Suzane von Richthofen relembra crime e diz: ‘Tenho certeza de que Deus me perdoou’
Suzane von Richthofen. No dia 31 de outubro de 2002, um crime a sangue-frio chocou o Brasil. Na época, o que seria o caso de roubo seguido de assassinato na casa de uma família tradicional, em bairro nobre de São Paulo, se mostrou, na verdade, um crime arquitetado por Suzane, a filha mais velha do […]
PORRedação SRzd6/4/2026|
4 min de leitura
Suzane von Richthofen. Foto: Reprodução de vídeo
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Suzane von Richthofen. No dia 31 de outubro de 2002, um crime a sangue-frio chocou o Brasil. Na época, o que seria o caso de roubo seguido de assassinato na casa de uma família tradicional, em bairro nobre de São Paulo, se mostrou, na verdade, um crime arquitetado por Suzane, a filha mais velha do casal Manfred e Marísia von Richthofen.
Em um documentário inédito com cerca de duas horas de duração, Suzane von Richthofen, de 42 anos, apresentou sua versão sobre o crime pelo qual foi condenada a 39 anos de prisão, pena atualmente cumprida em regime aberto.
As informações são da coluna True Crime, de Ullisses Campbell, do jornal O Globo. Segundo ele, Suzane topou contar a sua versão dos fatos desde a infância até o crime emblemático, dando sua visão da história sobre a relação com os parentes.
Por enquanto, o longa foi disponibilizado apenas em uma pré-estreia restrita na Netflix e ainda não tem data oficial de lançamento.
Com título provisório de “Suzane vai falar”, trechos da obra circulam nas redes sociais.
+ conflitos familiares
Ao longo da produção, Suzane sustentou que a relação familiar era marcada por ruptura.
“Minha família não era família Doriana. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós”.
De acordo com ela, havia cobrança constante por desempenho e pouco espaço para diálogo dentro de casa.
“Eu vivia estudando. Era só nota alta. Não tinha demonstração de amor”, afirmou.
A narrativa sugere que esse cenário abriu caminho para o relacionamento com Daniel Cravinhos, condenado pelo mesmo crime.
Sem assumir diretamente essa conexão, Suzane constrói a ideia de que o ambiente doméstico contribuiu para o desfecho: “Esse espaço vazio foi ocupado pelo Daniel”.
Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados a pauladas em 31 de outubro de 2002. O crime foi planejado pela filha e executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.
“Eu não construí a arma do crime. Não tenho nada a ver com isso”, declarou.
Segundo Suzane, o relacionamento com Daniel intensificou os conflitos dentro de casa.
“O Daniel passou a ocupar todos os espaços da minha vida”, disse.
A mãe, segundo ela, criticava o namoro: “Ela falava que ele ia me puxar para o fundo do poço”.
Ela afirmou que a ideia do crime foi sendo construída gradualmente.
“Nós não falávamos em matar meus pais. A gente dizia que seria muito bom se eles não existissem”, afirmou.
+ culpa
Mesmo tentando se distanciar do planejamento, Suzane reconheceu sua participação: “Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa. A culpa é minha. Claro que é minha”.
Sobre a noite do assassinato, ela disse que não participou diretamente.
“Eu fiquei no sofá, com a mão no ouvido para não escutar nada”, relatou, embora admita: “Eu sabia”. Em outro trecho, descreve seu estado emocional como “dissociado”. “Eu não estava em mim. Era como um robô, sem sentimento”.
Ainda assim, reconheceu: “Se eu parasse pra pensar, aquilo não aconteceria. (…) Quando tudo terminou, o impacto veio de forma imediata. Não tinha mais como voltar atrás. O que eu fiz não tem mais volta”.
O documentário, ainda de acordo com Ullisses Campbell, apresenta poucos momentos de confronto.
Em um deles, a delegada Cíntia Tucunduva relata que Suzane foi encontrada em uma festa na casa da família após o crime, de biquíni, fumando e com uma lata de cerveja, apresentando o local como se fosse um museu.
Suzane contestou: “Não tinha a menor condição de fazer uma festa naquela casa. A casa estava com cheiro de sangue”.
+ Perdão
Depois de passar 20 anos atrás das grades, Suzane von Richthofen conquistou na Justiça direito à progressão da pena e, desde janeiro de 2023, cumpre o resto da sentença em regime aberto.
A autorização para terminar de cumprir a pena de 34 anos e 4 meses em liberdade veio após cinco anos de tentativas de Suzane com a Justiça. Antes disso, ela cumpria a sentença em regime semiaberto.
A produção ainda mostra a vida atual de Suzane. Há cenas da rotina com o atual companheiro, o médico Felipe Zecchini Muniz, e os filhos.
A produção ainda mostra a vida atual de Suzane, que cumpre pena em regime aberto. Há cenas da rotina com o atual companheiro, o médico Felipe Zecchini Muniz, e os filhos.
Ao final, Suzane afirma que tenta se desvincular da própria imagem do passado. “Aquela Suzane ficou lá atrás. A sensação é de que ela morreu junto com os meus pais”, disse.
