Passista se diz vítima de racismo e rebate críticas por apresentação da Beija-Flor na NBA
Michelle Bailey é brasileira, nascida em Nilópolis, mas mora há 16 anos nos Estados Unidos. Há quase dois anos ela, que é amante do Carnaval, decidiu criar um grupo para levar a cultura brasileira ao exterior. O Spirit Of Samba concorreu, em 2016, ao Prêmio Brazilian Press Award, realizado em Miami, concorrendo com grandes coreógrafos […]
PORRedação SRzd3/4/2017|
4 min de leitura
Michelle Bailey é brasileira, nascida em Nilópolis, mas mora há 16 anos nos Estados Unidos. Há quase dois anos ela, que é amante do Carnaval, decidiu criar um grupo para levar a cultura brasileira ao exterior. O Spirit Of Samba concorreu, em 2016, ao Prêmio Brazilian Press Award, realizado em Miami, concorrendo com grandes coreógrafos […]
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Michelle Bailey é brasileira, nascida em Nilópolis, mas mora há 16 anos nos Estados Unidos. Há quase dois anos ela, que é amante do Carnaval, decidiu criar um grupo para levar a cultura brasileira ao exterior. O Spirit Of Samba concorreu, em 2016, ao Prêmio Brazilian Press Award, realizado em Miami, concorrendo com grandes coreógrafos e artistas brasileiros.
Michelle é formada em ballet clássico e já está no mundo do samba há 24 anos. Sua trajetória começou na Beija-Flor, primeira escola a levar bailarinos clássicos com sapatilhas de ponta na comissão de frente. “Daí veio o meu amor pelo samba. Eu admirava as passistas, ficava encantada. Sabia que um dia seria como uma delas, mas na época eu era muito nova e meu pai ciumento não permitia que eu usasse biquíni de samba”, contou ao SRZD Carnaval.
Michelle Bailey. Arquivo pessoal.
“Fiz outras audições e trabalhei em cruzeiros pela Europa e Ásia, trabalhei em casas de shows na França e Itália, na maioria das vezes com shows de samba e danças da cultura brasileira”. Depois de retornar ao Brasil para novos trabalhos, recebeu o convite para retornar ao circo. Aceitou. E depois de três meses conheceu o marido, que estava na plateia com a filha. “Estávamos nos apresentando e ela pediu para tirar foto com as princesas e apontou para mim. Foi amor à primeira vista. Depois de seis meses nos casamos em Las Vegas, como nos filmes. Ele largou a vida dele e foi embora comigo se aventurar nas viagens pelos Estados Unidos com o circo. Ele conseguiu emprego como assistente na gerência geral do show. Depois de dois anos, subiu para o cargo de gerente geral. Nos despedimos do circo assim que meu filho nasceu, dois anos depois. Meu marido conseguiu um ótimo trabalho em Orlando, e aqui estamos há três anos”, disse.
Michelle Bailey, ao lado de outras passistas brasileiras, se apresentaram no intervalo do jogo da NBA entre New York Knicks e Miami Heat. Apesar de muito elogiada nos Estados Unidos, no Brasil, algumas pessoas preferiram criticar a apresentação. “Foi muito curta”, disse um internauta. “Elas são muito branquelas”, disse outro.
Michelle Bailey foi um das que mais se desapontaram por ser “discriminada” por causa da cor da pele. Veja a mensagem que ela enviou para o SRzd Carnaval.
“Meu nome é Michelle Bailey. Sou uma das passistas que representaram a Beija-Flor no jogo da NBA em Miami.
Muita infelicidade e tristeza receber insultos, principalmente, referente a cor da pele.
Sou nascida e criada em Nilópolis e entrei na Beija-Flor em 1994, como bailarina da comissão de frente, mas meu sonho desde de pequena era ser passista e minha paixão sempre foi o Carnaval. A Beija-Flor e o samba foram o pontapé inicial para a realização de todos os meus sonhos e vir morar nos EUA.Todos os anos vou ao Brasil, compareço aos ensaios da quadra e desfilo pela Beija-Flor.
Suei a camisa, trabalhei, participava dos ensaios exaustivos na quadra da Beija-Flor. Sou praticamente cria da casa,viajei muitas vezes dentro do Brasil e fora do país com a agremiação,antes de passar na audição para ser bailarina em um circo aqui nos EUA e trazer a nossa cultura pra cá.
Hoje em dia moro em Orlando. Eu tenho um grupo de entretenimento que traz a cultura brasileira e consequentemente o nome da Beija-Flor para os EUA. É muito triste você receber esse tipo de críticas de pessoas ignorantes que não conhecem a história de cada um que estava ali.
