Socióloga cita falta de planejamento e execuções sumárias em Operação no RIO: ‘Vergonha mundial’
Rio. A ação mais letal da história do Rio de Janeiro terminou com dezenas de mortos e contou com 2,5 mil agentes. Sessenta e quatro mortes foram confirmadas pelo governo fluminense, porém, mais de 50 corpos, fora dos números oficiais, foram levados para uma praça na Zona Norte do Rio. Em entrevista ao Jornal da […]
PORRedação SRzd29/10/2025|
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Operação contenção no RIO deixa dezenas de mortos
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Rio. A ação mais letal da história do Rio de Janeiro terminou com dezenas de mortos e contou com 2,5 mil agentes. Sessenta e quatro mortes foram confirmadas pelo governo fluminense, porém, mais de 50 corpos, fora dos números oficiais, foram levados para uma praça na Zona Norte do Rio.
Em entrevista ao Jornal da CBN, a socióloga e diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, Julita Lemgruber, avaliou a ação.
“Botaram na rua policiais, certamente mal treinados, com pouca experiência, uma operação que envolveu centenas de policiais e que, certamente, não combinaram com a prefeitura para começo de conversa, porque 25 bairros foram afetados, várias vias expressas foram interditadas. Então, é óbvio que isso revela uma operação que não foi planejada. Isso vai ser uma vergonha mundial”, iniciou,
“A gente tem que pensar que essas operações policiais vergonhosas não só causam uma dor imensa, causam sofrimento, porque são jovens que estão no varejo do tráfico, mas a polícia não tem o direito, o Brasil jamais instituiu na sua legislação execuções sumárias. O Estado precisa ir e prender”, alertou.
O governador Cláudio Castro destacou em coletiva mais cedo que foi uma “operação de cumprimento de mandado judicial”, com mais de um ano de investigação e mais de 60 dias de planejamento, que incluiu o Ministério Público. Eleainda classificou a Operação com “um sucesso”.
Operação: Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram pelo menos 74 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29), o dia seguinte à operação mais letal da história do Rio. Esse contingente não estava na contabilidade das autoridades do estado no balanço de morto na operação.
Até agora, são 132 mortes, sendo que 4 eram policiais civis e militares.
O governador Cláudio Castro (PL) não esclareceu as divergências no número de vítimas fatais.
Rio. A ação mais letal da história do Rio de Janeiro terminou com dezenas de mortos e contou com 2,5 mil agentes. Sessenta e quatro mortes foram confirmadas pelo governo fluminense, porém, mais de 50 corpos, fora dos números oficiais, foram levados para uma praça na Zona Norte do Rio.
Em entrevista ao Jornal da CBN, a socióloga e diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, Julita Lemgruber, avaliou a ação.
“Botaram na rua policiais, certamente mal treinados, com pouca experiência, uma operação que envolveu centenas de policiais e que, certamente, não combinaram com a prefeitura para começo de conversa, porque 25 bairros foram afetados, várias vias expressas foram interditadas. Então, é óbvio que isso revela uma operação que não foi planejada. Isso vai ser uma vergonha mundial”, iniciou,
“A gente tem que pensar que essas operações policiais vergonhosas não só causam uma dor imensa, causam sofrimento, porque são jovens que estão no varejo do tráfico, mas a polícia não tem o direito, o Brasil jamais instituiu na sua legislação execuções sumárias. O Estado precisa ir e prender”, alertou.
O governador Cláudio Castro destacou em coletiva mais cedo que foi uma “operação de cumprimento de mandado judicial”, com mais de um ano de investigação e mais de 60 dias de planejamento, que incluiu o Ministério Público. Eleainda classificou a Operação com “um sucesso”.
Operação: Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram pelo menos 74 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29), o dia seguinte à operação mais letal da história do Rio. Esse contingente não estava na contabilidade das autoridades do estado no balanço de morto na operação.
Até agora, são 132 mortes, sendo que 4 eram policiais civis e militares.
O governador Cláudio Castro (PL) não esclareceu as divergências no número de vítimas fatais.