Entalada com rebaixamento contestado, UPM sobe sarrafo e acende briga no Acesso
Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam na sexta-feira (13) e no sábado (14), sempre a partir das 21h. A 5ª escola a desfilar foi a Unidos de Padre Miguel com o enredo: Kunhã-Eté, o Sopro Sagrado da Jurema. Entalada com um contestado rebaixamento no Especial […]
PORRedação SRzd14/2/2026|
4 min de leitura
Desfile da Série Ouro 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd
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Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam na sexta-feira (13) e no sábado (14), sempre a partir das 21h.
A 5ª escola a desfilar foi a Unidos de Padre Miguel com o enredo: Kunhã-Eté, o Sopro Sagrado da Jurema.
Entalada com um contestado rebaixamento no Especial em 2026, a UPM subiu o sarrafo na Avenida, cheia de garra e com uma plástica muito superior as demais concorrentes que tinham passado até então.
+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:
CÉLIA SOUTO: Saudada na Avenida a escola entrou com toda a garra e atitude para apresentar o seu desfile. Os componentes cantaram com força o seu samba e foi possível observar que houve um trabalho consistente em relação ao canto e o resultado foi evidente no comprometimento em relação a totalidade do canto, com componentes bem entrosados com o intérprete Bruno Ribas e toda a equipe de músicos.
A evolução apresentou alguns pequenos momentos de irregularidade no andamento do chão, porém, destaco uma excelente apresentação da escola no conjunto da exibição.
CLÁUDIO FRANCIONI: A Unidos de Padre Miguel, mais uma vez, tem um dos melhores sambas da Série Ouro. As características de vários dos últimos sambas da escola foram mantidas: predominância de tom menor e refrões fortes. Porém, a voz de Bruno Ribas ficou praticamente enterrada no meio do ótimo coro, soando claramente apenas nos cacos.
JAIME CEZÁRIO: O enredo do Boi Vermelho de Padre Miguel é uma imersão na trajetória heroica de Clara Camarão, também chamada de Kunhã-Eté (“Mulher Verdadeira”, em Tupi), desde seu nascimento místico até sua atuação nas batalhas contra os invasores holandeses.
Fantasias das alas ricas e muito bem acabadas, dignas do Grupo Especial. Algo que precisamos salientar é que a plástica indígena já foi muito explorada em outros carnavais e, por maior que seja a criatividade, sempre acaba recaindo em elementos já vistos anteriormente, seja em formas estruturais ou padrões decorativos.
As alegorias seguiram o mesmo padrão: a beleza das esculturas, o refinamento dos acabamentos e requintados efeitos. A UPM mostrou, com seu desfile, a maturidade de uma escola do Grupo Especial que desfila na Série Ouro, mostrando que seu descenso no ano anterior foi uma grande injustiça. Seu desfile colocou uma régua alta no padrão de qualidade visual na Série Ouro.
ELIANE SOUZA: Coreografados por Ana Formighieri, Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas – o novíssimo primeiro casal da escola – ratificaram seu estilo construído pelos anos de parceria, nesse desfile.
O mestre-sala confirma sua forma cheia de personalidade ao realizar seus movimentos, sempre uma atualização dos característicos, todavia deixando o riscado limpo e livre para a leitura da escrita coreográfica. A cumplicidade do par se revela nas ações perfeitamente sincronizadas, na qual a confiança do fazer é visível. Dançam até de olhos vendados e, executam de forma diferenciada a apresentação da bandeira, um dos movimentos característicos do mestre-sala, ação de sua responsabilidade.
Os giros, no movimento abano, realizados pela porta-bandeira, acentuam sua habilidade e leveza nos deslocamentos! Pudemos apreciar, um bailado atualizado com utilização de gestos e passos que a luz do samba, iluminaram a performance.
Emerson Fastino e Joana Falcão, o 2º casal, nos presentearam com um bailado singelo, com movimentos característicos preservados.
BRUNO MORAES: A bateria da UPM vive seu melhor momento com a chegada do Mestre Laion. No desfile, ficou evidente como a estrutura, os recursos e a segurança deram sustentação para que a bateria se apresentasse com maestria ao longo de toda a pista da Sapucaí.
