Com abertura impactante, Grande Rio não empolga ao cantar o mangue

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CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21. Engasgada com o vice no ano passado, a Grande Rio foi a penúltima escola a […]

POR Redação SRzd 18/2/2026| 9 min de leitura

Desfile do Grupo Especial 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

Desfile do Grupo Especial 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

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CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21.

Engasgada com o vice no ano passado, a Grande Rio foi a penúltima escola a passar pela passarela do samba este ano. A “revolução” prometida, não aconteceu, e embora com uma abertura de lindo impacto visual, a escola de Caixas não empolgou o povo que curte a noite final do Carnaval carioca.

Após bater na trave em diversas oportunidades e ser vice quatro vezes entre 2006 e 2020, a Acadêmicos do Grande Rio pôde, em 2022, finalmente celebrar seu primeiro campeonato no Grupo Especial do Rio de Janeiro.

E com um desfile épico, dos mais celebrados dos últimos anos nos concursos cariocas, ao levar Exu para a Avenida.

Em 2025, a escola de Caxias saiu da pista como a grande favorita do ano.

E assim os jurados entenderam, exceto os de bateria.

Ao penalizarem a elogiada ala comandada por Mestre Fafá com duas notas 9.9, tiraram da Grande Rio um bicampeonato quase certo. A principal concorrente, a Beija-Flor, foi penalizada em três quesitos, mas foi favorecida pelos descartes e ficou 1 décimo na frente.

Para virar o jogo, a escola de Caxias abordou o Manguebeat, movimento cultural que surgiu no estado de Pernambuco.

Há cerca de 25 anos, o Brasil viveu uma revolução cultural com origem na cidade do Recife.

Um novo movimento de desordenar a música brasileira, onde Chico Science e Nação Zumbi foram percussores. Assim, os recifenses lançaram o seu primeiro álbum de estúdio, ‘Da Lama ao Caos’, em abril de 1994.

A ideia era misturar elementos da cultura folclórica brasileira, Funk Rock, batidas eletrônicas, riffs de guitarra pesados e Hip-Hop. O disco representa o auge do movimento que ficaria conhecido como Manguebeat e foi responsável por abrir portas para o Rock dos anos 90, com letras que tocavam na ferida da desigualdade social do país. O álbum está na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da Rolling Stone.

Introduzindo o disco, Science anuncia a profecia “modernizar o passado é uma evolução musical” através de um monólogo. A proposta era redimensionar e dar uma nova linguagem à música regional de Pernambuco. O cantor descreve a ideia do disco e caracteriza o movimento Manguebeat.

Nos primeiros versos da música inicial mostram o desprezo pelo conhecimento formal como condição necessária para se fazer música e valoriza a espontaneidade e o sentimento na arte.

Sem pausas, a segunda faixa inicia com Chico a indagar a violência que assola o Brasil. Em “Banditismo Por Uma Questão de Classe” é contestado o discurso do Estado e principalmente dos média. “Há um tempo atrás se falava em bandidos / Há um tempo atrás se falava em solução / Há um tempo atrás se falava em progresso / Há um tempo atrás que eu via televisão”.

A composição analisa a questão social como principal causa na escolha do caminho da marginalidade. “E quem era inocente hoje já virou bandido / Pra poder comer um pedaço de pão todo fodido / Banditismo por pura maldade / Banditismo por necessidade”.

As mazelas da cidade de Recife são algo que fundamentam o Manguebeat e onde a banda procura um novo significado. A música “A Cidade”, uma espécie de maracatu, ritmo tradicional nordestino, unida à guitarra elétrica de Lúcio Maia, tornou-se numa das composições mais significativas da banda e dos anos 90. A cidade é apresentada como centro das ambições tanto para ricos como para mendigos. E, por isso, é cantado no refrão o cenário de segregação, onde os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres, “A cidade não para, a cidade só cresce / O de cima sobe e o debaixo desce”.

Porém, no dia 2 de fevereiro de 1997, Chico Science sofreu um acidente de carro fatal, aos 30 anos. Em nome da continuidade do movimento, a Nação Zumbi continuou o trabalho musical.

Ele dirigia o carro de sua irmã indo de Recife para Olinda. Às 18h30, sozinho ao volante na estrada, o Fiat Uno se chocou contra um poste depois que um outro veículo teria fechado a sua passagem.

