“Encolhimento da sociedade civil é fenômeno global preocupante”, diz presidente de Fundação alemã em visita ao Brasil
Estudiosa do tema, a cientista política e presidente mundial da Fundação Heinrich Böll, Barbara Unmussig, chegou ao Brasil nesta semana para uma agenda de atividades e encontros com organizações da sociedade civil, ativistas, parlamentares e autoridades no Rio de Janeiro, Brasília e Belém. Ela foi uma das principais convidadas da conferência internacional da Semana de […]
PORRedação SRzd30/5/2019|
3 min de leitura
Barbara Unmussing, presidente da Fundação Heinrich Böll. Foto: Divulgação.
| Siga-nos
Estudiosa do tema, a cientista política e presidente mundial da Fundação Heinrich Böll, Barbara Unmussig, chegou ao Brasil nesta semana para uma agenda de atividades e encontros com organizações da sociedade civil, ativistas, parlamentares e autoridades no Rio de Janeiro, Brasília e Belém. Ela foi uma das principais convidadas da conferência internacional da Semana de Relações Internacionais da PUC Rio: Controle das Resistências, Encolhimento dos Espaços de Participação e Crise da Democracia, que terminou nesta quinta-feira(30).
Longe de ser um fato isolado, a restrição de espaços de atuação e cidadania ativa– ou encolhimento da sociedade civil, como tem sido chamado – é um fenômeno global replicado em diferentes países. É o que afirma a cientista política e presidente mundial da Fundação Heinrich Böll Barbara Unmussig. Ela é autora de diversos estudos e artigos sobre o tema e acompanha de perto há muitos anos a experiência de países europeus e asiáticos que têm seguido este caminho, como Hungria, Itália,Turquia, Índia e Rússia.
“Esta política de enfraquecimento da sociedade civil abarca também o continente latino-americano, que com o governo atual brasileiro atinge um novo clímax”, analisa Barbara.
Barbara aponta que esta restrição acontece a partir de ataques a princípios básicos do Estado de Direito, como Justiça e Imprensa independentes, sociedade civil ativa e crítica e instituições fortes e representativas, além de campanhas de ódio a minorias e repressão a manifestações.
Estas ações abarcam desde medidas jurídicas e administrativas repressivas – que vão de exigências burocráticas e censura a campanhas de difamação e ameaças públicas. Em determinados casos, a perseguição a lideranças e ativistas chegam a situações extremas, como assassinatos de defensores de direitos humanos.
Barbara estará no Brasil entre os dias 27 de maio e 03 de junho para uma série de atividades e encontros com organizações da sociedade civil, ativistas, autoridades e parlamentares nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília e Belém. Dentre os compromissos, além dos eventos públicos no Rio, está um encontro com o embaixador alemão no Brasil, Georg Witschel.
A intenção é encontrar os parceiros da Fundação Heinrich Böll no Brasil e ter uma compreensão mais próxima da conjuntura do País – que é campeão de assassinatos de defensores de direitos humanos no mundo e cujo presidente é alinhado com lideranças mundiais de extrema direita, como Donald Trump, dos Estados Unidos.
“Esta política de enfraquecimento da sociedade civil abarca também o continente latino-americano, que com o governo atual brasileiro atinge um novo clímax”, analisa Barbara.
Um dos objetivos da Fundação presidida mundialmente por Barbara é o apoio e a promoção de processos de democratização, o que pressupõe uma sociedade civil forte e atuante. Para isso, apoia projetos em 60 países e mantêm escritórios em 33 no mundo, incluindo o Brasil – onde apoia mais de 20 organizações e movimentos sociais em áreas como segurança pública, direitos humanos, direitos das mulheres, justiça ambiental e direito à cidade.
Estudiosa do tema, a cientista política e presidente mundial da Fundação Heinrich Böll, Barbara Unmussig, chegou ao Brasil nesta semana para uma agenda de atividades e encontros com organizações da sociedade civil, ativistas, parlamentares e autoridades no Rio de Janeiro, Brasília e Belém. Ela foi uma das principais convidadas da conferência internacional da Semana de Relações Internacionais da PUC Rio: Controle das Resistências, Encolhimento dos Espaços de Participação e Crise da Democracia, que terminou nesta quinta-feira(30).
Longe de ser um fato isolado, a restrição de espaços de atuação e cidadania ativa– ou encolhimento da sociedade civil, como tem sido chamado – é um fenômeno global replicado em diferentes países. É o que afirma a cientista política e presidente mundial da Fundação Heinrich Böll Barbara Unmussig. Ela é autora de diversos estudos e artigos sobre o tema e acompanha de perto há muitos anos a experiência de países europeus e asiáticos que têm seguido este caminho, como Hungria, Itália,Turquia, Índia e Rússia.
“Esta política de enfraquecimento da sociedade civil abarca também o continente latino-americano, que com o governo atual brasileiro atinge um novo clímax”, analisa Barbara.
Barbara aponta que esta restrição acontece a partir de ataques a princípios básicos do Estado de Direito, como Justiça e Imprensa independentes, sociedade civil ativa e crítica e instituições fortes e representativas, além de campanhas de ódio a minorias e repressão a manifestações.
Estas ações abarcam desde medidas jurídicas e administrativas repressivas – que vão de exigências burocráticas e censura a campanhas de difamação e ameaças públicas. Em determinados casos, a perseguição a lideranças e ativistas chegam a situações extremas, como assassinatos de defensores de direitos humanos.
Barbara estará no Brasil entre os dias 27 de maio e 03 de junho para uma série de atividades e encontros com organizações da sociedade civil, ativistas, autoridades e parlamentares nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília e Belém. Dentre os compromissos, além dos eventos públicos no Rio, está um encontro com o embaixador alemão no Brasil, Georg Witschel.
A intenção é encontrar os parceiros da Fundação Heinrich Böll no Brasil e ter uma compreensão mais próxima da conjuntura do País – que é campeão de assassinatos de defensores de direitos humanos no mundo e cujo presidente é alinhado com lideranças mundiais de extrema direita, como Donald Trump, dos Estados Unidos.
“Esta política de enfraquecimento da sociedade civil abarca também o continente latino-americano, que com o governo atual brasileiro atinge um novo clímax”, analisa Barbara.
Um dos objetivos da Fundação presidida mundialmente por Barbara é o apoio e a promoção de processos de democratização, o que pressupõe uma sociedade civil forte e atuante. Para isso, apoia projetos em 60 países e mantêm escritórios em 33 no mundo, incluindo o Brasil – onde apoia mais de 20 organizações e movimentos sociais em áreas como segurança pública, direitos humanos, direitos das mulheres, justiça ambiental e direito à cidade.