Vídeo: PM é flagrado agredindo estudantes em escola no Rio
Rio. Um policial militar foi flagrado agredindo dois estudantes dentro de um colégio estadual na Zona Sul da cidade. Em imagens que circulam nas redes sociais é possível ver o momento em que o agente parte para cima de pelo menos dois jovens em meio a uma discussão. Informações apontam que alunos realizavam um protesto […]
PORRedação SRzd26/3/2026|
4 min de leitura
PM agride estudantes em escola estadual da Zona Sul do Rio. Foto: Reprodução de vídeo
Rio. Um policial militar foi flagrado agredindo dois estudantes dentro de um colégio estadual na Zona Sul da cidade.
Em imagens que circulam nas redes sociais é possível ver o momento em que o agente parte para cima de pelo menos dois jovens em meio a uma discussão.
Informações apontam que alunos realizavam um protesto de movimentos estudantis nesta quarta-feira (25) no
Colégio Estadual Senor Abravanel, antigo Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, quando o agente da segurança pública os abordou.
Com a farda do Batalhão de Choque, o policial agrediu uma estudante com tapas no rosto. Em seguida, um colega que tentou intervir também foi atingido com um soco no rosto e foi derrubado.
As vítimas são a presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (Ames-RJ), Marissol Lopes, 20 anos, e o secretário-geral instituição Theo Oliveira, de 18.
As imagens foram gravadas por João Herbella, de 23 anos, diretor do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (DCE/UFRJ).
“Fomos solicitados a ir à escola e, referendados pela Lei do Grêmio Livre, que foi assinada pelo ex-governador Leonel Brizola, entramos na escola, porque é nosso direito como entidade estudantil eleita. Nós fomos à escola para entregar um abaixo-assinado, e os policiais, de forma bastante truculenta, agrediram, jogaram spray de pimenta. Inclusive, a minha camisa está rasgada. Eles desferiram dois tapas em mim e também deram um soco em um diretor da AmesRio”, disse Marissol para a TV Globo.
“A recepção da escola não quis olhar a autorização da secretaria, e a diretoria chamou a polícia. Tentamos conversar, de que esse não era um caso de polícia, mas de diálogo, de que deveriam chamar os estudantes para entender sobre o que era aquele abaixo-assinado. Mas não fizeram isso. O que deveria ter sido tratado como caso de polícia, que é o assédio, não foi. Mas foi criminalizado dois estudantes recolhendo assinaturas”, indignou-se Monique Zuma, integrante da Rede Nacional de Advogados Populares e coordenadora do Movimento Mulheres Olga Benário, que representa Théo e Marissol no caso.
“A tentativa de conversa foi bem rápida. Ele falou que a gente tinha que se retirar, mas nós citamos a Lei do Grêmio Livre, explicando que deveríamos estar na escola independentemente de autorização, porque a polícia não está acima da lei federal. Mas, infelizmente, eles se acharam no direito de nos agredir apenas porque a gente tornou exposto um caso que estava abafado. Então, a tentativa de diálogo foi muito restrita”, acrescentou Marissol.
+ vídeo:
+ o outro lado
A Secretaria da Educação do Estado do Rio de Janeiro informou que a Polícia Militar foi acionada durante um protesto de estudantes de forma preventiva com o objetivo de garantir a segurança de todos e preservar um ambiente adequado ao diálogo.
“A Secretaria de Educação lamenta o ocorrido e reforça que não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar, prática incompatível com os princípios que orientam a educação pública. A Seeduc prestará todo apoio necessário aos alunos envolvidos”, informou o comunicado.
A Polícia Militar informou que “diante da gravidade dos fatos contidos nas imagens captadas na referida unidade de ensino, determinou que a Corregedoria Geral instaure um procedimento para apurar a conduta do agente de maneira imediata.”
Ainda de acordo com a corporação, o agente já foi identificado e será encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM). O policial foi preventivamente afastado do serviço das ruas.