Science ainda foi socorrido por um policial que estava passando num ônibus e o levou ao Hospital da Restauração, mas não resistiu e chegou na unidade de saúde morto com múltiplas lesões. O enterro aconteceu na segunda-feira do dia 3 de fevereiro de 1997, no Cemitério de Santo Amaro, localizado no Recife. A família de Chico Science recebeu indenização de cerca de 10 milhões de reais da montadora Fiat, responsabilizada pela morte do cantor e compositor no acidente, devido a falhas no cinto de segurança do carro que dirigia e que poderia ter lhe poupado a vida.

+ AVALIAÇÃO DO DESFILE:

+ O QUE VIRAM OS COMENTARISTAS DO SRzd:

JAIME CEZÁRIO: A Acadêmicos do Grande Rio apresentou “A Nação do Mangue” com leitura contemporânea e vigor simbólico. O mangue emergiu como metáfora de resistência, criação e identidade periférica, sustentando uma narrativa visual de forte impacto plástico e coerência conceitual.

As fantasias dialogaram diretamente com a estética da lama e da fertilidade criativa. Texturas orgânicas, recortes assimétricos e o uso expressivo de materiais que evocavam o ambiente do manguezal conferiram originalidade ao conjunto, sobretudo na impactante abertura. A paleta terrosa contrastou com explosões cromáticas nas alas mais festivas, reforçando a ideia de que da lama nasce a arte — da adversidade floresce a potência criadora.

As alegorias ampliaram essa concepção ao transformar o manguezal em arquitetura simbólica no carro de abertura. Estruturas sinuosas evocavam raízes aéreas e galhadas entrelaçadas, criando a sensação de um território vivo, que pulsa e resiste. Elementos cenográficos que sugeriam caranguejos, cobras, jacarés, águas turvas e palafitas compuseram uma das imagens mais marcantes da noite.

Entretanto, o restante do conjunto alegórico não manteve o mesmo grau de ousadia. Embora os carros seguintes tenham apresentado soluções cenotécnicas eficientes e volumetrias imponentes, optaram por formatos mais tradicionais, o que diluiu parcialmente a força inovadora anunciada na abertura. Ainda assim, traduziram com clareza a potência cultural que brota da periferia — do lodo à luz, da lama à consagração artística.

A escola realizou um desfile tecnicamente correto e consistente, mas sem alcançar aquela catarse coletiva capaz de provocar arrebatamento imediato. Não se pode deixar de registrar a sensação causada pela presença de Virgínia como rainha de bateria: ela, sim, arrancou muitos gritos e aplausos — mas o impacto ficou restrito a esse momento.

CÉLIA SOUTO: A escola apresentou um desfile equilibrado no canto e na evolução, a maioria dos componentes demonstraram domínio na totalidade do samba, dando ênfase e interpretação em partes significativas do samba. Desfilou cantando e evoluindo com regularidade.

ELIANE SOUZA: O maravilhoso casal da escola – Daniel Werneck e Taciana Couto – mostrou durante sua evolução, no espaço reservado para dançar, uma perfeita sintonia enquanto par e, uma excelente sincronização dos movimentos que elaboraram a “ dança bastante específica desenvolvida especialmente para o carnaval”, uma construção aprovada pelas novas orientações de apresentação diante dos julgadores. Os sambistas, conhecedores dos movimentos característicos do bailado do mestre-sala e porta-bandeira, edificaram sua performance a partir do atravessamento de coreografia iluminada pelo samba enredo. O mestre-sala, exímio dançarino, conduziu a dança e a dama, manuseando um adereço de mão de forma exemplar, uma marca de sua gestualidade! Os giros realizados, nos dois sentidos do horário, bem distribuídos e seguros, foram apresentados pela porta- bandeira, que evoluiu pelo espaço acompanhada pelo mestre-sala. Apreciar a performance, bem elaborada, deste casal é sempre um momento especial, no qual se reúne suas qualidades técnicas ao conhecimento dos movimentos característicos do bailado. Eles dançam!

Portando o segundo pavilhão Andrey Ricardo e Thaiany Xavier ocuparam de forma exemplar o espaço reservado para sua apresentação, desenvolvendo movimentos característicos do bailado do mestre-sala e porta-bandeira e fazendo uma respeitosa apresentação de bandeira.

