Temer e cúpula da Globo se encontraram para discutir delação e reforma
O vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, João Roberto Marinho, solicitou uma reunião com o presidente Michel Temer no início de outubro, em São Paulo, para discutirem a cobertura dos veículos de comunicação da empresa sobre o governo Temer e conversarem sobre a reforma da previdência. As informações são da Folha de S. […]
PORRedação SRzd21/12/2017|
2 min de leitura
O vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, João Roberto Marinho, solicitou uma reunião com o presidente Michel Temer no início de outubro, em São Paulo, para discutirem a cobertura dos veículos de comunicação da empresa sobre o governo Temer e conversarem sobre a reforma da previdência. As informações são da Folha de S. […]
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O vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, João Roberto Marinho, solicitou uma reunião com o presidente Michel Temer no início de outubro, em São Paulo, para discutirem a cobertura dos veículos de comunicação da empresa sobre o governo Temer e conversarem sobre a reforma da previdência. As informações são da Folha de S. Paulo, que ouviu três aliados que escutaram relatos feitos pelo próprio presidente.
O encontro aconteceu na casa de Roberto Irineu Marinho, irmão de João Roberto, e teve ainda a presença do vice-presidente de Relações Institucionais da Globo, Paulo Tonet. De acordo com a Folha, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) foi quem ajudou a costurar a aproximação.
Segundo a reportagem, no encontro, Temer reclamou da cobertura do caso JBS que tinha como objetivo derrubá-lo. Para o presidente, desde a divulgação da conversa entre ele e o empresário Joesley Batista no jornal O Globo, o grupo se posicionou com a percepção de que Temer deu aval à compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente reclamou ainda de um editorial publicado no jornal e que defendia a saída de Temer do cargo.
O presidente disse a João Roberto que nem sempre o conteúdo das delações é conclusivo e citou as informações divulgadas no acordo de colaboração do empresário J. Hawilla, da agência Traffic, com a Justiça dos EUA. A delação abriu a caixa preta de um esquema de corrupção na Fifa. O Grupo Globo foi citado pelo empresário Alejandro Buzarco, da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias, que afirmou às autoridades americanas que a TV Globo e outros grupos pagaram propina para transmissão de campeonatos. Na época, o Grupo Globo divulgou uma nota dizendo “veementemente” que “não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina”.
Por meio de sua assessoria, o Grupo Globo informou que a conversa com Temer foi “absolutamente republicana, sem pedidos ou promessas de qualquer das partes”. Já a assessoria de Temer não comentou o assunto.
O vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, João Roberto Marinho, solicitou uma reunião com o presidente Michel Temer no início de outubro, em São Paulo, para discutirem a cobertura dos veículos de comunicação da empresa sobre o governo Temer e conversarem sobre a reforma da previdência. As informações são da Folha de S. Paulo, que ouviu três aliados que escutaram relatos feitos pelo próprio presidente.
O encontro aconteceu na casa de Roberto Irineu Marinho, irmão de João Roberto, e teve ainda a presença do vice-presidente de Relações Institucionais da Globo, Paulo Tonet. De acordo com a Folha, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) foi quem ajudou a costurar a aproximação.
Segundo a reportagem, no encontro, Temer reclamou da cobertura do caso JBS que tinha como objetivo derrubá-lo. Para o presidente, desde a divulgação da conversa entre ele e o empresário Joesley Batista no jornal O Globo, o grupo se posicionou com a percepção de que Temer deu aval à compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente reclamou ainda de um editorial publicado no jornal e que defendia a saída de Temer do cargo.
O presidente disse a João Roberto que nem sempre o conteúdo das delações é conclusivo e citou as informações divulgadas no acordo de colaboração do empresário J. Hawilla, da agência Traffic, com a Justiça dos EUA. A delação abriu a caixa preta de um esquema de corrupção na Fifa. O Grupo Globo foi citado pelo empresário Alejandro Buzarco, da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias, que afirmou às autoridades americanas que a TV Globo e outros grupos pagaram propina para transmissão de campeonatos. Na época, o Grupo Globo divulgou uma nota dizendo “veementemente” que “não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina”.
Por meio de sua assessoria, o Grupo Globo informou que a conversa com Temer foi “absolutamente republicana, sem pedidos ou promessas de qualquer das partes”. Já a assessoria de Temer não comentou o assunto.