Secretário do Tesouro admite: contas públicas no vermelho até 2022
A promessa de campanha de Paulo Guedes, ministro da Economia, de zerar o déficit em 2019 e produzir o superávit em 2020, não vai se concretizar. A afirmação é do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Ele afirmou nesta quinta-feira (29) que as contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) devem ficar […]
PORRedação SRzd29/8/2019|
2 min de leitura
A promessa de campanha de Paulo Guedes, ministro da Economia, de zerar o déficit em 2019 e produzir o superávit em 2020, não vai se concretizar. A afirmação é do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Ele afirmou nesta quinta-feira (29) que as contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) devem ficar […]
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A promessa de campanha de Paulo Guedes, ministro da Economia, de zerar o déficit em 2019 e produzir o superávit em 2020, não vai se concretizar. A afirmação é do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Ele afirmou nesta quinta-feira (29) que as contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) devem ficar no vermelho até o final do mandato de Jair Bolsonaro.
As reformas trabalhistas, da Previdência e a emenda do teto – que congelou os investimentos por 20 anos – não vão tapar o buraco das contas públicas que prometeram.
“O que pode mudar cenário de deficit é algum ganho de arrecadação com a economia crescendo. Isso é incerto, mas pode mudar o cenário e eventualmente nos permitir chegar a 2022 com resultado próximo de zero ou superavit. E também se o governo revisar até 2022 parte do que a gente chama de benefícios tributários”, disse.
Ele afirmou ainda que a emenda do teto dos gastos, que congelou os investimentos públicos por 20 anos, não resolveu o problema, pois o ritmo de crescimento das despesas obrigatórias continuam aumentando.
“Quando a gente terminar 2019, nos primeiros 3 meses que o teto está em vigor, a despesa obrigatória terá crescido R$ 200 bilhões e a despesa discricionária terá sido reduzida em R$ 44 bilhões”, completou.
O secretário disse que o governo precisa da liberação de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões do Orçamento para que “termine bem o ano”. Hoje, mais de R$ 33 bilhões estão contingenciados.
A promessa de campanha de Paulo Guedes, ministro da Economia, de zerar o déficit em 2019 e produzir o superávit em 2020, não vai se concretizar. A afirmação é do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Ele afirmou nesta quinta-feira (29) que as contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) devem ficar no vermelho até o final do mandato de Jair Bolsonaro.
As reformas trabalhistas, da Previdência e a emenda do teto – que congelou os investimentos por 20 anos – não vão tapar o buraco das contas públicas que prometeram.
“O que pode mudar cenário de deficit é algum ganho de arrecadação com a economia crescendo. Isso é incerto, mas pode mudar o cenário e eventualmente nos permitir chegar a 2022 com resultado próximo de zero ou superavit. E também se o governo revisar até 2022 parte do que a gente chama de benefícios tributários”, disse.
Ele afirmou ainda que a emenda do teto dos gastos, que congelou os investimentos públicos por 20 anos, não resolveu o problema, pois o ritmo de crescimento das despesas obrigatórias continuam aumentando.
“Quando a gente terminar 2019, nos primeiros 3 meses que o teto está em vigor, a despesa obrigatória terá crescido R$ 200 bilhões e a despesa discricionária terá sido reduzida em R$ 44 bilhões”, completou.
O secretário disse que o governo precisa da liberação de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões do Orçamento para que “termine bem o ano”. Hoje, mais de R$ 33 bilhões estão contingenciados.