A ala de mestre-sala e porta-bandeira da escola passou pela Avenida evoluindo com muita elegância e alegria!

CLÁUDIO FRANCIONI: A Grande Rio parece, há alguns anos, seguir a cartilha da Beija Flor: sambas funcionais, geralmente em tom menor e refrões fortes. No desfile de hoje, o talento de Evandro Malandro e a ótima bateria de Mestre Fafá ajudaram muito a conduzir um samba correto, mas sem muitos momentos de brilho.

BRUNO MORAES: Mestre Fafá veio mordido e apresentou um belíssimo trabalho na Sapucaí esse ano. Era um samba complexo, cheio de detalhes e mudanças, mas a bateria mostrou maturidade para sustentar o ritmo e manter o andamento firme do início ao fim, sem perder a identidade.

As bossas foram inteligentes e bem encaixadas, com nuances e efeitos que valorizaram o desenho do samba sem quebrar a fluidez do desfile. As alas de tamborim e chocalho foram sensacionais, com execução limpa, precisão e muito brilho sonoro, dando aquele tempero.

A Acadêmicos do Grande Rio mostrou mais uma vez seu DNA de qualidade máxima. É bateria que une técnica, pressão e musicalidade, mantendo uma assinatura própria que já virou marca registrada na Avenida.

+ VEJA A LOGO DO ENREDO:

Grande Rio

+ CONHEÇA O TIME DA ESCOLA:

INTÉRPRETE – Evandro Malandro

MESTRE DE BATERIA – Fafá

RAINHA DE BATERIA – Virginia Fonseca

1º CASAL DE MSPB – Daniel Werneck e Taciana Couto

CARNAVALESCO – Antônio Gonzaga

COREÓGRAFOS DE COMISSÃO DE FRENTE – Hélio Bejani e Beth Bejani

+ OUÇA O SAMBA-ENREDO:

+ VEJA O DESEMPENHO DA ESCOLA NOS ÚLTIMOS 6 ANOS:

(veja a ordem oficial de desfiles oficial em 2026):

+ domingo, 15 de fevereiro:

1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira

+ segunda-feira, 16 de fevereiro:

1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca

+ terça-feira, 17 de fevereiro:

1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro

Arpoador

Rodapé - carnaval rio

CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21.

Engasgada com o vice no ano passado, a Grande Rio foi a penúltima escola a passar pela passarela do samba este ano. A “revolução” prometida, não aconteceu, e embora com uma abertura de lindo impacto visual, a escola de Caixas não empolgou o povo que curte a noite final do Carnaval carioca.

Após bater na trave em diversas oportunidades e ser vice quatro vezes entre 2006 e 2020, a Acadêmicos do Grande Rio pôde, em 2022, finalmente celebrar seu primeiro campeonato no Grupo Especial do Rio de Janeiro.

E com um desfile épico, dos mais celebrados dos últimos anos nos concursos cariocas, ao levar Exu para a Avenida.

Em 2025, a escola de Caxias saiu da pista como a grande favorita do ano.

E assim os jurados entenderam, exceto os de bateria.

Ao penalizarem a elogiada ala comandada por Mestre Fafá com duas notas 9.9, tiraram da Grande Rio um bicampeonato quase certo. A principal concorrente, a Beija-Flor, foi penalizada em três quesitos, mas foi favorecida pelos descartes e ficou 1 décimo na frente.

Para virar o jogo, a escola de Caxias abordou o Manguebeat, movimento cultural que surgiu no estado de Pernambuco.

Há cerca de 25 anos, o Brasil viveu uma revolução cultural com origem na cidade do Recife.

Um novo movimento de desordenar a música brasileira, onde Chico Science e Nação Zumbi foram percussores. Assim, os recifenses lançaram o seu primeiro álbum de estúdio, ‘Da Lama ao Caos’, em abril de 1994.

A ideia era misturar elementos da cultura folclórica brasileira, Funk Rock, batidas eletrônicas, riffs de guitarra pesados e Hip-Hop. O disco representa o auge do movimento que ficaria conhecido como Manguebeat e foi responsável por abrir portas para o Rock dos anos 90, com letras que tocavam na ferida da desigualdade social do país. O álbum está na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da Rolling Stone.

