Socióloga cita falta de planejamento e execuções sumárias em Operação no RIO: ‘Vergonha mundial’

  • Icon instagram_blue
  • Icon youtube_blue
  • Icon x_blue
  • Icon facebook_blue
  • Icon google_blue

Rio. A ação mais letal da história do Rio de Janeiro terminou com dezenas de mortos e contou com 2,5 mil agentes. Sessenta e quatro mortes foram confirmadas pelo governo fluminense, porém, mais de 50 corpos, fora dos números oficiais, foram levados para uma praça na Zona Norte do Rio. Em entrevista ao Jornal da […]

POR Redação SRzd 29/10/2025| 2 min de leitura

Operação contenção no RIO deixa dezenas de mortos

Operação contenção no RIO deixa dezenas de mortos

| Siga-nos Google News

Rio. A ação mais letal da história do Rio de Janeiro terminou com dezenas de mortos e contou com 2,5 mil agentes. Sessenta e quatro mortes foram confirmadas pelo governo fluminense, porém, mais de 50 corpos, fora dos números oficiais, foram levados para uma praça na Zona Norte do Rio.

Em entrevista ao Jornal da CBN, a socióloga e diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, Julita Lemgruber, avaliou a ação.

“Botaram na rua policiais, certamente mal treinados, com pouca experiência, uma operação que envolveu centenas de policiais e que, certamente, não combinaram com a prefeitura para começo de conversa, porque 25 bairros foram afetados, várias vias expressas foram interditadas. Então, é óbvio que isso revela uma operação que não foi planejada. Isso vai ser uma vergonha mundial”, iniciou,

“A gente tem que pensar que essas operações policiais vergonhosas não só causam uma dor imensa, causam sofrimento, porque são jovens que estão no varejo do tráfico, mas a polícia não tem o direito, o Brasil jamais instituiu na sua legislação execuções sumárias. O Estado precisa ir e prender”, alertou.

O governador Cláudio Castro destacou em coletiva mais cedo que foi uma “operação de cumprimento de mandado judicial”, com mais de um ano de investigação e mais de 60 dias de planejamento, que incluiu o Ministério Público. Eleainda classificou a Operação com “um sucesso”.

Operação: Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram pelo menos 74 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29), o dia seguinte à operação mais letal da história do Rio. Esse contingente não estava na contabilidade das autoridades do estado no balanço de morto na operação.

Até agora, são 132 mortes, sendo que 4 eram policiais civis e militares.

O governador Cláudio Castro (PL) não esclareceu as divergências no número de vítimas fatais.

Rodapé - brasil

Rio. A ação mais letal da história do Rio de Janeiro terminou com dezenas de mortos e contou com 2,5 mil agentes. Sessenta e quatro mortes foram confirmadas pelo governo fluminense, porém, mais de 50 corpos, fora dos números oficiais, foram levados para uma praça na Zona Norte do Rio.

Em entrevista ao Jornal da CBN, a socióloga e diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, Julita Lemgruber, avaliou a ação.

“Botaram na rua policiais, certamente mal treinados, com pouca experiência, uma operação que envolveu centenas de policiais e que, certamente, não combinaram com a prefeitura para começo de conversa, porque 25 bairros foram afetados, várias vias expressas foram interditadas. Então, é óbvio que isso revela uma operação que não foi planejada. Isso vai ser uma vergonha mundial”, iniciou,

“A gente tem que pensar que essas operações policiais vergonhosas não só causam uma dor imensa, causam sofrimento, porque são jovens que estão no varejo do tráfico, mas a polícia não tem o direito, o Brasil jamais instituiu na sua legislação execuções sumárias. O Estado precisa ir e prender”, alertou.

O governador Cláudio Castro destacou em coletiva mais cedo que foi uma “operação de cumprimento de mandado judicial”, com mais de um ano de investigação e mais de 60 dias de planejamento, que incluiu o Ministério Público. Eleainda classificou a Operação com “um sucesso”.

Operação: Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram pelo menos 74 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29), o dia seguinte à operação mais letal da história do Rio. Esse contingente não estava na contabilidade das autoridades do estado no balanço de morto na operação.

Até agora, são 132 mortes, sendo que 4 eram policiais civis e militares.

O governador Cláudio Castro (PL) não esclareceu as divergências no número de vítimas fatais.

Rodapé - brasil

Notícias Relacionadas

Ver tudo
Operação contenção no RIO deixa dezenas de mortos

Rio. Integrantes do Grupo de Atuação Especial em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) e do Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV/MPRJ) reuniram-se, nesta sexta-feira (12/12), com representantes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) para tratar das perícias independentes realizadas em cadáveres e obter esclarecimentos […]

GAESP/MPRJ e Polícia Civil tratam sobre como serão perícias e procedimentos para a liberação de mortos por intervenção de agentes

3 min de leitura