Ainda assim, admitiu que não consegue escapar do reconhecimento público.
“Você entra num lugar e parece que o ar para. Todo mundo olha. ‘Olha, a Suzane’”, relatou.
“Quantas fotos minhas, às vezes, no supermercado… a pessoa tirando foto”, acrescentou.
Suzane von Richthofen. No dia 31 de outubro de 2002, um crime a sangue-frio chocou o Brasil. Na época, o que seria o caso de roubo seguido de assassinato na casa de uma família tradicional, em bairro nobre de São Paulo, se mostrou, na verdade, um crime arquitetado por Suzane, a filha mais velha do casal Manfred e Marísia von Richthofen.
Em um documentário inédito com cerca de duas horas de duração, Suzane von Richthofen, de 42 anos, apresentou sua versão sobre o crime pelo qual foi condenada a 39 anos de prisão, pena atualmente cumprida em regime aberto.
As informações são da coluna True Crime, de Ullisses Campbell, do jornal O Globo. Segundo ele, Suzane topou contar a sua versão dos fatos desde a infância até o crime emblemático, dando sua visão da história sobre a relação com os parentes.
Por enquanto, o longa foi disponibilizado apenas em uma pré-estreia restrita na Netflix e ainda não tem data oficial de lançamento.
Com título provisório de “Suzane vai falar”, trechos da obra circulam nas redes sociais.
+ conflitos familiares
Ao longo da produção, Suzane sustentou que a relação familiar era marcada por ruptura.
“Minha família não era família Doriana. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós”.
De acordo com ela, havia cobrança constante por desempenho e pouco espaço para diálogo dentro de casa.
“Eu vivia estudando. Era só nota alta. Não tinha demonstração de amor”, afirmou.
A narrativa sugere que esse cenário abriu caminho para o relacionamento com Daniel Cravinhos, condenado pelo mesmo crime.
Sem assumir diretamente essa conexão, Suzane constrói a ideia de que o ambiente doméstico contribuiu para o desfecho: “Esse espaço vazio foi ocupado pelo Daniel”.
Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados a pauladas em 31 de outubro de 2002. O crime foi planejado pela filha e executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.
“Eu não construí a arma do crime. Não tenho nada a ver com isso”, declarou.
Segundo Suzane, o relacionamento com Daniel intensificou os conflitos dentro de casa.
“O Daniel passou a ocupar todos os espaços da minha vida”, disse.
A mãe, segundo ela, criticava o namoro: “Ela falava que ele ia me puxar para o fundo do poço”.
Ela afirmou que a ideia do crime foi sendo construída gradualmente.
“Nós não falávamos em matar meus pais. A gente dizia que seria muito bom se eles não existissem”, afirmou.
+ culpa
Mesmo tentando se distanciar do planejamento, Suzane reconheceu sua participação: “Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa. A culpa é minha. Claro que é minha”.
Sobre a noite do assassinato, ela disse que não participou diretamente.
“Eu fiquei no sofá, com a mão no ouvido para não escutar nada”, relatou, embora admita: “Eu sabia”. Em outro trecho, descreve seu estado emocional como “dissociado”. “Eu não estava em mim. Era como um robô, sem sentimento”.
Ainda assim, reconheceu: “Se eu parasse pra pensar, aquilo não aconteceria. (…) Quando tudo terminou, o impacto veio de forma imediata. Não tinha mais como voltar atrás. O que eu fiz não tem mais volta”.
O documentário, ainda de acordo com Ullisses Campbell, apresenta poucos momentos de confronto.
Em um deles, a delegada Cíntia Tucunduva relata que Suzane foi encontrada em uma festa na casa da família após o crime, de biquíni, fumando e com uma lata de cerveja, apresentando o local como se fosse um museu.
Suzane contestou: “Não tinha a menor condição de fazer uma festa naquela casa. A casa estava com cheiro de sangue”.
+ Perdão
Depois de passar 20 anos atrás das grades, Suzane von Richthofen conquistou na Justiça direito à progressão da pena e, desde janeiro de 2023, cumpre o resto da sentença em regime aberto.
A autorização para terminar de cumprir a pena de 34 anos e 4 meses em liberdade veio após cinco anos de tentativas de Suzane com a Justiça. Antes disso, ela cumpria a sentença em regime semiaberto.
A produção ainda mostra a vida atual de Suzane. Há cenas da rotina com o atual companheiro, o médico Felipe Zecchini Muniz, e os filhos.
A produção ainda mostra a vida atual de Suzane, que cumpre pena em regime aberto. Há cenas da rotina com o atual companheiro, o médico Felipe Zecchini Muniz, e os filhos.
Ao final, Suzane afirma que tenta se desvincular da própria imagem do passado. “Aquela Suzane ficou lá atrás. A sensação é de que ela morreu junto com os meus pais”, disse.
Ainda assim, admitiu que não consegue escapar do reconhecimento público.
“Você entra num lugar e parece que o ar para. Todo mundo olha. ‘Olha, a Suzane’”, relatou.
“Quantas fotos minhas, às vezes, no supermercado… a pessoa tirando foto”, acrescentou.