Rio: Padre se recusa a dizer nome de bebê em batismo e gera revolta

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Rio. Uma cerimônia de batismo em uma Igreja Católica no Leblon, está dando o que falar e virou caso de polícia. A família da menina Yaminah afirma que o padre responsável se recusou a pronunciar o nome da criança, alegando suposta ligação com um culto religioso. Os pais, David Fernandes e Marcelle Turan, explicaram que […]

POR Redação SRzd 27/8/2025| 2 min de leitura

Batizado em Igreja Católica do Leblon. Foto: Reprodução de vídeo

Batizado em Igreja Católica do Leblon. Foto: Reprodução de vídeo

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Rio. Uma cerimônia de batismo em uma Igreja Católica no Leblon, está dando o que falar e virou caso de polícia.

A família da menina Yaminah afirma que o padre responsável se recusou a pronunciar o nome da criança, alegando suposta ligação com um culto religioso.

Os pais, David Fernandes e Marcelle Turan, explicaram que enviaram toda a documentação exigida e participaram do curso de preparação. Porém, minutos antes da celebração, o religioso chamou a avó da criança e comunicou que não mencionaria o nome escolhido.

“Ele falou que o nome dela estava ligado a um culto religioso e que, por isso, não falaria”, contou a mãe, revoltada com a situação.

Durante a cerimônia, realizada na Paróquia Santos Anjos, o padre, que segundo a TV Globo se chama Vagner Augusto, se referiu a bebê apenas como “a criança” ou “a filha de vocês”.

Boletim de ocorrência

Os familiares, que fizeram um boletim de ocorrência, explicaram ao G1 que o nome foi escolhido com esmero. Yaminah, um nome de origem árabe, carrega significados poderosos como justiça, prosperidade e direção.

O caso foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância como discriminação por religião, cor ou raça.

De acordo com o Código de Direito Canônico da Igreja Católica, apesar de haver uma recomendação para evitar nomes alheios ao sentido cristão, o batismo é feito independentemente do nome.

O que diz a Igreja

A Arquidiocese do Rio informou em nota que o sacramento foi realizado corretamente e que o nome da criança não é citado em todos os momentos da celebração, apenas em pontos específicos da liturgia, ressaltando ainda que os padres podem oferecer orientações pastorais sobre os nomes, mas jamais recusar o sacramento.

Segundo o posicionamento, o ritual foi seguido fielmente com o nome desejado pela família sendo devidamente pronunciado e registrado no livro paroquial bem como na lembrança de batismo entregue aos pais.

A instituição concluiu repudiando “qualquer forma de discriminação” e reafirmou o compromisso com diálogo, acolhimento e o respeito à diversidade cultural.

Rodapé - brasil

Rio. Uma cerimônia de batismo em uma Igreja Católica no Leblon, está dando o que falar e virou caso de polícia.

A família da menina Yaminah afirma que o padre responsável se recusou a pronunciar o nome da criança, alegando suposta ligação com um culto religioso.

Os pais, David Fernandes e Marcelle Turan, explicaram que enviaram toda a documentação exigida e participaram do curso de preparação. Porém, minutos antes da celebração, o religioso chamou a avó da criança e comunicou que não mencionaria o nome escolhido.

“Ele falou que o nome dela estava ligado a um culto religioso e que, por isso, não falaria”, contou a mãe, revoltada com a situação.

Durante a cerimônia, realizada na Paróquia Santos Anjos, o padre, que segundo a TV Globo se chama Vagner Augusto, se referiu a bebê apenas como “a criança” ou “a filha de vocês”.

Boletim de ocorrência

Os familiares, que fizeram um boletim de ocorrência, explicaram ao G1 que o nome foi escolhido com esmero. Yaminah, um nome de origem árabe, carrega significados poderosos como justiça, prosperidade e direção.

O caso foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância como discriminação por religião, cor ou raça.

De acordo com o Código de Direito Canônico da Igreja Católica, apesar de haver uma recomendação para evitar nomes alheios ao sentido cristão, o batismo é feito independentemente do nome.

O que diz a Igreja

A Arquidiocese do Rio informou em nota que o sacramento foi realizado corretamente e que o nome da criança não é citado em todos os momentos da celebração, apenas em pontos específicos da liturgia, ressaltando ainda que os padres podem oferecer orientações pastorais sobre os nomes, mas jamais recusar o sacramento.

Segundo o posicionamento, o ritual foi seguido fielmente com o nome desejado pela família sendo devidamente pronunciado e registrado no livro paroquial bem como na lembrança de batismo entregue aos pais.

A instituição concluiu repudiando “qualquer forma de discriminação” e reafirmou o compromisso com diálogo, acolhimento e o respeito à diversidade cultural.

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