Com peso do favoritismo, Vila dá conta do recado e enche a Sapucaí de ‘prazeres’
CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21. Considerada uma das favoritas do ano, a Vila Isabel foi a segunda a desfilar no […]
PORRedação SRzd18/2/2026|
7 min de leitura
Desfile do Grupo Especial 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd
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CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21.
Considerada uma das favoritas do ano, a Vila Isabel foi a segunda a desfilar no último dia de espetáculo na Marquês de Sapucaí.
Colorida, rica e de todos os tons, o povo de Noel deu conta do peso do favoritismo do pré-Carnaval, fazendo uma das grandes exibições dos últimos anos seus na passarela do samba.
Favorita?
Para muitos sim.
Há 12 anos sem título, a Unidos de Vila Isabel chegou cercada de expectativas para o desfile deste ano.
Os motivos? Alto investimento, uma dupla de carnavalescos que está no topo do que há de melhor no segmento atual; Leonardo Bora e Gabriel Haddad, setores fortes na defesa dos quesitos, uma bateria de primeira e um samba que é considerado um dos mais aclamados do ano.
Com todas essas credenciais, era impossível não apontar a azul e branca de Noel como uma daquelas que pode se sagrar a grande campeã do concurso.
+ AVALIAÇÃO DO DESFILE:
+ O QUE VIRAM OS COMENTARISTAS DO SRzd:
CLÁUDIO FRANCIONI: O samba da Unidos de Vila Isabel é histórico, antológico. É daqueles que aparecem de tempos em tempos. Desde a sua divulgação, furou a bolha do carnaval e embalou um ano mágico para a escola de Noel. No dia da escolha do samba, fez história novamente por ser aclamado. A apresentação no dia de hoje coroou esse ano inesquecível para o povo do samba. Tinga? Um monstro!
JAIME CEZÁRIO: A Unidos de Vila Isabel construiu um desfile sensível ao revisitar o universo de Heitor dos Prazeres, apostando em uma atmosfera que mesclou memória, sonho e identidade afro-brasileira. A narrativa evitou a linearidade biográfica e preferiu dialogar com o imaginário plástico do artista, traduzindo suas telas em movimento e transformando a avenida em um grande tributo ao carnaval e à macumba. Vimos os terreiros, os ranchos, a Praça Onze, o bonde, a criação do samba e das escolas de samba — esse universo nostálgico do nosso carnaval retratado na obra de Heitor.
As fantasias se destacaram pelo colorido vibrante e pelo tratamento nostálgico, quase pictórico, dos figurinos, com estampas e recortes que remetiam diretamente às obras do homenageado. Houve bom equilíbrio entre leveza e acabamento, ainda que, em alguns momentos, o excesso de elementos tenha dificultado a leitura à distância. No conjunto, porém, reforçaram a ideia de um samba nascido da arte popular e da vivência comunitária.
As alegorias ampliaram esse conceito ao funcionarem como telas tridimensionais. Grandes estruturas reproduziam cenas de rodas de samba, festas suburbanas e personagens característicos do universo retratado por Heitor, com volumetrias recortadas e cores chapadas que evocavam sua linguagem estética. A cenografia privilegiou a organicidade e a sensação de movimento, como se as figuras saltassem da pintura para o espaço real. Em alguns carros, a riqueza de detalhes competiu pela atenção, mas a proposta plástica permaneceu coerente, consolidando a leitura de um desfile que transformou pintura em Carnaval, com identidade e unidade visual.
A Vila encheu nossos corações de saudade de um tempo que não existe mais e transformou a avenida em um misto de carnaval e macumba, na medida certa. Com o melhor samba da safra de 2026, era esperado um êxtase total da plateia; o público cantou e, nitidamente, gostou — mas não enlouqueceu. Teria sido o peso da grande expectativa criada no pré-carnaval? Difícil afirmar.
CÉLIA SOUTO: Uma obra prima de desfile, samba maravilhoso e o resultado não poderia ter sido outro. A escola se apresentou cantando com emoção, garra, alegria e o samba foi preenchendo a Sapucaí. Ritmo cadenciado, harmonioso, canto afinado muito bem definido na melodia. De todos os tons, de todos os sons a Vila cantou e sambou. Bravo!
ELIANE SOUZA: Na apresentação do primeiro casal da escola, orientado pela coreógrafa Cátia Cabral, pude apreciar os movimentos característicos do bailar do mestre-sala e porta-bandeira, realizados de forma moderna, todavia preservados.
A porta-bandeira elaborou seus giros com as nuances características acentuadas pela forma como realiza suas pisadas nos deslocamentos, uma maneira única de se deslocar, de realizar seus passos! Sempre acompanhada de perto, cortejada por Rafael, o mestre-sala, que dançando para ela, assegurou na cena o seu papel de protagonista! um bailado atualizado, com nuances a luz do samba enredo e com muita movimentação para deslocamento na cena, numa forma maravilhosa na qual se evidenciou o deslizar do mestre-sala no cruzado, a forma diferente dele realizar a carrapeta e o meio-sapateado e, ao mesmo tempo colocando gestos e passos da dança afro-religiosa, mas sem deixar que isso pudesse prejudicar a leitura das frases coreográficas características do bailado. Apreciamos uma excelente apresentação do casal!
