Após ser hors-concours, Bangu celebra Leci Brandão, mas enfrenta problemas na pista

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Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam na sexta-feira (13) e no sábado (14), a partir das 21h. A 4ª escola a desfilar foi a Unidos de Bangu com o enredo: As Coisas que Mamãe me Ensinou. Um incêndio na fábrica Maximus, que destruiu quase todas […]

POR Redação SRzd 14/2/2026| 4 min de leitura

Desfile da Série Ouro 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

Desfile da Série Ouro 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

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Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam na sexta-feira (13) e no sábado (14), a partir das 21h.

A 4ª escola a desfilar foi a Unidos de Bangu com o enredo: As Coisas que Mamãe me Ensinou.

Um incêndio na fábrica Maximus, que destruiu quase todas as fantasias de três escolas de samba da Série Ouro, mudou completamente os rumos do Carnaval 2025. A Liga-RJ decidiu, naquela ocasião, que Império Serrano, Unidos de Bangu e Unidos da Ponte não seriam julgadas no ano passado.

Desta vez, a escola de Bangu chegou para competir celebrando um dos maiores nomes do samba nacional: Leci Brandão que, por muitos anos, foi colunista do portal SRzd. Porém, cometeu erros em evolução e ainda sofreu com a queda de um pedaço de uma das esculturas da 2ª alegoria. Ao fim, como desdobramento dos problemas de andamento, ultrapassou o limite máximo de desfile em 1 minuto, fechando a apresentação com 56.

+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:

CÉLIA SOUTO: Axé Leci Brandão! Com canto forte e vibrante, os componentes desfilaram cantando o samba-enredo demonstrando envolvimento e empolgação com a totalidade da letra conduzidos pelo intérpretes Freddy Vianna, Pipa Brasey e demais músicos.

E o samba rendeu na Avenida e agradou muitos dos presentes na Sapucaí.

A maioria das alas trouxe samba no pé acompanhando o ritmo do samba. Um desfile vibrante, equilibrado e, ainda mais emocionante, pela presença de Leci Brandão! Axé!

CLÁUDIO FRANCIONI: Leci Brandão recebeu uma homenagem digna, ao menos no que tange ao quesito samba-enredo. Com alguns trechos que primavam pela animação e outros mais densos, era uma obra que não chamava a atenção na gravação, mas que soou melhor no ensaio técnico e confirmou essa diferença no desfile. Freddy Vianna e Pipa Brasey conduziram com muita vibração um afinado time de cantores. O novo sistema de som, que até então vinha bem, apresentou uma microfonia em frente ao Setor 5, possivelmente pelo aumento das caixas no momento em que a bateria passa.

BRUNO MORAES: Mestre Dinho, em sua estreia na Bangu, fez um bom desfile, ajudando, e muito, na performance do bom samba. A bossa de referência à Mangueira funcionou bem nos módulos de julgadores. A caída de três na cabeça do samba tinha harmonia perfeita com o samba. Mesmo com a adversidade de desfilar colado com sua antiga escola, o Mestre usou da sua experiência para se apresentar bem.

ELIANE SOUZA: O lindo casal da escola – Leonardo Moreira e Bárbara Moura – desenvolveu uma dança iluminada pela letra do samba e atravessada por movimentos de outras coreografias! A utilização de passos do minueto como forma de deslocamento pelo espaço, enriqueceu a performance, assim como gestos e passos de danças afro-religiosas. Suavidade, gentileza e cortesia, na movimentação do mestre-sala, que dedica grande atenção a sua dama que, com destreza, realiza os giros bem elaborados, nos dois sentidos do horário, desfraldando o pavilhão no movimento Abano.

Leandrinho Silva e Cris Soares – o segundo casal – bailaram com grande habilidade, revelando magnífica sintonia e sincronizando com perfeição os movimentos característicos. Sempre me encantam!

JAIME CEZÁRIO: O enredo construiu um resgate íntimo e afetivo da trajetória de Leci Brandão, tomando como ponto de partida os valores transmitidos por sua mãe, dona Lecy — a fé nos Orixás, o amor, a educação, a coragem e o compromisso com a cultura popular. Esses princípios moldaram não apenas sua formação artística, mas também sua atuação firme na afirmação da voz negra e feminina na cultura brasileira.

As fantasias apresentaram, em algumas alas, leitura pouco imediata e um curioso estudo cromático, com alternância de cores não complementares.

