Águia de Jaboatão dos Guararapes, Unidos de Piedade é a mais nova filiada do Carnaval Virtual

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Fundada em Abril de 2021, a Unidos de Piedade divulga seu enredo de estreia no Carnaval Virtual, com o enredo: Salgueiro, a encruzilhada do Nordeste. Confira abaixo a sinopse de autoria de Xande Pessoa e Arthur Gonçalves: O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Legado deixado pelos nativos cariris, indígenas, valentes guerreiros que chegaram […]

POR Carnaval Virtual 15/6/2021| 5 min de leitura

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Logo oficial completo da agremiação.

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Fundada em Abril de 2021, a Unidos de Piedade divulga seu enredo de estreia no Carnaval Virtual, com o enredo: Salgueiro, a encruzilhada do Nordeste.

Logo oficial completo da agremiação.

Confira abaixo a sinopse de autoria de Xande Pessoa e Arthur Gonçalves:

O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Legado deixado pelos nativos cariris, indígenas, valentes guerreiros que chegaram ao sertão pernambucano, atraídos pela abundância e fertilidade dos solos, os nativos resistiram bravamente contra a exploração e o domínio colonial. Porém foram derrotados na guerra contra os colonos, e assim os colonos se instalam e se fortalecem na região.

Inicialmente estabelecidos na região do Vale do São Francisco, as pessoas foram se deslocando para as regiões sul e central do sertão. Alguns remanescentes de Quilombos como Conceição das Crioulas, fundado por escravizados de origem banta fugidas da opressão do litoral se estabeleceram na região, e outros grupos negros vindos como escravizados ou acoitados pelos senhores locais formaram povoamentos nas suas terras. Muitos negros e mulatos especialmente os de origem Iorubá (nagôs), orgulhosa nação negra da região da Nigéria muito comum entre os escravos na Bahia, se tornaram vaqueiros e introduziram diversas técnicas de construção de casas de barro, cercas de pau-em-pé, desconhecidas pelos portugueses. 

Mulheres e crianças dessas tribos foram sendo integrados às populações locais e acabaram se tornando concubinas dos fazendeiros e de seus aliados, sendo comum fazendeiros poderosos terem várias amantes pobres que dividiam sua atenção com uma esposa (a “sinhazinha” de família tradicional) cujos rebentos herdariam a posição social do pai, e dividirem partes de suas propriedades entre suas dezenas de filhos e netos mestiços que asseguravam seu poder paramilitar e político através de lutas e casamentos com outras famílias influentes. 

Coronel Manoel de Sá um fazendeiro dono de terras no sertão pernambucano, em sua vistoria de rotina em uma das propriedades, se deu conta do desaparecimento do seu filho Raimundo de Sá, estava anoitecendo e havia muitos animais e indígenas  na região. O Coronel e sua esposa Dona Quitéria ficaram preocupados, e um grupo de busca foi organizado para encontrar o menino.

Dona Quitéria aflita com o ocorrido e pensando no que poderia acontecer com o garoto, fez uma promessa a Santo Antônio que caso encontrasse seu filho com vida, construiria uma capela em sua homenagem. Depois de dois dias e duas noites a procura do menino, um dos vaqueiros que integrava o grupo de busca organizado pelo Coronel, finalmente conseguiu encontrar o garoto são e salvo, brincando debaixo de um pé de Salgueiro. A promessa foi cumprida, e no local foi erguida: A capela de Santo Antônio do Salgueiro, dando origem à cidade de Salgueiro, sob o “céu mais puro azul”. 

Os trabalhadores envolvidos na construção da capela se instalaram com suas famílias e constituíram o primeiro núcleo de povoação, a Vila de Santo Antônio do Salgueiro. A cidade foi desenvolvendo e ganhando cada vez mais importância no sertão central de Pernambuco. 

Encruzilhada do Nordeste, assim conhecida Salgueiro se tornou por ser equidistante de quase todas as capitais da região. Mesmo sem rios, mas cercada pela vegetação única do sertão nordestino, a caatinga xerófita, a “Encruzilhada” é cortada pelos canais de transposição do Rio São Francisco que leva a esperança por água para o sertão nordestino, mas não é só esperança, Salgueiro é uma cidade de fé e resistência. 

