Cemitério clandestino: o que se sabe sobre as vítimas e a investigação
São Paulo. A Polícia Civil de São Paulo avança nas investigações sobre um cemitério clandestino descoberto na comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital, onde quatro corpos foram encontrados enterrados. Entre as vítimas identificadas estão o cantor de funk Jonas Barros de Oliveira, conhecido como MC GG ou Gigante, e o motorista Francisco Rubens […]
PORRedação SRzd30/5/2026|
3 min de leitura
Cemitério clandestino em SP: o que se sabe sobre as vítimas e a investigação. Foto: Reprodução de TV
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São Paulo. A Polícia Civil de São Paulo avança nas investigações sobre um cemitério clandestino descoberto na comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital, onde quatro corpos foram encontrados enterrados. Entre as vítimas identificadas estão o cantor de funk Jonas Barros de Oliveira, conhecido como MC GG ou Gigante, e o motorista Francisco Rubens Souza Cruz, ambos ligados à produtora de rap e funk Damassaclan.
O corpo de Jonas, de 25 anos, foi identificado na última terça-feira (28). O artista atuava na cena do funk havia cerca de três anos e havia gravado recentemente dois videoclipes na produtora, embora não fosse contratado da empresa. Já Francisco Rubens, de 46 anos, foi reconhecido pelas autoridades dois dias depois. Segundo registros policiais, ele trabalhava como motorista dos artistas da Damassaclan.
As outras duas vítimas ainda não tiveram a identidade oficialmente confirmada. A principal hipótese investigada é de que um dos corpos pertença a Werlen Moitinho Vieira, gerente da produtora, desaparecido desde o dia 21 de maio. Apesar de familiares não terem feito o reconhecimento formal, roupas encontradas no local teriam sido identificadas como pertencentes a ele. O quarto corpo estava enterrado há mais tempo e pode não ter relação com o caso.
As circunstâncias dos assassinatos ainda são investigadas. Uma das linhas de apuração considera a possibilidade de execução ligada ao chamado “tribunal do crime”. Testemunhas relataram que Jonas teria recebido ameaças após recusar uma proposta de outra produtora supostamente associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O caso ganhou ainda mais repercussão após uma publicação feita pela Damassaclan nas redes sociais. A produtora sugeriu uma ligação entre o desaparecimento de Werlen e a morte do funkeiro MC Kevin, ocorrida em 2021. Na postagem, posteriormente apagada e republicada, a empresa afirmou: “Descobrimos quem matou Kevin, agora começaram a matar a gente”.
No entanto, a morte de MC Kevin foi investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e oficialmente concluída como um acidente, sem envolvimento de terceiros.
Segundo testemunhas, Jonas, Francisco e Werlen permaneceram desaparecidos por cerca de três dias antes da descoberta do cemitério clandestino. Werlen foi visto pela última vez em 21 de maio. Francisco desapareceu após ser chamado para conversar com um homem dentro de um carro preto no dia seguinte. Jonas também sumiu em 22 de maio.
O caso foi registrado como homicídio no 95º Distrito Policial (Heliópolis), que acionou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia trabalha para identificar os demais corpos, localizar os responsáveis pelos crimes e esclarecer as motivações por trás das execuções.
São Paulo. A Polícia Civil de São Paulo avança nas investigações sobre um cemitério clandestino descoberto na comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital, onde quatro corpos foram encontrados enterrados. Entre as vítimas identificadas estão o cantor de funk Jonas Barros de Oliveira, conhecido como MC GG ou Gigante, e o motorista Francisco Rubens Souza Cruz, ambos ligados à produtora de rap e funk Damassaclan.
O corpo de Jonas, de 25 anos, foi identificado na última terça-feira (28). O artista atuava na cena do funk havia cerca de três anos e havia gravado recentemente dois videoclipes na produtora, embora não fosse contratado da empresa. Já Francisco Rubens, de 46 anos, foi reconhecido pelas autoridades dois dias depois. Segundo registros policiais, ele trabalhava como motorista dos artistas da Damassaclan.
As outras duas vítimas ainda não tiveram a identidade oficialmente confirmada. A principal hipótese investigada é de que um dos corpos pertença a Werlen Moitinho Vieira, gerente da produtora, desaparecido desde o dia 21 de maio. Apesar de familiares não terem feito o reconhecimento formal, roupas encontradas no local teriam sido identificadas como pertencentes a ele. O quarto corpo estava enterrado há mais tempo e pode não ter relação com o caso.
As circunstâncias dos assassinatos ainda são investigadas. Uma das linhas de apuração considera a possibilidade de execução ligada ao chamado “tribunal do crime”. Testemunhas relataram que Jonas teria recebido ameaças após recusar uma proposta de outra produtora supostamente associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O caso ganhou ainda mais repercussão após uma publicação feita pela Damassaclan nas redes sociais. A produtora sugeriu uma ligação entre o desaparecimento de Werlen e a morte do funkeiro MC Kevin, ocorrida em 2021. Na postagem, posteriormente apagada e republicada, a empresa afirmou: “Descobrimos quem matou Kevin, agora começaram a matar a gente”.
No entanto, a morte de MC Kevin foi investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e oficialmente concluída como um acidente, sem envolvimento de terceiros.
Segundo testemunhas, Jonas, Francisco e Werlen permaneceram desaparecidos por cerca de três dias antes da descoberta do cemitério clandestino. Werlen foi visto pela última vez em 21 de maio. Francisco desapareceu após ser chamado para conversar com um homem dentro de um carro preto no dia seguinte. Jonas também sumiu em 22 de maio.
O caso foi registrado como homicídio no 95º Distrito Policial (Heliópolis), que acionou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia trabalha para identificar os demais corpos, localizar os responsáveis pelos crimes e esclarecer as motivações por trás das execuções.