BOMBOU NA SEMANA: Crítica no Globo classifica safra de sambas do RIO como ‘mediana’ e elege top 3

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Carnaval. O crítico de O Globo, Bernardo Araújo, soltou nesta quarta-feira (5) suas opiniões e impressões sobre a safra de sambas de enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro para 2026. Para ele, Vila Isabel, Beija-Flor e Portela têm bons hinos para o desfile no ano que vem. Ainda classificou a safra como “mediana”. […]

POR Redação SRzd 7/11/2025| 3 min de leitura

Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Foto: Cezar Loureiro - Riotur

Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Foto: Cezar Loureiro - Riotur

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Carnaval. O crítico de O Globo, Bernardo Araújo, soltou nesta quarta-feira (5) suas opiniões e impressões sobre a safra de sambas de enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro para 2026.

Para ele, Vila Isabel, Beija-Flor e Portela têm bons hinos para o desfile no ano que vem. Ainda classificou a safra como “mediana”. Veja alguns trechos dos comentários feitos por Araujo e a íntegra ao final:

Niterói: Quem for anti-Lula vai conseguir separar as coisas e cair na folia? Certamente não. Mas o dever de casa niteroiense foi feito com louvor. Vai segurar a escola no Grupo Especial? Certamente não, também.

Imperatriz: O refrão da Imperatriz, sem referência ao enredo, pode até pegar.

Portela: Pois a canção, que já soava bem de forma improvisada, chega mais redonda ao disco, com a alegria de Zé Paulo contrastando com o tradicional tom dolente dos sambas da Portela.

Mangueira: Para encerrar o domingo, a Mangueira vai ao Amapá homenagear Mestre Sacaca, o guardião da Amazônia Negra. O tema interessante não rendeu um samba inspirado, e a versão do YouTube já era com Dowglas Diniz, voz oficial da verde e rosa. Pouco mudou.

Mocidade: Apesar do bom trabalho do cantor, o samba não decola: mais uma vez, menções a sucessos da homenageada, guitarras de leve temperando a gravação, tudo muito simpático, mas difícil de estourar na Avenida.

Beija-Flor: Aposentado, Neguinho da Beija-Flor deixa saudade, mas os eleitos Nino do Milênio e Jéssica Martin não fazem feio. A rima de “retumba” com “macumba” não é exatamente inspirada, mas a Beija-Flor tem tudo para sacudir.

Viradouro: O clipe, no entanto, é melhor do que o samba — que fala mais do Estácio do que do tema propriamente dito. Wander Pires, que, ano após ano, vem domando seus exageros vocais, tem boa performance.

Tijuca: Se já era bom com Wander Pires na versão antiga, o samba do Borel em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus chegou ao ponto perfeito, embalado pela bateria de Mestre Casagrande.

Tuiuti: Um daqueles sambas com batuque africano e muitas palavras em iorubá: o pesadelo dos implicantes, a alegria dos sambistas e do povo de santo.

Vila Isabel: Por enquanto, a Unidos de Vila Isabel segue em primeiro, na preferência da maioria dos ouvintes, e melhor ainda na voz de Tinga, seu puxador oficial.

Grande Rio: Melódico e bem puxado por Evandro Malandro, pode surpreender na Avenida.

Salgueiro: Dá para vislumbrar o arrastão atrás da escola em fevereiro. Pena que o desfile não termine mais ao amanhecer.

Rodapé - carnaval rio

Carnaval. O crítico de O Globo, Bernardo Araújo, soltou nesta quarta-feira (5) suas opiniões e impressões sobre a safra de sambas de enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro para 2026.

Para ele, Vila Isabel, Beija-Flor e Portela têm bons hinos para o desfile no ano que vem. Ainda classificou a safra como “mediana”. Veja alguns trechos dos comentários feitos por Araujo e a íntegra ao final:

Niterói: Quem for anti-Lula vai conseguir separar as coisas e cair na folia? Certamente não. Mas o dever de casa niteroiense foi feito com louvor. Vai segurar a escola no Grupo Especial? Certamente não, também.

Imperatriz: O refrão da Imperatriz, sem referência ao enredo, pode até pegar.

Portela: Pois a canção, que já soava bem de forma improvisada, chega mais redonda ao disco, com a alegria de Zé Paulo contrastando com o tradicional tom dolente dos sambas da Portela.

Mangueira: Para encerrar o domingo, a Mangueira vai ao Amapá homenagear Mestre Sacaca, o guardião da Amazônia Negra. O tema interessante não rendeu um samba inspirado, e a versão do YouTube já era com Dowglas Diniz, voz oficial da verde e rosa. Pouco mudou.

Mocidade: Apesar do bom trabalho do cantor, o samba não decola: mais uma vez, menções a sucessos da homenageada, guitarras de leve temperando a gravação, tudo muito simpático, mas difícil de estourar na Avenida.

Beija-Flor: Aposentado, Neguinho da Beija-Flor deixa saudade, mas os eleitos Nino do Milênio e Jéssica Martin não fazem feio. A rima de “retumba” com “macumba” não é exatamente inspirada, mas a Beija-Flor tem tudo para sacudir.

Viradouro: O clipe, no entanto, é melhor do que o samba — que fala mais do Estácio do que do tema propriamente dito. Wander Pires, que, ano após ano, vem domando seus exageros vocais, tem boa performance.

Tijuca: Se já era bom com Wander Pires na versão antiga, o samba do Borel em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus chegou ao ponto perfeito, embalado pela bateria de Mestre Casagrande.

Tuiuti: Um daqueles sambas com batuque africano e muitas palavras em iorubá: o pesadelo dos implicantes, a alegria dos sambistas e do povo de santo.

Vila Isabel: Por enquanto, a Unidos de Vila Isabel segue em primeiro, na preferência da maioria dos ouvintes, e melhor ainda na voz de Tinga, seu puxador oficial.

Grande Rio: Melódico e bem puxado por Evandro Malandro, pode surpreender na Avenida.

Salgueiro: Dá para vislumbrar o arrastão atrás da escola em fevereiro. Pena que o desfile não termine mais ao amanhecer.

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