Eu era a única do grupo que se apresentou que mora fora do Brasil. Não admito esse tipo de crítica porque as pessoas não têm o conhecimento das lutas diárias que enfrentamos para continuarmos realizando nossos sonhos, viver e vencer fora do nosso país de origem.
Falo e repito porque eu tive a sorte, lutei e suei para ter a oportunidade de crescer e morar fora do país não me faz menos nilopolitana! Eu sou da comunidade de Nilópolis. Não existe panelinha. Todas tem uma história dentro do Carnaval carioca.Todas estavam ali porque tem talento e por merecimento .
Michelle Bailey é brasileira, nascida em Nilópolis, mas mora há 16 anos nos Estados Unidos. Há quase dois anos ela, que é amante do Carnaval, decidiu criar um grupo para levar a cultura brasileira ao exterior. O Spirit Of Samba concorreu, em 2016, ao Prêmio Brazilian Press Award, realizado em Miami, concorrendo com grandes coreógrafos e artistas brasileiros.
Michelle é formada em ballet clássico e já está no mundo do samba há 24 anos. Sua trajetória começou na Beija-Flor, primeira escola a levar bailarinos clássicos com sapatilhas de ponta na comissão de frente. “Daí veio o meu amor pelo samba. Eu admirava as passistas, ficava encantada. Sabia que um dia seria como uma delas, mas na época eu era muito nova e meu pai ciumento não permitia que eu usasse biquíni de samba”, contou ao SRZD Carnaval.
Michelle Bailey. Arquivo pessoal.
“Fiz outras audições e trabalhei em cruzeiros pela Europa e Ásia, trabalhei em casas de shows na França e Itália, na maioria das vezes com shows de samba e danças da cultura brasileira”. Depois de retornar ao Brasil para novos trabalhos, recebeu o convite para retornar ao circo. Aceitou. E depois de três meses conheceu o marido, que estava na plateia com a filha. “Estávamos nos apresentando e ela pediu para tirar foto com as princesas e apontou para mim. Foi amor à primeira vista. Depois de seis meses nos casamos em Las Vegas, como nos filmes. Ele largou a vida dele e foi embora comigo se aventurar nas viagens pelos Estados Unidos com o circo. Ele conseguiu emprego como assistente na gerência geral do show. Depois de dois anos, subiu para o cargo de gerente geral. Nos despedimos do circo assim que meu filho nasceu, dois anos depois. Meu marido conseguiu um ótimo trabalho em Orlando, e aqui estamos há três anos”, disse.
Michelle Bailey, ao lado de outras passistas brasileiras, se apresentaram no intervalo do jogo da NBA entre New York Knicks e Miami Heat. Apesar de muito elogiada nos Estados Unidos, no Brasil, algumas pessoas preferiram criticar a apresentação. “Foi muito curta”, disse um internauta. “Elas são muito branquelas”, disse outro.
Michelle Bailey foi um das que mais se desapontaram por ser “discriminada” por causa da cor da pele. Veja a mensagem que ela enviou para o SRzd Carnaval.
“Meu nome é Michelle Bailey. Sou uma das passistas que representaram a Beija-Flor no jogo da NBA em Miami.
Muita infelicidade e tristeza receber insultos, principalmente, referente a cor da pele.
Sou nascida e criada em Nilópolis e entrei na Beija-Flor em 1994, como bailarina da comissão de frente, mas meu sonho desde de pequena era ser passista e minha paixão sempre foi o Carnaval. A Beija-Flor e o samba foram o pontapé inicial para a realização de todos os meus sonhos e vir morar nos EUA.Todos os anos vou ao Brasil, compareço aos ensaios da quadra e desfilo pela Beija-Flor.
Suei a camisa, trabalhei, participava dos ensaios exaustivos na quadra da Beija-Flor. Sou praticamente cria da casa,viajei muitas vezes dentro do Brasil e fora do país com a agremiação,antes de passar na audição para ser bailarina em um circo aqui nos EUA e trazer a nossa cultura pra cá.
Hoje em dia moro em Orlando. Eu tenho um grupo de entretenimento que traz a cultura brasileira e consequentemente o nome da Beija-Flor para os EUA. É muito triste você receber esse tipo de críticas de pessoas ignorantes que não conhecem a história de cada um que estava ali.
Eu era a única do grupo que se apresentou que mora fora do Brasil. Não admito esse tipo de crítica porque as pessoas não têm o conhecimento das lutas diárias que enfrentamos para continuarmos realizando nossos sonhos, viver e vencer fora do nosso país de origem.
Falo e repito porque eu tive a sorte, lutei e suei para ter a oportunidade de crescer e morar fora do país não me faz menos nilopolitana! Eu sou da comunidade de Nilópolis. Não existe panelinha. Todas tem uma história dentro do Carnaval carioca.Todas estavam ali porque tem talento e por merecimento .