Com uma diretoria coesa e ritmistas extremamente confiantes, o ritmo não apresentou qualquer deslize, nem por um segundo, mesmo com o som mais alto do que o normal. Destaque especial para o último módulo de julgamento: mesmo com pouco tempo disponível para a apresentação, Laion manteve a calma, não se afobou e executou todas as bossas de forma espetacular, encerrando o desfile com precisão e personalidade.
Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio:
Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam na sexta-feira (13) e no sábado (14), sempre a partir das 21h.
A 5ª escola a desfilar foi a Unidos de Padre Miguel com o enredo: Kunhã-Eté, o Sopro Sagrado da Jurema.
Entalada com um contestado rebaixamento no Especial em 2026, a UPM subiu o sarrafo na Avenida, cheia de garra e com uma plástica muito superior as demais concorrentes que tinham passado até então.
+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:
CÉLIA SOUTO: Saudada na Avenida a escola entrou com toda a garra e atitude para apresentar o seu desfile. Os componentes cantaram com força o seu samba e foi possível observar que houve um trabalho consistente em relação ao canto e o resultado foi evidente no comprometimento em relação a totalidade do canto, com componentes bem entrosados com o intérprete Bruno Ribas e toda a equipe de músicos.
A evolução apresentou alguns pequenos momentos de irregularidade no andamento do chão, porém, destaco uma excelente apresentação da escola no conjunto da exibição.
CLÁUDIO FRANCIONI: A Unidos de Padre Miguel, mais uma vez, tem um dos melhores sambas da Série Ouro. As características de vários dos últimos sambas da escola foram mantidas: predominância de tom menor e refrões fortes. Porém, a voz de Bruno Ribas ficou praticamente enterrada no meio do ótimo coro, soando claramente apenas nos cacos.
JAIME CEZÁRIO: O enredo do Boi Vermelho de Padre Miguel é uma imersão na trajetória heroica de Clara Camarão, também chamada de Kunhã-Eté (“Mulher Verdadeira”, em Tupi), desde seu nascimento místico até sua atuação nas batalhas contra os invasores holandeses.
Fantasias das alas ricas e muito bem acabadas, dignas do Grupo Especial. Algo que precisamos salientar é que a plástica indígena já foi muito explorada em outros carnavais e, por maior que seja a criatividade, sempre acaba recaindo em elementos já vistos anteriormente, seja em formas estruturais ou padrões decorativos.
As alegorias seguiram o mesmo padrão: a beleza das esculturas, o refinamento dos acabamentos e requintados efeitos. A UPM mostrou, com seu desfile, a maturidade de uma escola do Grupo Especial que desfila na Série Ouro, mostrando que seu descenso no ano anterior foi uma grande injustiça. Seu desfile colocou uma régua alta no padrão de qualidade visual na Série Ouro.
ELIANE SOUZA: Coreografados por Ana Formighieri, Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas – o novíssimo primeiro casal da escola – ratificaram seu estilo construído pelos anos de parceria, nesse desfile.
O mestre-sala confirma sua forma cheia de personalidade ao realizar seus movimentos, sempre uma atualização dos característicos, todavia deixando o riscado limpo e livre para a leitura da escrita coreográfica. A cumplicidade do par se revela nas ações perfeitamente sincronizadas, na qual a confiança do fazer é visível. Dançam até de olhos vendados e, executam de forma diferenciada a apresentação da bandeira, um dos movimentos característicos do mestre-sala, ação de sua responsabilidade.
Os giros, no movimento abano, realizados pela porta-bandeira, acentuam sua habilidade e leveza nos deslocamentos! Pudemos apreciar, um bailado atualizado com utilização de gestos e passos que a luz do samba, iluminaram a performance.
Emerson Fastino e Joana Falcão, o 2º casal, nos presentearam com um bailado singelo, com movimentos característicos preservados.
BRUNO MORAES: A bateria da UPM vive seu melhor momento com a chegada do Mestre Laion. No desfile, ficou evidente como a estrutura, os recursos e a segurança deram sustentação para que a bateria se apresentasse com maestria ao longo de toda a pista da Sapucaí.
Com uma diretoria coesa e ritmistas extremamente confiantes, o ritmo não apresentou qualquer deslize, nem por um segundo, mesmo com o som mais alto do que o normal. Destaque especial para o último módulo de julgamento: mesmo com pouco tempo disponível para a apresentação, Laion manteve a calma, não se afobou e executou todas as bossas de forma espetacular, encerrando o desfile com precisão e personalidade.
Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio: