Senador Ciro Nogueira recebia mesada de R$ 500 mil de Vorcaro, diz PF

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Brasil. Policiais federais cumprem desde o início da manhã desta quinta-feira (7) um mandado de prisão temporária e dez de buscas e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero. O senador Ciro Nogueira, do PP, ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados. De acordo com a PF, as ações autorizadas […]

POR Redação SRzd 7/5/2026| 3 min de leitura

Ciro Nogueira. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Brasil. Policiais federais cumprem desde o início da manhã desta quinta-feira (7) um mandado de prisão temporária e dez de buscas e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero.

O senador Ciro Nogueira, do PP, ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados.

De acordo com a PF, as ações autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF, ocorrem nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal e visa aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

A decisão do STF autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões.

A investigação aponta que o senador recebia repasses mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que chegaram a R$ 500 mil por mês. Os repasses eram feitos por meio da “parceria BRGD/CNLF“, pessoa jurídica.

As operações eram tocadas por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, apontado como operador financeiro no esquema de pagamentos ao político.

Em conversas interceptadas pela Polícia Federal, Felipe cita os pagamentos de R$ 300 mil e de R$ 500 mil em diversas ocasiões com Vorcaro.

Em alguns dos diálogos, o primo do banqueiro revela preocupação com os altos valores repassados a Nogueira.

Mensagens adicionais mostram que Vorcaro se referia ao senador como um “grande amigo de vida” e comemorava iniciativas legislativas do parlamentar que beneficiavam diretamente o Banco Master.

A operação desta quinta-feira ocorre na mesma semana em que a defesa de Vorcaro entregou proposta de delação premiada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), ainda em análise e sem valor probatório neste estágio.

+ defesa do senador se manifesta

A defesa do senador Ciro Nogueira informou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.

A nota diz ainda que “reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.

“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completa.

O texto é assinado pelos advogados Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.

Rodapé - brasil

Brasil. Policiais federais cumprem desde o início da manhã desta quinta-feira (7) um mandado de prisão temporária e dez de buscas e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero.

O senador Ciro Nogueira, do PP, ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados.

De acordo com a PF, as ações autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF, ocorrem nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal e visa aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

A decisão do STF autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões.

A investigação aponta que o senador recebia repasses mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que chegaram a R$ 500 mil por mês. Os repasses eram feitos por meio da “parceria BRGD/CNLF“, pessoa jurídica.

As operações eram tocadas por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, apontado como operador financeiro no esquema de pagamentos ao político.

Em conversas interceptadas pela Polícia Federal, Felipe cita os pagamentos de R$ 300 mil e de R$ 500 mil em diversas ocasiões com Vorcaro.

Em alguns dos diálogos, o primo do banqueiro revela preocupação com os altos valores repassados a Nogueira.

Mensagens adicionais mostram que Vorcaro se referia ao senador como um “grande amigo de vida” e comemorava iniciativas legislativas do parlamentar que beneficiavam diretamente o Banco Master.

A operação desta quinta-feira ocorre na mesma semana em que a defesa de Vorcaro entregou proposta de delação premiada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), ainda em análise e sem valor probatório neste estágio.

+ defesa do senador se manifesta

A defesa do senador Ciro Nogueira informou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.

A nota diz ainda que “reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.

“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completa.

O texto é assinado pelos advogados Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.

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