. O processo vai seguir tendo em vista a sanção de inelegibilidade. Então, no fim das contas, não adiantaria nada”, explica Barcelos.