“A PM reitera seu compromisso institucional de atuar em defesa da sociedade e de sempre apurar com a atenção e transparência necessárias a conduta de seus policiais em serviço”, finalizou em comunicado.
Segundo o jornal O Dia, o policial militar é Ricardo Telles Noronha Júnior.
Rio. Um policial militar foi flagrado agredindo dois estudantes dentro de um colégio estadual na Zona Sul da cidade.
Em imagens que circulam nas redes sociais é possível ver o momento em que o agente parte para cima de pelo menos dois jovens em meio a uma discussão.
Informações apontam que alunos realizavam um protesto de movimentos estudantis nesta quarta-feira (25) no
Colégio Estadual Senor Abravanel, antigo Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, quando o agente da segurança pública os abordou.
Com a farda do Batalhão de Choque, o policial agrediu uma estudante com tapas no rosto. Em seguida, um colega que tentou intervir também foi atingido com um soco no rosto e foi derrubado.
As vítimas são a presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (Ames-RJ), Marissol Lopes, 20 anos, e o secretário-geral instituição Theo Oliveira, de 18.
As imagens foram gravadas por João Herbella, de 23 anos, diretor do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (DCE/UFRJ).
“Fomos solicitados a ir à escola e, referendados pela Lei do Grêmio Livre, que foi assinada pelo ex-governador Leonel Brizola, entramos na escola, porque é nosso direito como entidade estudantil eleita. Nós fomos à escola para entregar um abaixo-assinado, e os policiais, de forma bastante truculenta, agrediram, jogaram spray de pimenta. Inclusive, a minha camisa está rasgada. Eles desferiram dois tapas em mim e também deram um soco em um diretor da AmesRio”, disse Marissol para a TV Globo.
“A recepção da escola não quis olhar a autorização da secretaria, e a diretoria chamou a polícia. Tentamos conversar, de que esse não era um caso de polícia, mas de diálogo, de que deveriam chamar os estudantes para entender sobre o que era aquele abaixo-assinado. Mas não fizeram isso. O que deveria ter sido tratado como caso de polícia, que é o assédio, não foi. Mas foi criminalizado dois estudantes recolhendo assinaturas”, indignou-se Monique Zuma, integrante da Rede Nacional de Advogados Populares e coordenadora do Movimento Mulheres Olga Benário, que representa Théo e Marissol no caso.
“A tentativa de conversa foi bem rápida. Ele falou que a gente tinha que se retirar, mas nós citamos a Lei do Grêmio Livre, explicando que deveríamos estar na escola independentemente de autorização, porque a polícia não está acima da lei federal. Mas, infelizmente, eles se acharam no direito de nos agredir apenas porque a gente tornou exposto um caso que estava abafado. Então, a tentativa de diálogo foi muito restrita”, acrescentou Marissol.
+ vídeo:
+ o outro lado
A Secretaria da Educação do Estado do Rio de Janeiro informou que a Polícia Militar foi acionada durante um protesto de estudantes de forma preventiva com o objetivo de garantir a segurança de todos e preservar um ambiente adequado ao diálogo.
“A Secretaria de Educação lamenta o ocorrido e reforça que não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar, prática incompatível com os princípios que orientam a educação pública. A Seeduc prestará todo apoio necessário aos alunos envolvidos”, informou o comunicado.
A Polícia Militar informou que “diante da gravidade dos fatos contidos nas imagens captadas na referida unidade de ensino, determinou que a Corregedoria Geral instaure um procedimento para apurar a conduta do agente de maneira imediata.”
Ainda de acordo com a corporação, o agente já foi identificado e será encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM). O policial foi preventivamente afastado do serviço das ruas.
“A PM reitera seu compromisso institucional de atuar em defesa da sociedade e de sempre apurar com a atenção e transparência necessárias a conduta de seus policiais em serviço”, finalizou em comunicado.
Segundo o jornal O Dia, o policial militar é Ricardo Telles Noronha Júnior.