‘Quero beber escondido e roubar comida da geladeira’, diz Moacyr Luz sobre pós-cirurgia de Parkinson
Recuperação. O poeta Moacyr Luz foi submetido a uma cirurgia em São Paulo para tratar o Parkinson, doença que ele enfrenta há 17 anos. Comandada pelo neurocirurgião Erich Fonoff, professor da USP e diretor do Instituto Alzheimer Hoje, a operação tem o histórico de aplacar os sintomas em pelo menos 60% e reduzir a necessidade […]
PORRedação SRzd15/10/2025|
2 min de leitura
Compositor Moacyr Luz. Foto: SRzd
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Recuperação. O poeta Moacyr Luz foi submetido a uma cirurgia em São Paulo para tratar o Parkinson, doença que ele enfrenta há 17 anos.
Comandada pelo neurocirurgião Erich Fonoff, professor da USP e diretor do Instituto Alzheimer Hoje, a operação tem o histórico de aplacar os sintomas em pelo menos 60% e reduzir a necessidade do uso de medicamentos contra a doença pela metade. Um grupo de pacientes chega a ter uma melhora próxima de 90%, não só dos tremores, mas na rigidez do corpo, dores e locomoção.
O procedimento foi feito no Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.
Em entrevista concedida dois dias antes da operação, Luz narrou os desafios impostos pelo Parkinson e os desejos que pretende realizar no pós-cirúrgica.
“Nos últimos 6 meses a doença piorou e dei uma desanimada para compor. Pegar o instrumento, sentar, colocar o violão no braço, afinar, todo esse processo agora demora tanto que quando vou começar a compor já estou cansado. Ainda consigo dar um drible algumas vezes para dar uns passos abrindo mais as pernas para me equilibrar, mas foi piorando. Meu maior medo é da queda, escorregar, bater com a cabeça. Esse é um dos motivos de óbito de quem tem Parkinson. Tenho uma cuidadora que está comigo todos os dias. Ela já sabe todos os meus hábitos. Instalei no banheiro umas alças para me segurar quando tomo banho. Tirei o tapete, muitos móveis da sala. Quando está muito difícil me vestir peço ajuda, mas isso me deixa tímido, uso uma toalha no meio do caminho. Tenho um andador, mas tenho medo de cair por cima dele. Tenho uma poltrona que dá para controlar os movimentos com botões. Ela inclina bastante, levanta os pés”, narrou.
E depois? “Tenho grandes desejos. Quero roubar comida da geladeira. Se hoje fizer isso, derrubo tudo. Quero também beber escondido. Tenho que ficar pedindo e as pessoas ficam sabendo quantas doses bebi. Andar sem bater na quina dos móveis. E tocar violão ao menos próximo do que fazia, que era bacana para mim”, brincou.
Recuperação. O poeta Moacyr Luz foi submetido a uma cirurgia em São Paulo para tratar o Parkinson, doença que ele enfrenta há 17 anos.
Comandada pelo neurocirurgião Erich Fonoff, professor da USP e diretor do Instituto Alzheimer Hoje, a operação tem o histórico de aplacar os sintomas em pelo menos 60% e reduzir a necessidade do uso de medicamentos contra a doença pela metade. Um grupo de pacientes chega a ter uma melhora próxima de 90%, não só dos tremores, mas na rigidez do corpo, dores e locomoção.
O procedimento foi feito no Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.
Em entrevista concedida dois dias antes da operação, Luz narrou os desafios impostos pelo Parkinson e os desejos que pretende realizar no pós-cirúrgica.
“Nos últimos 6 meses a doença piorou e dei uma desanimada para compor. Pegar o instrumento, sentar, colocar o violão no braço, afinar, todo esse processo agora demora tanto que quando vou começar a compor já estou cansado. Ainda consigo dar um drible algumas vezes para dar uns passos abrindo mais as pernas para me equilibrar, mas foi piorando. Meu maior medo é da queda, escorregar, bater com a cabeça. Esse é um dos motivos de óbito de quem tem Parkinson. Tenho uma cuidadora que está comigo todos os dias. Ela já sabe todos os meus hábitos. Instalei no banheiro umas alças para me segurar quando tomo banho. Tirei o tapete, muitos móveis da sala. Quando está muito difícil me vestir peço ajuda, mas isso me deixa tímido, uso uma toalha no meio do caminho. Tenho um andador, mas tenho medo de cair por cima dele. Tenho uma poltrona que dá para controlar os movimentos com botões. Ela inclina bastante, levanta os pés”, narrou.
E depois? “Tenho grandes desejos. Quero roubar comida da geladeira. Se hoje fizer isso, derrubo tudo. Quero também beber escondido. Tenho que ficar pedindo e as pessoas ficam sabendo quantas doses bebi. Andar sem bater na quina dos móveis. E tocar violão ao menos próximo do que fazia, que era bacana para mim”, brincou.