Introduzindo o disco, Science anuncia a profecia “modernizar o passado é uma evolução musical” através de um monólogo. A proposta era redimensionar e dar uma nova linguagem à música regional de Pernambuco. O cantor descreve a ideia do disco e caracteriza o movimento Manguebeat.

Nos primeiros versos da música inicial mostram o desprezo pelo conhecimento formal como condição necessária para se fazer música e valoriza a espontaneidade e o sentimento na arte.

Sem pausas, a segunda faixa inicia com Chico a indagar a violência que assola o Brasil. Em “Banditismo Por Uma Questão de Classe” é contestado o discurso do Estado e principalmente dos média. “Há um tempo atrás se falava em bandidos / Há um tempo atrás se falava em solução / Há um tempo atrás se falava em progresso / Há um tempo atrás que eu via televisão”.

A composição analisa a questão social como principal causa na escolha do caminho da marginalidade. “E quem era inocente hoje já virou bandido / Pra poder comer um pedaço de pão todo fodido / Banditismo por pura maldade / Banditismo por necessidade”.

As mazelas da cidade de Recife são algo que fundamentam o Manguebeat e onde a banda procura um novo significado. A música “A Cidade”, uma espécie de maracatu, ritmo tradicional nordestino, unida à guitarra elétrica de Lúcio Maia, tornou-se numa das composições mais significativas da banda e dos anos 90. A cidade é apresentada como centro das ambições tanto para ricos como para mendigos. E, por isso, é cantado no refrão o cenário de segregação, onde os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres, “A cidade não para, a cidade só cresce / O de cima sobe e o debaixo desce”.

Porém, no dia 2 de fevereiro de 1997, Chico Science sofreu um acidente de carro fatal, aos 30 anos. Em nome da continuidade do movimento, a Nação Zumbi continuou o trabalho musical.

Ele dirigia o carro de sua irmã indo de Recife para Olinda. Às 18h30, sozinho ao volante na estrada, o Fiat Uno se chocou contra um poste depois que um outro veículo teria fechado a sua passagem.

Science ainda foi socorrido por um policial que estava passando num ônibus e o levou ao Hospital da Restauração, mas não resistiu e chegou na unidade de saúde morto com múltiplas lesões. O enterro aconteceu na segunda-feira do dia 3 de fevereiro de 1997, no Cemitério de Santo Amaro, localizado no Recife. A família de Chico Science recebeu indenização de cerca de 10 milhões de reais da montadora Fiat, responsabilizada pela morte do cantor e compositor no acidente, devido a falhas no cinto de segurança do carro que dirigia e que poderia ter lhe poupado a vida.

+ AVALIAÇÃO DO DESFILE:

+ O QUE VIRAM OS COMENTARISTAS DO SRzd:

JAIME CEZÁRIO: A Acadêmicos do Grande Rio apresentou “A Nação do Mangue” com leitura contemporânea e vigor simbólico. O mangue emergiu como metáfora de resistência, criação e identidade periférica, sustentando uma narrativa visual de forte impacto plástico e coerência conceitual.

As fantasias dialogaram diretamente com a estética da lama e da fertilidade criativa. Texturas orgânicas, recortes assimétricos e o uso expressivo de materiais que evocavam o ambiente do manguezal conferiram originalidade ao conjunto, sobretudo na impactante abertura. A paleta terrosa contrastou com explosões cromáticas nas alas mais festivas, reforçando a ideia de que da lama nasce a arte — da adversidade floresce a potência criadora.

As alegorias ampliaram essa concepção ao transformar o manguezal em arquitetura simbólica no carro de abertura. Estruturas sinuosas evocavam raízes aéreas e galhadas entrelaçadas, criando a sensação de um território vivo, que pulsa e resiste. Elementos cenográficos que sugeriam caranguejos, cobras, jacarés, águas turvas e palafitas compuseram uma das imagens mais marcantes da noite.

Entretanto, o restante do conjunto alegórico não manteve o mesmo grau de ousadia. Embora os carros seguintes tenham apresentado soluções cenotécnicas eficientes e volumetrias imponentes, optaram por formatos mais tradicionais, o que diluiu parcialmente a força inovadora anunciada na abertura. Ainda assim, traduziram com clareza a potência cultural que brota da periferia — do lodo à luz, da lama à consagração artística.

