Rio. O corpo do vendedor de queijos Bruno Paixão, de 36 anos, foi identificado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Relatos apontam que ele teria sido atingido por disparos e logo em seguida alojado em um blindado, por policiais militares, durante uma operação no Complexo da Maré, na manhã de quarta-feira (26). O comerciante deixou […]
PORRedação SRzd27/11/2025|
2 min de leitura
Kombi com o para-brisa perfurado por diversos tiros. Reprodução de vídeo
| Siga-nos
Rio. O corpo do vendedor de queijos Bruno Paixão, de 36 anos, foi identificado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Relatos apontam que ele teria sido atingido por disparos e logo em seguida alojado em um blindado, por policiais militares, durante uma operação no Complexo da Maré, na manhã de quarta-feira (26). O comerciante deixou a esposa e três filhos.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) informou que Bruno foi reconhecido ainda na quarta e levado para o Instituto Médico Legal (IML). Após a procura que ultrapassou nove horas, a família do vendedor foi comunicada que ele havia sido encontrado sem vida.
As buscas de amigos e familiares aconteceram na 21º DP (Bonsucesso), pela Cidade da Polícia, unidades hospitalares, como Hospital Getúlio Vargas, na Penha, e o Hospital Geral de Bonsucesso. Além disso, realizaram um protesto na Linha Amarela, próximo a Vila do João.
O comerciante era muito conhecido na comunidade da Maré por dar sequência a tradição da família em vender queijos e doces. O dia de trabalho de Bruno começava cedo ao lado de sua Kombi branca.
Nas redes sociais, imagens revelam a Kombi com o para-brisa perfurado por diversos tiros.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania da Alerj (CDDHC) está em contato com a família de Bruno Paixão e se colocou à disposição para atendimento.
“A família relata que Bruno estava trabalhando na kombi que foi alvejada, ainda cheia de queijos e doces. É inaceitável que trabalhadores continuem expostos a operações que resultam em mortes e violações de direitos. Garantir dignidade e proteger vidas deve ser o ponto de partida de qualquer política de segurança. Seguiremos ao lado da família, cobrando rigor na apuração, além da busca imediata pelo corpo”, afirmou a deputada Dani Monteiro, presidente da CDDHC.
Durante a tarde, a Comissão enviou ofícios ao Ministério Público, à Secretaria de Estado de Segurança Pública e à SEPOL solicitando esclarecimentos sobre os objetivos, protocolos adotados e critérios operacionais na ação que deixou ao menos três mortos e uma criança baleada. “A CDDHC continuará acompanhando os desdobramentos da operação, exigindo transparência dos órgãos envolvidos'”, informou a comissão em nota ao SRzd.
Rio. O corpo do vendedor de queijos Bruno Paixão, de 36 anos, foi identificado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Relatos apontam que ele teria sido atingido por disparos e logo em seguida alojado em um blindado, por policiais militares, durante uma operação no Complexo da Maré, na manhã de quarta-feira (26). O comerciante deixou a esposa e três filhos.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) informou que Bruno foi reconhecido ainda na quarta e levado para o Instituto Médico Legal (IML). Após a procura que ultrapassou nove horas, a família do vendedor foi comunicada que ele havia sido encontrado sem vida.
As buscas de amigos e familiares aconteceram na 21º DP (Bonsucesso), pela Cidade da Polícia, unidades hospitalares, como Hospital Getúlio Vargas, na Penha, e o Hospital Geral de Bonsucesso. Além disso, realizaram um protesto na Linha Amarela, próximo a Vila do João.
O comerciante era muito conhecido na comunidade da Maré por dar sequência a tradição da família em vender queijos e doces. O dia de trabalho de Bruno começava cedo ao lado de sua Kombi branca.
Nas redes sociais, imagens revelam a Kombi com o para-brisa perfurado por diversos tiros.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania da Alerj (CDDHC) está em contato com a família de Bruno Paixão e se colocou à disposição para atendimento.
“A família relata que Bruno estava trabalhando na kombi que foi alvejada, ainda cheia de queijos e doces. É inaceitável que trabalhadores continuem expostos a operações que resultam em mortes e violações de direitos. Garantir dignidade e proteger vidas deve ser o ponto de partida de qualquer política de segurança. Seguiremos ao lado da família, cobrando rigor na apuração, além da busca imediata pelo corpo”, afirmou a deputada Dani Monteiro, presidente da CDDHC.
Durante a tarde, a Comissão enviou ofícios ao Ministério Público, à Secretaria de Estado de Segurança Pública e à SEPOL solicitando esclarecimentos sobre os objetivos, protocolos adotados e critérios operacionais na ação que deixou ao menos três mortos e uma criança baleada. “A CDDHC continuará acompanhando os desdobramentos da operação, exigindo transparência dos órgãos envolvidos'”, informou a comissão em nota ao SRzd.