Tenente-coronel cobrava que PM morta fosse ‘fêmea beta obediente e submissa’

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Chocante. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso nesta quarta-feira (18), pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 33 anos, enviou uma mensagem à companheira cinco dias antes do crime afirmando que ela “jamais” e “nunca” seria solteira. Antes de ser detido, em São José dos Campos, o tenente-coronel […]

POR Redação SRzd 19/3/2026| 4 min de leitura

Gisele Santana e Geraldo Leite Rosa Neto. Foto: Reprodução/Instagram

Gisele Santana e Geraldo Leite Rosa Neto. Foto: Reprodução/Instagram

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Chocante. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso nesta quarta-feira (18), pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 33 anos, enviou uma mensagem à companheira cinco dias antes do crime afirmando que ela “jamais” e “nunca” seria solteira.

Antes de ser detido, em São José dos Campos, o tenente-coronel declarou não ter cometido o crime e disse que é inocente.

Outras mensagens ditas como enviadas por Geraldo mostram que ele definia a relação com a esposa, a partir de uma lógica de hierarquia e submissão.

Nos textos, ele se descreve como “macho alfa” e afirma que a companheira deveria agir como “fêmea beta obediente e submissa”.

As conversas, reveladas pelo UOL, foram retiradas do celular do oficial e passaram a integrar a investigação que apura a morte da policial, acontecida em fevereiro.

O material mostrou um padrão de comportamento marcado por humilhações, cobranças e controle dentro do relacionamento.

Em uma das mensagens, enviada dois dias antes do crime, o tenente-coronel afirma que tratava a esposa com “amor, carinho, atenção e autoridade de Macho Alfa provedor e fêmea beta obediente e submissa”.

Em outro trecho, vincula o sustento financeiro da casa a exigências afetivas e sexuais.

Gisele reagiu ao conteúdo e rejeitou a imposição. “Por mim separamos, não vou trocar sexo por moradia e ponto final”, escreveu.

Em outras mensagens, relatou que era alvo de ofensas recorrentes, incluindo ser chamada de “burra”, além de criticar o comportamento que descreveu como estúpido e desrespeitoso.

Um relatório da Polícia Civil, obtido pelo site, mostra que Gisele enviou uma mensagem ao marido em 13 de fevereiro dizendo: “praticamente solteira”. Ele, então, respondeu às 16h22: “Jamais! Nunca será”.

“Se vc quer ter liberdade pra seguir quem vc [você] quiser Vc tem que ficar solteira. Enquanto vc estiver casada comigo e vivendo na minha casa, na minha comanda, as coisas serão do meu jeito. Enquanto vc ter [estiver] casada comigo não admito seguir outros homens e ficar de conversa com outros homens. Mulher casada comprometida e que o marido é o único provedor do lar tem regras a cumprir. Se vc quer ter liberdade, não fique casada.
Enquanto estiver casada comigo e morando comigo, onde eu pago todas as contas: Aluguel; Condominio; Água; Luz; Gás; Mercado; Etc.. São as minhas regras e do meu jeito…”, escreveu ele.

Os trechos citados apontam que as mensagens revelaram não apenas ofensas, mas também indícios de controle e ameaça de subjugação.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal, em São Paulo. O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas passou a ser tratado como feminicídio após laudos apontarem indícios de agressão e inconsistências na versão apresentada pelo marido.

Em entrevista coletiva sobre o caso na quarta-feira (18), autoridades afirmaram que a análise de celulares, depoimentos e laudos periciais foi decisiva para confrontar a versão apresentada pelo tenente-coronel.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Oswaldo Nico, declarou que as provas indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio.

A defesa contesta a decisão e afirma que a Justiça Militar não teria competência para decretar a medida.

Em nota à CNN Brasil, a defesa de Geraldo informou que irá se manifestar nos autos, pois não se trata de feminicídio e nem de fraude processual, mas sim de suicídio “independentemente da conclusão do inquérito policial”.

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público estadual e tornou réu o tenente-coronel pelo feminicídio da esposa.

Rodapé - brasil

Chocante. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso nesta quarta-feira (18), pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 33 anos, enviou uma mensagem à companheira cinco dias antes do crime afirmando que ela “jamais” e “nunca” seria solteira.

Antes de ser detido, em São José dos Campos, o tenente-coronel declarou não ter cometido o crime e disse que é inocente.

Outras mensagens ditas como enviadas por Geraldo mostram que ele definia a relação com a esposa, a partir de uma lógica de hierarquia e submissão.

Nos textos, ele se descreve como “macho alfa” e afirma que a companheira deveria agir como “fêmea beta obediente e submissa”.

As conversas, reveladas pelo UOL, foram retiradas do celular do oficial e passaram a integrar a investigação que apura a morte da policial, acontecida em fevereiro.

O material mostrou um padrão de comportamento marcado por humilhações, cobranças e controle dentro do relacionamento.

Em uma das mensagens, enviada dois dias antes do crime, o tenente-coronel afirma que tratava a esposa com “amor, carinho, atenção e autoridade de Macho Alfa provedor e fêmea beta obediente e submissa”.

Em outro trecho, vincula o sustento financeiro da casa a exigências afetivas e sexuais.

Gisele reagiu ao conteúdo e rejeitou a imposição. “Por mim separamos, não vou trocar sexo por moradia e ponto final”, escreveu.

Em outras mensagens, relatou que era alvo de ofensas recorrentes, incluindo ser chamada de “burra”, além de criticar o comportamento que descreveu como estúpido e desrespeitoso.

Um relatório da Polícia Civil, obtido pelo site, mostra que Gisele enviou uma mensagem ao marido em 13 de fevereiro dizendo: “praticamente solteira”. Ele, então, respondeu às 16h22: “Jamais! Nunca será”.

“Se vc quer ter liberdade pra seguir quem vc [você] quiser Vc tem que ficar solteira. Enquanto vc estiver casada comigo e vivendo na minha casa, na minha comanda, as coisas serão do meu jeito. Enquanto vc ter [estiver] casada comigo não admito seguir outros homens e ficar de conversa com outros homens. Mulher casada comprometida e que o marido é o único provedor do lar tem regras a cumprir. Se vc quer ter liberdade, não fique casada.
Enquanto estiver casada comigo e morando comigo, onde eu pago todas as contas: Aluguel; Condominio; Água; Luz; Gás; Mercado; Etc.. São as minhas regras e do meu jeito…”, escreveu ele.

Os trechos citados apontam que as mensagens revelaram não apenas ofensas, mas também indícios de controle e ameaça de subjugação.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal, em São Paulo. O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas passou a ser tratado como feminicídio após laudos apontarem indícios de agressão e inconsistências na versão apresentada pelo marido.

Em entrevista coletiva sobre o caso na quarta-feira (18), autoridades afirmaram que a análise de celulares, depoimentos e laudos periciais foi decisiva para confrontar a versão apresentada pelo tenente-coronel.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Oswaldo Nico, declarou que as provas indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio.

A defesa contesta a decisão e afirma que a Justiça Militar não teria competência para decretar a medida.

Em nota à CNN Brasil, a defesa de Geraldo informou que irá se manifestar nos autos, pois não se trata de feminicídio e nem de fraude processual, mas sim de suicídio “independentemente da conclusão do inquérito policial”.

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público estadual e tornou réu o tenente-coronel pelo feminicídio da esposa.

Rodapé - brasil

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