As alegorias, também de grandes proporções, apostaram em efeitos de luz e movimento — sobretudo o abre-alas. Contudo, observaram-se pequenos problemas de acabamento, além de uma falha estrutural na segunda alegoria, cuja escultura principal desfilou com um dos braços desencaixado. Tratou-se de um enredo necessário, mas que acabou perdendo a oportunidade de arrebatar o coração do público.

Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio:

Arpoador

Rodapé - carnaval rio

Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam na sexta-feira (13) e no sábado (14), a partir das 21h.

A 4ª escola a desfilar foi a Unidos de Bangu com o enredo: As Coisas que Mamãe me Ensinou.

Um incêndio na fábrica Maximus, que destruiu quase todas as fantasias de três escolas de samba da Série Ouro, mudou completamente os rumos do Carnaval 2025. A Liga-RJ decidiu, naquela ocasião, que Império Serrano, Unidos de Bangu e Unidos da Ponte não seriam julgadas no ano passado.

Desta vez, a escola de Bangu chegou para competir celebrando um dos maiores nomes do samba nacional: Leci Brandão que, por muitos anos, foi colunista do portal SRzd. Porém, cometeu erros em evolução e ainda sofreu com a queda de um pedaço de uma das esculturas da 2ª alegoria. Ao fim, como desdobramento dos problemas de andamento, ultrapassou o limite máximo de desfile em 1 minuto, fechando a apresentação com 56.

+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:

CÉLIA SOUTO: Axé Leci Brandão! Com canto forte e vibrante, os componentes desfilaram cantando o samba-enredo demonstrando envolvimento e empolgação com a totalidade da letra conduzidos pelo intérpretes Freddy Vianna, Pipa Brasey e demais músicos.

E o samba rendeu na Avenida e agradou muitos dos presentes na Sapucaí.

A maioria das alas trouxe samba no pé acompanhando o ritmo do samba. Um desfile vibrante, equilibrado e, ainda mais emocionante, pela presença de Leci Brandão! Axé!

CLÁUDIO FRANCIONI: Leci Brandão recebeu uma homenagem digna, ao menos no que tange ao quesito samba-enredo. Com alguns trechos que primavam pela animação e outros mais densos, era uma obra que não chamava a atenção na gravação, mas que soou melhor no ensaio técnico e confirmou essa diferença no desfile. Freddy Vianna e Pipa Brasey conduziram com muita vibração um afinado time de cantores. O novo sistema de som, que até então vinha bem, apresentou uma microfonia em frente ao Setor 5, possivelmente pelo aumento das caixas no momento em que a bateria passa.

BRUNO MORAES: Mestre Dinho, em sua estreia na Bangu, fez um bom desfile, ajudando, e muito, na performance do bom samba. A bossa de referência à Mangueira funcionou bem nos módulos de julgadores. A caída de três na cabeça do samba tinha harmonia perfeita com o samba. Mesmo com a adversidade de desfilar colado com sua antiga escola, o Mestre usou da sua experiência para se apresentar bem.

ELIANE SOUZA: O lindo casal da escola – Leonardo Moreira e Bárbara Moura – desenvolveu uma dança iluminada pela letra do samba e atravessada por movimentos de outras coreografias! A utilização de passos do minueto como forma de deslocamento pelo espaço, enriqueceu a performance, assim como gestos e passos de danças afro-religiosas. Suavidade, gentileza e cortesia, na movimentação do mestre-sala, que dedica grande atenção a sua dama que, com destreza, realiza os giros bem elaborados, nos dois sentidos do horário, desfraldando o pavilhão no movimento Abano.

Leandrinho Silva e Cris Soares – o segundo casal – bailaram com grande habilidade, revelando magnífica sintonia e sincronizando com perfeição os movimentos característicos. Sempre me encantam!

JAIME CEZÁRIO: O enredo construiu um resgate íntimo e afetivo da trajetória de Leci Brandão, tomando como ponto de partida os valores transmitidos por sua mãe, dona Lecy — a fé nos Orixás, o amor, a educação, a coragem e o compromisso com a cultura popular. Esses princípios moldaram não apenas sua formação artística, mas também sua atuação firme na afirmação da voz negra e feminina na cultura brasileira.

As fantasias apresentaram, em algumas alas, leitura pouco imediata e um curioso estudo cromático, com alternância de cores não complementares.

As alegorias, também de grandes proporções, apostaram em efeitos de luz e movimento — sobretudo o abre-alas. Contudo, observaram-se pequenos problemas de acabamento, além de uma falha estrutural na segunda alegoria, cuja escultura principal desfilou com um dos braços desencaixado. Tratou-se de um enredo necessário, mas que acabou perdendo a oportunidade de arrebatar o coração do público.

Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio:

Arpoador

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