Professor da USP e um dos fundadores do PT, José Álvaro Moisés morre afogado em Ubatuba
São Paulo. O professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores), José Alvaro Moisés, de 81 anos, morreu afogado na praia de Itamambuca, na cidade de Ubatuba, litoral Norte do Estado de São Paulo, nesta sexta-feira (13). A identidade da vítima foi confirmada na manhã deste […]
PORRedação SRzd14/2/2026|
3 min de leitura
José Alvaro Moisés. Reprodução da TV
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São Paulo. O professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores), José Alvaro Moisés, de 81 anos, morreu afogado na praia de Itamambuca, na cidade de Ubatuba, litoral Norte do Estado de São Paulo, nesta sexta-feira (13).
A identidade da vítima foi confirmada na manhã deste sábado (14) pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental.
Uma amiga de José Álvaro relatou à Polícia Civil que estava na praia com o professor aposentado e outros amigos na tarde de sexta. Em determinado momento, os amigos perceberam a ausência do professor. Pouco depois, foram informados de que uma pessoa havia se afogado e sido socorrida por uma unidade do Samu.
Ainda segundo o relato da amiga no boletim de ocorrência, ao buscarem informações, os amigos se dirigiram a uma funerária da cidade, onde constataram que a vítima era José Álvaro Moisés. O corpo foi reconhecido.
USP lamenta:
“É com imensa tristeza que recebemos a notícia do falecimento do professor José Álvaro Moisés, que tão enorme legado deixa ao Departamento de Ciência Política da USP, à FFLCH, e à ciência política brasileira em geral. Moisés, como lhe conhecíamos, mantinha uma atividade intelectual prolixa e engajada, e com frequência recebíamos suas notícias sobre a organização de seminários, e suas reflexões sobre o futuro da democracia brasileira, direitos humanos e cultura política, áreas nas quais dirigia fóruns como o de Formulação dos Direitos e o Fórum da Democracia. Ele foi fundamental na organização do DCP-USP nos anos oitenta, da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e da International Political Science Association. (IPSA).
Moisés se formou em 1970 nas primeiras turmas do Curso de Graduação em Ciências Sociais pela USP, e depois realizou seu mestrado em Política e Governo pela Universidade de Essex (1972), obtendo seu doutorado em Ciência Política pela USP (1978), sob a orientação do professor Francisco Weffort.
Moisés era um incansável construtor de instituições: foi fundador do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, e foi também o primeiro coordenador do Curso de Gestão de Políticas Públicas da EACH/USP (2004/2006). E como professor Sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP, coordenava, com grande dinamismo, o Grupo de Pesquisa da Qualidade da Democracia. Moisés também foi Presidente do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea CEDEC (1987-1991), e também Secretário de Apoio à Cultura (1995-1998) e Secretário de Audiovisual (1999-2002) do Ministério da Cultura
Um dos fundadores dos Estudos da Cultura Política no país, o Moisés era um apaixonado da democracia brasileira a qual dedicou todas suas reflexões e esforço intelectual nas últimas três décadas legando obras como “Crises da Democracia: o Papel do Congresso, dos deputados e dos partidos”, “Bulding democracies. Challenges, crises and response to rule of law, Access to justice and political representation; “A desconfiança política e os seus Impactos na qualidade da democracia; “Democracia e desconfiança. Por que os cidadãos desconfiam das Instituições públicas.”
Moisés deixa um vácuo pessoal, intelectual e institucional difícil de preencher. Toda nossa solidariedade à família, amigos e colegas”, diz a nota.
São Paulo. O professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores), José Alvaro Moisés, de 81 anos, morreu afogado na praia de Itamambuca, na cidade de Ubatuba, litoral Norte do Estado de São Paulo, nesta sexta-feira (13).
A identidade da vítima foi confirmada na manhã deste sábado (14) pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental.
Uma amiga de José Álvaro relatou à Polícia Civil que estava na praia com o professor aposentado e outros amigos na tarde de sexta. Em determinado momento, os amigos perceberam a ausência do professor. Pouco depois, foram informados de que uma pessoa havia se afogado e sido socorrida por uma unidade do Samu.
Ainda segundo o relato da amiga no boletim de ocorrência, ao buscarem informações, os amigos se dirigiram a uma funerária da cidade, onde constataram que a vítima era José Álvaro Moisés. O corpo foi reconhecido.
USP lamenta:
“É com imensa tristeza que recebemos a notícia do falecimento do professor José Álvaro Moisés, que tão enorme legado deixa ao Departamento de Ciência Política da USP, à FFLCH, e à ciência política brasileira em geral. Moisés, como lhe conhecíamos, mantinha uma atividade intelectual prolixa e engajada, e com frequência recebíamos suas notícias sobre a organização de seminários, e suas reflexões sobre o futuro da democracia brasileira, direitos humanos e cultura política, áreas nas quais dirigia fóruns como o de Formulação dos Direitos e o Fórum da Democracia. Ele foi fundamental na organização do DCP-USP nos anos oitenta, da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e da International Political Science Association. (IPSA).
Moisés se formou em 1970 nas primeiras turmas do Curso de Graduação em Ciências Sociais pela USP, e depois realizou seu mestrado em Política e Governo pela Universidade de Essex (1972), obtendo seu doutorado em Ciência Política pela USP (1978), sob a orientação do professor Francisco Weffort.
Moisés era um incansável construtor de instituições: foi fundador do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, e foi também o primeiro coordenador do Curso de Gestão de Políticas Públicas da EACH/USP (2004/2006). E como professor Sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP, coordenava, com grande dinamismo, o Grupo de Pesquisa da Qualidade da Democracia. Moisés também foi Presidente do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea CEDEC (1987-1991), e também Secretário de Apoio à Cultura (1995-1998) e Secretário de Audiovisual (1999-2002) do Ministério da Cultura
Um dos fundadores dos Estudos da Cultura Política no país, o Moisés era um apaixonado da democracia brasileira a qual dedicou todas suas reflexões e esforço intelectual nas últimas três décadas legando obras como “Crises da Democracia: o Papel do Congresso, dos deputados e dos partidos”, “Bulding democracies. Challenges, crises and response to rule of law, Access to justice and political representation; “A desconfiança política e os seus Impactos na qualidade da democracia; “Democracia e desconfiança. Por que os cidadãos desconfiam das Instituições públicas.”
Moisés deixa um vácuo pessoal, intelectual e institucional difícil de preencher. Toda nossa solidariedade à família, amigos e colegas”, diz a nota.