O segundo casal – Jackson Senhorinho e Barbara Dionisio- ocupou de forma plena o espaço reservado para sua exibição. Ele sempre mostrando a versatilidade nos improvisos e criações com base em movimentações de outros dançares e ela sempre potente em seus giros e nuances. A experiente dupla mostrou os movimentos característicos de forma muito elegante!
Kayo Figueiredo, o terceiro mestre-sala, veio mostrando os movimentos característicos com muita propriedade, exibindo o meio-sapateado, de forma protetora, bem próximo à Rayra Guarinho, sua porta-bandeira, que se exibiu de forma linda em seus giros no abano; o mestre-sala fez riscados num improviso, reverências e mesuras bem desenhadas, para mostrar o seu potencial de proteção à sua dama! Foi muito bom de ver!
BRUNO MORAES: A bateria Swingueira de Noel da Vila Isabel fez um belo desfile e mostrou mais uma vez por que carrega esse nome com tanta propriedade. Foi uma apresentação maravilhosa nos módulos de julgamento.
A inovação de trazer a ala de cuícas posicionada na cozinha da bateria deu um tempero especial ao ritmo. O grave ganhou balanço, corpo e um swing extra que conversou muito bem com a característica mais pesada da escola. Com isso, a parte da frente ficou mais leve, mais limpa e harmonicamente organizada, permitindo que as convenções respirassem melhor.
É impressionante como a bateria representa o próprio nome com naturalidade. Há muito swing, mas também há controle e consciência musical. Mestre Macaco Branco apresentou bossas nos módulos muito bem executadas, com boa leitura. Um desfile que reforça a identidade da Swingueira e mantém a tradição da Vila em alto nível.
+ VEJA A LOGO DO ENREDO:
+ CONHEÇA O TIME DA ESCOLA:
INTÉRPRETE – Tinga
MESTRE DE BATERIA – Macaco Branco
RAINHA DE BATERIA – Sabrina Sato
1º CASAL DE MSPB – Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane
CARNAVALESCOS – Leonardo Bora e Gabriel Haddad
COREÓGRAFOS DE COMISSÃO DE FRENTE – Alex Neoral e Márcio Jahú
+ OUÇA O SAMBA-ENREDO:
+ VEJA O DESEMPENHO DA ESCOLA NOS ÚLTIMOS 6 ANOS:
(veja a ordem oficial de desfiles oficial em 2026):
+ domingo, 15 de fevereiro:
1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira
+ segunda-feira, 16 de fevereiro:
1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca
+ terça-feira, 17 de fevereiro:
1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro
CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21.
Considerada uma das favoritas do ano, a Vila Isabel foi a segunda a desfilar no último dia de espetáculo na Marquês de Sapucaí.
Colorida, rica e de todos os tons, o povo de Noel deu conta do peso do favoritismo do pré-Carnaval, fazendo uma das grandes exibições dos últimos anos seus na passarela do samba.
Favorita?
Para muitos sim.
Há 12 anos sem título, a Unidos de Vila Isabel chegou cercada de expectativas para o desfile deste ano.
Os motivos? Alto investimento, uma dupla de carnavalescos que está no topo do que há de melhor no segmento atual; Leonardo Bora e Gabriel Haddad, setores fortes na defesa dos quesitos, uma bateria de primeira e um samba que é considerado um dos mais aclamados do ano.
Com todas essas credenciais, era impossível não apontar a azul e branca de Noel como uma daquelas que pode se sagrar a grande campeã do concurso.
+ AVALIAÇÃO DO DESFILE:
+ O QUE VIRAM OS COMENTARISTAS DO SRzd:
CLÁUDIO FRANCIONI: O samba da Unidos de Vila Isabel é histórico, antológico. É daqueles que aparecem de tempos em tempos. Desde a sua divulgação, furou a bolha do carnaval e embalou um ano mágico para a escola de Noel. No dia da escolha do samba, fez história novamente por ser aclamado. A apresentação no dia de hoje coroou esse ano inesquecível para o povo do samba. Tinga? Um monstro!
JAIME CEZÁRIO: A Unidos de Vila Isabel construiu um desfile sensível ao revisitar o universo de Heitor dos Prazeres, apostando em uma atmosfera que mesclou memória, sonho e identidade afro-brasileira. A narrativa evitou a linearidade biográfica e preferiu dialogar com o imaginário plástico do artista, traduzindo suas telas em movimento e transformando a avenida em um grande tributo ao carnaval e à macumba. Vimos os terreiros, os ranchos, a Praça Onze, o bonde, a criação do samba e das escolas de samba — esse universo nostálgico do nosso carnaval retratado na obra de Heitor.
As fantasias se destacaram pelo colorido vibrante e pelo tratamento nostálgico, quase pictórico, dos figurinos, com estampas e recortes que remetiam diretamente às obras do homenageado. Houve bom equilíbrio entre leveza e acabamento, ainda que, em alguns momentos, o excesso de elementos tenha dificultado a leitura à distância. No conjunto, porém, reforçaram a ideia de um samba nascido da arte popular e da vivência comunitária.
As alegorias ampliaram esse conceito ao funcionarem como telas tridimensionais. Grandes estruturas reproduziam cenas de rodas de samba, festas suburbanas e personagens característicos do universo retratado por Heitor, com volumetrias recortadas e cores chapadas que evocavam sua linguagem estética. A cenografia privilegiou a organicidade e a sensação de movimento, como se as figuras saltassem da pintura para o espaço real. Em alguns carros, a riqueza de detalhes competiu pela atenção, mas a proposta plástica permaneceu coerente, consolidando a leitura de um desfile que transformou pintura em Carnaval, com identidade e unidade visual.
A Vila encheu nossos corações de saudade de um tempo que não existe mais e transformou a avenida em um misto de carnaval e macumba, na medida certa. Com o melhor samba da safra de 2026, era esperado um êxtase total da plateia; o público cantou e, nitidamente, gostou — mas não enlouqueceu. Teria sido o peso da grande expectativa criada no pré-carnaval? Difícil afirmar.
CÉLIA SOUTO: Uma obra prima de desfile, samba maravilhoso e o resultado não poderia ter sido outro. A escola se apresentou cantando com emoção, garra, alegria e o samba foi preenchendo a Sapucaí. Ritmo cadenciado, harmonioso, canto afinado muito bem definido na melodia. De todos os tons, de todos os sons a Vila cantou e sambou. Bravo!
ELIANE SOUZA: Na apresentação do primeiro casal da escola, orientado pela coreógrafa Cátia Cabral, pude apreciar os movimentos característicos do bailar do mestre-sala e porta-bandeira, realizados de forma moderna, todavia preservados.
A porta-bandeira elaborou seus giros com as nuances características acentuadas pela forma como realiza suas pisadas nos deslocamentos, uma maneira única de se deslocar, de realizar seus passos! Sempre acompanhada de perto, cortejada por Rafael, o mestre-sala, que dançando para ela, assegurou na cena o seu papel de protagonista! um bailado atualizado, com nuances a luz do samba enredo e com muita movimentação para deslocamento na cena, numa forma maravilhosa na qual se evidenciou o deslizar do mestre-sala no cruzado, a forma diferente dele realizar a carrapeta e o meio-sapateado e, ao mesmo tempo colocando gestos e passos da dança afro-religiosa, mas sem deixar que isso pudesse prejudicar a leitura das frases coreográficas características do bailado. Apreciamos uma excelente apresentação do casal!
O segundo casal – Jackson Senhorinho e Barbara Dionisio- ocupou de forma plena o espaço reservado para sua exibição. Ele sempre mostrando a versatilidade nos improvisos e criações com base em movimentações de outros dançares e ela sempre potente em seus giros e nuances. A experiente dupla mostrou os movimentos característicos de forma muito elegante!
Kayo Figueiredo, o terceiro mestre-sala, veio mostrando os movimentos característicos com muita propriedade, exibindo o meio-sapateado, de forma protetora, bem próximo à Rayra Guarinho, sua porta-bandeira, que se exibiu de forma linda em seus giros no abano; o mestre-sala fez riscados num improviso, reverências e mesuras bem desenhadas, para mostrar o seu potencial de proteção à sua dama! Foi muito bom de ver!
BRUNO MORAES: A bateria Swingueira de Noel da Vila Isabel fez um belo desfile e mostrou mais uma vez por que carrega esse nome com tanta propriedade. Foi uma apresentação maravilhosa nos módulos de julgamento.
A inovação de trazer a ala de cuícas posicionada na cozinha da bateria deu um tempero especial ao ritmo. O grave ganhou balanço, corpo e um swing extra que conversou muito bem com a característica mais pesada da escola. Com isso, a parte da frente ficou mais leve, mais limpa e harmonicamente organizada, permitindo que as convenções respirassem melhor.
É impressionante como a bateria representa o próprio nome com naturalidade. Há muito swing, mas também há controle e consciência musical. Mestre Macaco Branco apresentou bossas nos módulos muito bem executadas, com boa leitura. Um desfile que reforça a identidade da Swingueira e mantém a tradição da Vila em alto nível.
+ VEJA A LOGO DO ENREDO:
+ CONHEÇA O TIME DA ESCOLA:
INTÉRPRETE – Tinga
MESTRE DE BATERIA – Macaco Branco
RAINHA DE BATERIA – Sabrina Sato
1º CASAL DE MSPB – Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane
CARNAVALESCOS – Leonardo Bora e Gabriel Haddad
COREÓGRAFOS DE COMISSÃO DE FRENTE – Alex Neoral e Márcio Jahú
+ OUÇA O SAMBA-ENREDO:
+ VEJA O DESEMPENHO DA ESCOLA NOS ÚLTIMOS 6 ANOS:
(veja a ordem oficial de desfiles oficial em 2026):
+ domingo, 15 de fevereiro:
1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira
+ segunda-feira, 16 de fevereiro:
1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca
+ terça-feira, 17 de fevereiro:
1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro