Empoderada! Arranco dá exemplo ao mundo do Carnaval

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Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam neste no sábado (14) na Marquês de Sapucaí. A 3ª escola a desfilar hoje foi o Arranco do Engenho de Dentro com o enredo: A Gargalhada é o Xamego da Vida. Digna de aplausos! O Arranco é das raras […]

POR Redação SRzd 15/2/2026| 4 min de leitura

Desfile da Série Ouro 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

Desfile da Série Ouro 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

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Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam neste no sábado (14) na Marquês de Sapucaí.

A 3ª escola a desfilar hoje foi o Arranco do Engenho de Dentro com o enredo: A Gargalhada é o Xamego da Vida.

Digna de aplausos! O Arranco é das raras agremiações que dão oportunidade para que mulheres ocupem cargos de destaque em postos historicamente dominados pelo universo masculino: a carnavalesca é Annik Salmon; a presidente é Tatiana Santos; e a mestra de bateria é Laísa Lima.

+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:

JAIME CEZÁRIO: O enredo ‘A Gargalhada é o Xamego da Vida’ celebrou a alegria, a arte do riso e a resistência cultural a partir da vida e trajetória de Maria Eliza Alves dos Reis, reconhecida como a primeira palhaça negra do Brasil.

Em um período em que as mulheres não tinham espaço na palhaçaria, vestiu-se de homem e brilhou no picadeiro do Circo Teatro Guarany como o Palhaço Xamego, arrancando risos e conquistando o público sem revelar sua identidade.

O conjunto de fantasias das alas apresentou uma bela e elegante paleta de cores, com peças bem trabalhadas. Foram utilizados materiais mais simples, porém aplicados com bom gosto e refinamento, tirando proveito dos figurinos característicos do universo circense.

As alegorias não foram de grandes proporções, mas mantiveram coerência estética ao seguir o mesmo padrão de uso de materiais mais simples, explorando visualmente o universo do picadeiro e os elementos simbólicos do circo.

CLÁUDIO FRANCIONI: Foi uma ótima apresentação do samba do Arranco, que até hoje me soava mediano, muito por conta da grandeza de duas mulheres: Mestra Laísa deu um sacode com sua bateria e, Pamela Falcão, que tinha o seu microfone mais alto do que o de Rodrigo Tinoco, tirou muita onda no desfile. Afinação impecável e timbre belíssimo!

CÉLIA SOUTO: A escola apresentou um bom desfile, cantou. Na evolução, demonstrou uniformidade entre as alas. No entanto, poderia ter explorado com mais ênfase a garra, a dinâmica, a interpretação, vibração e força do seu canto e dança.

ELIANE SOUZA: Meus queridos Diego Falcão e Denadir Garcia! Um bailado singelo, perfeito em suavidade, harmonia e sincronismo dos movimentos característicos de cada um dos dos pares. Denadir Garcia com o seu gestual personalíssimo e estiloso, dançando com leveza, elaborando seus giros no Abano com segurança e firmeza, sempre cortejada por Diego Falcão, o mestre-sala que, para mim, é o inventor do Cruzado em rotação, quando desliza, protetor e cortês, em torno da porta-bandeira, durante o seu desfraldar do pavilhão! Diego realiza meneios, fugas e contra-fugas de maneira irreverente. Ele elabora de forma potente o Meio-Sapateado, sempre se direcionando a porta-bandeira e a bandeira, uma forma de cortejar e de louvar o bem maior da escola. O casal fez ocupação interessante do espaço no qual, o mestre-sala procurou dançar mais próximo à porta bandeira. A Apresentação de Bandeira se fez de uma forma muito elegante e tranquila, demonstrando respeito ao tocar o sagrado manto da escola.

Gabriel Coleto e Anderson Morango – o segundo casal – com liberdade e irreverência, atravessaram a Avenida, brincando e teatralizando iluminados pelo samba enredo! Em tempo, fizeram uma bonita Apresentação de Bandeira! Eu gosto muito de apreciar a passagem do casal!

BRUNO MORAES: Dia histórico para os amantes de bateria e para todos que defendem a diversidade e a igualdade de gênero. Ver Laísa à frente da bateria do Arranco do Engenho de Dentro é um marco de enorme importância, não apenas pelo simbolismo, mas, sobretudo, pela altíssima qualidade do ritmo apresentado.

A performance foi impecável, especialmente nos módulos de julgamento, demonstrando segurança, técnica e personalidade. A palavra que resume esse momento é felicidade. Que este seja apenas mais um passo para que outras mulheres assumam cargos de liderança nas escolas de samba, pois talento, competência e preparo não faltam. O samba só tem a ganhar com mais representatividade e igualdade.

Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio:

Vai ao sambódromo? Veja o que pode e o que não pode na Avenida:

Arpoador

Rodapé - carnaval rio

Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam neste no sábado (14) na Marquês de Sapucaí.

A 3ª escola a desfilar hoje foi o Arranco do Engenho de Dentro com o enredo: A Gargalhada é o Xamego da Vida.

Digna de aplausos! O Arranco é das raras agremiações que dão oportunidade para que mulheres ocupem cargos de destaque em postos historicamente dominados pelo universo masculino: a carnavalesca é Annik Salmon; a presidente é Tatiana Santos; e a mestra de bateria é Laísa Lima.

+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:

JAIME CEZÁRIO: O enredo ‘A Gargalhada é o Xamego da Vida’ celebrou a alegria, a arte do riso e a resistência cultural a partir da vida e trajetória de Maria Eliza Alves dos Reis, reconhecida como a primeira palhaça negra do Brasil.

Em um período em que as mulheres não tinham espaço na palhaçaria, vestiu-se de homem e brilhou no picadeiro do Circo Teatro Guarany como o Palhaço Xamego, arrancando risos e conquistando o público sem revelar sua identidade.

O conjunto de fantasias das alas apresentou uma bela e elegante paleta de cores, com peças bem trabalhadas. Foram utilizados materiais mais simples, porém aplicados com bom gosto e refinamento, tirando proveito dos figurinos característicos do universo circense.

As alegorias não foram de grandes proporções, mas mantiveram coerência estética ao seguir o mesmo padrão de uso de materiais mais simples, explorando visualmente o universo do picadeiro e os elementos simbólicos do circo.

CLÁUDIO FRANCIONI: Foi uma ótima apresentação do samba do Arranco, que até hoje me soava mediano, muito por conta da grandeza de duas mulheres: Mestra Laísa deu um sacode com sua bateria e, Pamela Falcão, que tinha o seu microfone mais alto do que o de Rodrigo Tinoco, tirou muita onda no desfile. Afinação impecável e timbre belíssimo!

CÉLIA SOUTO: A escola apresentou um bom desfile, cantou. Na evolução, demonstrou uniformidade entre as alas. No entanto, poderia ter explorado com mais ênfase a garra, a dinâmica, a interpretação, vibração e força do seu canto e dança.

ELIANE SOUZA: Meus queridos Diego Falcão e Denadir Garcia! Um bailado singelo, perfeito em suavidade, harmonia e sincronismo dos movimentos característicos de cada um dos dos pares. Denadir Garcia com o seu gestual personalíssimo e estiloso, dançando com leveza, elaborando seus giros no Abano com segurança e firmeza, sempre cortejada por Diego Falcão, o mestre-sala que, para mim, é o inventor do Cruzado em rotação, quando desliza, protetor e cortês, em torno da porta-bandeira, durante o seu desfraldar do pavilhão! Diego realiza meneios, fugas e contra-fugas de maneira irreverente. Ele elabora de forma potente o Meio-Sapateado, sempre se direcionando a porta-bandeira e a bandeira, uma forma de cortejar e de louvar o bem maior da escola. O casal fez ocupação interessante do espaço no qual, o mestre-sala procurou dançar mais próximo à porta bandeira. A Apresentação de Bandeira se fez de uma forma muito elegante e tranquila, demonstrando respeito ao tocar o sagrado manto da escola.

Gabriel Coleto e Anderson Morango – o segundo casal – com liberdade e irreverência, atravessaram a Avenida, brincando e teatralizando iluminados pelo samba enredo! Em tempo, fizeram uma bonita Apresentação de Bandeira! Eu gosto muito de apreciar a passagem do casal!

BRUNO MORAES: Dia histórico para os amantes de bateria e para todos que defendem a diversidade e a igualdade de gênero. Ver Laísa à frente da bateria do Arranco do Engenho de Dentro é um marco de enorme importância, não apenas pelo simbolismo, mas, sobretudo, pela altíssima qualidade do ritmo apresentado.

A performance foi impecável, especialmente nos módulos de julgamento, demonstrando segurança, técnica e personalidade. A palavra que resume esse momento é felicidade. Que este seja apenas mais um passo para que outras mulheres assumam cargos de liderança nas escolas de samba, pois talento, competência e preparo não faltam. O samba só tem a ganhar com mais representatividade e igualdade.

Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio:

Vai ao sambódromo? Veja o que pode e o que não pode na Avenida:

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