Resistência em Conceição das Crioulas, comunidade quilombola de Salgueiro que se destaca na luta dos direitos do seu povo, e na preservação da tradição e cultura. Como a cultura da dança, onde os fiéis do Santo São Gonçalo, beato da Igreja Católica, pagam suas promessas, ao dançar o “trancelim”. 

“São Gonçalo de Amarante
feito de cedro cheiroso
Ora viva, ora viva
Viva São Gonçalo, viva
Viva meu santo, viva”. 

Brava terra abençoada por Santo Antônio, o padroeiro de Salgueiro. Na Praça da Catedral, os fieis se reúnem para festejar o santo, com decoração junina, barracas com comidas típicas, artesanato e apresentações culturais. Pela fé, Lampião e Padre Cícero que passaram pela terrinha cumprindo promessas, subiram a Serra do Cruzeiro, um mirante que em seu ponto mais alto, possui uma cruz simbolizando a fé. Fé para espantar o “mau-olhado”, Salgueiro, a terra das rezadeiras e benzedeiras. 

Nessa viagem pelo Sertão com fé e resistência, a Águia de Piedade encontra o Carcará, ave feroz de rapina, que canta Salgueiro e nos mostra o pedacinho da folia e da cultura que engrandece a cidade.

Folia comandada pelo saudoso Mestre Jaime imortalizado entre os maiores, um patrimônio histórico de Pernambuco. Jaime era um carnavalesco que com seu talento criou bonecos gigantes que animam o período de carnaval com o bloco “Bicharada”, no ritmo do frevo.

Do frevo ao São João, passa na Estação do Forró para “forrozear”, e no estádio Cornélio de Barros para ver o Carcará.

Voa Carcará… Voa para o topo. Voa pelo sertão, de branco, verde e vermelho pintei o meu coração, levo a magia e garra para um povo vencedor, assim descreve o hino do Salgueiro Atlético Clube, patrimônio imaterial da cidade: “O sonho não acabou”. Povo “arretado” de bom, sertanejo campeão, que nunca foge a luta como os nativos cariris, o meu lugar está aqui, e no solo sagrado do Cornélio de Barros entramos para o livro dos imortais.

Na Encruzilhada do Nordeste, voa Carcará! A Unidos de Piedade canta Salgueiro e sua riqueza histórica e cultural, na fé de “Santo Antônio”, e com as cores azul e amarela do nosso pavilhão, saudamos a terra de Manoel de Sá em nosso carnaval.  

Fundada em Abril de 2021, a Unidos de Piedade divulga seu enredo de estreia no Carnaval Virtual, com o enredo: Salgueiro, a encruzilhada do Nordeste.

Logo oficial completo da agremiação.

Confira abaixo a sinopse de autoria de Xande Pessoa e Arthur Gonçalves:

O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Legado deixado pelos nativos cariris, indígenas, valentes guerreiros que chegaram ao sertão pernambucano, atraídos pela abundância e fertilidade dos solos, os nativos resistiram bravamente contra a exploração e o domínio colonial. Porém foram derrotados na guerra contra os colonos, e assim os colonos se instalam e se fortalecem na região.

Inicialmente estabelecidos na região do Vale do São Francisco, as pessoas foram se deslocando para as regiões sul e central do sertão. Alguns remanescentes de Quilombos como Conceição das Crioulas, fundado por escravizados de origem banta fugidas da opressão do litoral se estabeleceram na região, e outros grupos negros vindos como escravizados ou acoitados pelos senhores locais formaram povoamentos nas suas terras. Muitos negros e mulatos especialmente os de origem Iorubá (nagôs), orgulhosa nação negra da região da Nigéria muito comum entre os escravos na Bahia, se tornaram vaqueiros e introduziram diversas técnicas de construção de casas de barro, cercas de pau-em-pé, desconhecidas pelos portugueses. 

Mulheres e crianças dessas tribos foram sendo integrados às populações locais e acabaram se tornando concubinas dos fazendeiros e de seus aliados, sendo comum fazendeiros poderosos terem várias amantes pobres que dividiam sua atenção com uma esposa (a “sinhazinha” de família tradicional) cujos rebentos herdariam a posição social do pai, e dividirem partes de suas propriedades entre suas dezenas de filhos e netos mestiços que asseguravam seu poder paramilitar e político através de lutas e casamentos com outras famílias influentes. 

Coronel Manoel de Sá um fazendeiro dono de terras no sertão pernambucano, em sua vistoria de rotina em uma das propriedades, se deu conta do desaparecimento do seu filho Raimundo de Sá, estava anoitecendo e havia muitos animais e indígenas  na região. O Coronel e sua esposa Dona Quitéria ficaram preocupados, e um grupo de busca foi organizado para encontrar o menino.

Dona Quitéria aflita com o ocorrido e pensando no que poderia acontecer com o garoto, fez uma promessa a Santo Antônio que caso encontrasse seu filho com vida, construiria uma capela em sua homenagem. Depois de dois dias e duas noites a procura do menino, um dos vaqueiros que integrava o grupo de busca organizado pelo Coronel, finalmente conseguiu encontrar o garoto são e salvo, brincando debaixo de um pé de Salgueiro. A promessa foi cumprida, e no local foi erguida: A capela de Santo Antônio do Salgueiro, dando origem à cidade de Salgueiro, sob o “céu mais puro azul”. 

Os trabalhadores envolvidos na construção da capela se instalaram com suas famílias e constituíram o primeiro núcleo de povoação, a Vila de Santo Antônio do Salgueiro. A cidade foi desenvolvendo e ganhando cada vez mais importância no sertão central de Pernambuco. 

Encruzilhada do Nordeste, assim conhecida Salgueiro se tornou por ser equidistante de quase todas as capitais da região. Mesmo sem rios, mas cercada pela vegetação única do sertão nordestino, a caatinga xerófita, a “Encruzilhada” é cortada pelos canais de transposição do Rio São Francisco que leva a esperança por água para o sertão nordestino, mas não é só esperança, Salgueiro é uma cidade de fé e resistência. 

Resistência em Conceição das Crioulas, comunidade quilombola de Salgueiro que se destaca na luta dos direitos do seu povo, e na preservação da tradição e cultura. Como a cultura da dança, onde os fiéis do Santo São Gonçalo, beato da Igreja Católica, pagam suas promessas, ao dançar o “trancelim”. 

“São Gonçalo de Amarante
feito de cedro cheiroso
Ora viva, ora viva
Viva São Gonçalo, viva
Viva meu santo, viva”. 

Brava terra abençoada por Santo Antônio, o padroeiro de Salgueiro. Na Praça da Catedral, os fieis se reúnem para festejar o santo, com decoração junina, barracas com comidas típicas, artesanato e apresentações culturais. Pela fé, Lampião e Padre Cícero que passaram pela terrinha cumprindo promessas, subiram a Serra do Cruzeiro, um mirante que em seu ponto mais alto, possui uma cruz simbolizando a fé. Fé para espantar o “mau-olhado”, Salgueiro, a terra das rezadeiras e benzedeiras. 

Nessa viagem pelo Sertão com fé e resistência, a Águia de Piedade encontra o Carcará, ave feroz de rapina, que canta Salgueiro e nos mostra o pedacinho da folia e da cultura que engrandece a cidade.

Folia comandada pelo saudoso Mestre Jaime imortalizado entre os maiores, um patrimônio histórico de Pernambuco. Jaime era um carnavalesco que com seu talento criou bonecos gigantes que animam o período de carnaval com o bloco “Bicharada”, no ritmo do frevo.

Do frevo ao São João, passa na Estação do Forró para “forrozear”, e no estádio Cornélio de Barros para ver o Carcará.

Voa Carcará… Voa para o topo. Voa pelo sertão, de branco, verde e vermelho pintei o meu coração, levo a magia e garra para um povo vencedor, assim descreve o hino do Salgueiro Atlético Clube, patrimônio imaterial da cidade: “O sonho não acabou”. Povo “arretado” de bom, sertanejo campeão, que nunca foge a luta como os nativos cariris, o meu lugar está aqui, e no solo sagrado do Cornélio de Barros entramos para o livro dos imortais.

Na Encruzilhada do Nordeste, voa Carcará! A Unidos de Piedade canta Salgueiro e sua riqueza histórica e cultural, na fé de “Santo Antônio”, e com as cores azul e amarela do nosso pavilhão, saudamos a terra de Manoel de Sá em nosso carnaval.  

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