A escola realizou um desfile tecnicamente correto e consistente, mas sem alcançar aquela catarse coletiva capaz de provocar arrebatamento imediato. Não se pode deixar de registrar a sensação causada pela presença de Virgínia como rainha de bateria: ela, sim, arrancou muitos gritos e aplausos — mas o impacto ficou restrito a esse momento.

CÉLIA SOUTO: A escola apresentou um desfile equilibrado no canto e na evolução, a maioria dos componentes demonstraram domínio na totalidade do samba, dando ênfase e interpretação em partes significativas do samba. Desfilou cantando e evoluindo com regularidade.

ELIANE SOUZA: O maravilhoso casal da escola – Daniel Werneck e Taciana Couto – mostrou durante sua evolução, no espaço reservado para dançar, uma perfeita sintonia enquanto par e, uma excelente sincronização dos movimentos que elaboraram a “ dança bastante específica desenvolvida especialmente para o carnaval”, uma construção aprovada pelas novas orientações de apresentação diante dos julgadores. Os sambistas, conhecedores dos movimentos característicos do bailado do mestre-sala e porta-bandeira, edificaram sua performance a partir do atravessamento de coreografia iluminada pelo samba enredo. O mestre-sala, exímio dançarino, conduziu a dança e a dama, manuseando um adereço de mão de forma exemplar, uma marca de sua gestualidade! Os giros realizados, nos dois sentidos do horário, bem distribuídos e seguros, foram apresentados pela porta- bandeira, que evoluiu pelo espaço acompanhada pelo mestre-sala. Apreciar a performance, bem elaborada, deste casal é sempre um momento especial, no qual se reúne suas qualidades técnicas ao conhecimento dos movimentos característicos do bailado. Eles dançam!

Portando o segundo pavilhão Andrey Ricardo e Thaiany Xavier ocuparam de forma exemplar o espaço reservado para sua apresentação, desenvolvendo movimentos característicos do bailado do mestre-sala e porta-bandeira e fazendo uma respeitosa apresentação de bandeira.

A ala de mestre-sala e porta-bandeira da escola passou pela Avenida evoluindo com muita elegância e alegria!

CLÁUDIO FRANCIONI: A Grande Rio parece, há alguns anos, seguir a cartilha da Beija Flor: sambas funcionais, geralmente em tom menor e refrões fortes. No desfile de hoje, o talento de Evandro Malandro e a ótima bateria de Mestre Fafá ajudaram muito a conduzir um samba correto, mas sem muitos momentos de brilho.

BRUNO MORAES: Mestre Fafá veio mordido e apresentou um belíssimo trabalho na Sapucaí esse ano. Era um samba complexo, cheio de detalhes e mudanças, mas a bateria mostrou maturidade para sustentar o ritmo e manter o andamento firme do início ao fim, sem perder a identidade.

As bossas foram inteligentes e bem encaixadas, com nuances e efeitos que valorizaram o desenho do samba sem quebrar a fluidez do desfile. As alas de tamborim e chocalho foram sensacionais, com execução limpa, precisão e muito brilho sonoro, dando aquele tempero.

A Acadêmicos do Grande Rio mostrou mais uma vez seu DNA de qualidade máxima. É bateria que une técnica, pressão e musicalidade, mantendo uma assinatura própria que já virou marca registrada na Avenida.

+ VEJA A LOGO DO ENREDO:

Grande Rio

+ CONHEÇA O TIME DA ESCOLA:

INTÉRPRETE – Evandro Malandro

MESTRE DE BATERIA – Fafá

RAINHA DE BATERIA – Virginia Fonseca

1º CASAL DE MSPB – Daniel Werneck e Taciana Couto

CARNAVALESCO – Antônio Gonzaga

COREÓGRAFOS DE COMISSÃO DE FRENTE – Hélio Bejani e Beth Bejani

+ OUÇA O SAMBA-ENREDO:

+ VEJA O DESEMPENHO DA ESCOLA NOS ÚLTIMOS 6 ANOS:

(veja a ordem oficial de desfiles oficial em 2026):

+ domingo, 15 de fevereiro:

1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira

+ segunda-feira, 16 de fevereiro:

1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca

+ terça-feira, 17 de fevereiro:

1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro

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